ESPAÇO DE ENCONTRO E REFLEXÃO ENTRE CRISTÃOS HOMOSSEXUAIS em blog desde 03-06-2007
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publicado por Riacho, em 08.09.13 às 20:35link do post | favorito

Realizador: Chaim Elbaum 
Interpretes: Ori Lachmi, Omer Zonenshein, Yehonadav Perlman, Irzik Haikeh, Yariv Kook, Sigalit Ya'akobi 
País: Israel 
Ano: 2007 
Duração: 28 Minutos
Idioma: Hebreu 
Legendas: EspanholInglês 

Sinopse: Um jovem israelita ortodoxo sofre uma profunda solidão e angústia escondendo dos outros que é gay. O filme aborda a questão da homossexualidade na sociedade religiosa.




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publicado por Riacho, em 30.06.13 às 00:32link do post | favorito

Uma reportagem com muitos gestos proféticos do novo papa de que destacamos o diálogo inter-religioso e o combate ao fundamentalismo em todas as religiões. Obrigado papa Francisco por tanta clareza e tanta simplicidade!

 


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publicado por Riacho, em 18.01.13 às 22:37link do post | favorito

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publicado por Riacho, em 29.12.12 às 00:25link do post | favorito

Mais de três em cada cinco eleitores britânicos apoiam o desejo de David Cameron de introduzir o casamento gay, de acordo com uma pesquisa conduzida pelo jornal Guardian. O forte apoio a uma mudança vem depois do arcebispo de Westminster questionar a legitimidade democrática dos planos.

A pesquisa, conduzida logo antes do Natal, mostrou que 62% dos eleitores apoia a proposta, e apenas 31% se opõe. Grande parte das pesquisas anteriores revelavam o mesmo tipo de resposta, mas não na proporção actual.

Apesar de partidários das alas trabalhista e liberal-democrata continuarem os mais prováveis apoiantes do casamento gay, com proporções de 67% e 71%, respectivamente, agora existe também uma maioria entre os conservadores, com 52% a favor contra 42% contrários.

Homens e mulheres apoiam o casamento gay, apesar de a margem ser mais ampla entre eleitoras do sexo feminino (65%) do que do masculino (58%). O apoio mantém-se em todas as regiões do país e em todas as classes sociais e grupos etários.

O resultado deve encorajar Cameron, cujo apoio ao casamento gay se provou controverso não apenas entre líderes religiosos.

 

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=608038


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publicado por Riacho, em 01.09.12 às 00:07link do post | favorito
Sex, 31/08/12

Uma conversa acerca dos vários motivos para participar na 1ª Marcha LGBT dos Açores deu início ao terceiro dia de actividades do Festival Pride Azores. Os testemunhos na primeira pessoa foram dados num debate intitulado “Ser LGBT nos Açores”.


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publicado por Riacho, em 10.01.12 às 23:32link do post | favorito

Uma entrevista que merece uma séria reflexão interna na Igreja de hoje

“Há medo na Igreja”

Entrevista do António Marujo a José Maria Castillo Sánchez.
Por António Marujo

 

Jesuíta durante 52 anos, abandonou a ordem aos 78. Hoje diz que a Igreja quer continuar a manter um grande poder sobre a sexualidade, mas que já não o consegue fazer. E que sofreu muito com a proibição que lhe foi imposta de deixar de ensinar Teologia. José María Castillo Sánchez, granadino nascido em 1929, viveu quase toda a sua vida como padre da Companhia de Jesus. Saiu, abandonando também o

ministério de padre, para manter a liberdade de pensar. Diz que há um grande medo na Igreja, critica a pressão do Vaticano sobre os teólogos e assume que a Igreja Católica deve voltar a um modelo mais próximo e fiel ao Evangelho de Jesus. Assegura que não quer uma Igreja paralela nem reinventar a que existe, mas que esta tem de mudar muitas coisas. Por duas vezes, em Outubro último e um ano antes, José María Castillo participou nos colóquios Igreja em Diálogo, promovidos em Valadares pela Sociedade Missionária da Boa Nova e organizados pelo filósofo e teólogo Anselmo Borges. Na apresentação que dele fez em Outubro, Anselmo Borges disse: “É um homem livre.”

                                  

ENTREVISTA:

Deixou os jesuítas aos 78 anos, após 52 anos na ordem. A sua vida foi um engano?

Não, não tenho essa sensação. Fiz o que tinha a fazer em cada momento. A partir dos anos 1980 comecei a ter dificuldades em publicar livros. Os jesuítas são uma ordem de gente muito aberta, há uma grande liberdade. Por isso há gente de extrema-direita e de extrema-esquerda, conservadores e progressistas. Os jesuítas a mim não me colocaram dificuldades.                       Não tenho queixas contra os jesuítas.

 

Foi a Congregação para a Doutrina da Fé, do Vaticano?

Sim. Mas quero que conste a minha gratidão para com os jesuítas. Tudo o que sou e sei devo-o aos jesuítas. O que acontece é que a Companhia de Jesus é uma instituição dentro de outra instituição maior que é a Igreja [Católica].
É daí que vêm as dificuldades. Sobretudo os pontificados de João Paulo II e, agora, de Bento XVI, têm sido muito duros com a teologia.

 

Começou por ter problemas em 1988, ao criticar o modelo de Igreja. O que estava em causa?

Na realidade, não sei. Proibiram-me que continuasse a ensinar Teologia. Pedi insistentemente que me dessem uma explicação, nunca a consegui. Esse é um dos problemas: condenam-se os teólogos, muitas vezes, sem dizer-lhes exatamente o que está em causa…

No meu caso, é claríssimo: a única explicação que me deu o provincial [superior] dos jesuítas [em Espanha] é que o atual Papa, quando era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Ratzinger, foi visitar o geral dos jesuítas com o cardeal de Madrid.
O que falaram não sei. A Santa Sé não me comunicou e o geral dos jesuítas, o padre [Peter-Hans] Kolvenbach, só me falou de um desafeto para com a Igreja, de um espírito crítico. Mas não me referiu pontos concretos contra a fé, porque eu tive muito cuidado em não atacar nenhuma dessas questões. Para mim foi um golpe muito duro: tive uma depressão muito forte.

 

O seu blogue intitula-se Teologia sem censura. A teologia continua a ser censurada?

Agora, mais do que nunca.

 

Mais do que nos tempos do Papa Pio XII, por exemplo?

Sim. O controlo agora é muito forte, através dos bispos, mais do que em nenhuma outra instância. Falei com um professor de um importante instituto teológico de Roma, que me referia o clima de medo que há nos seminários e institutos. Sobretudo entre os professores, porque as denúncias são muito frequentes e as pessoas têm medo de perder o posto de trabalho. O medo bloqueia as pessoas. O medo paralisa.

 

Isso tem consequências?
Deu-se um fenômeno terrível desde [o Papa] Paulo VI: o empobrecimento da teologia. Passou a geração dos grandes teólogos que fizeram o Concílio [Vaticano II] e não apareceu outra. Pode haver muitos fatores, mas é claro que a pressão de Roma é muito forte. A criatividade teológica desapareceu.
Este foi o motivo principal que me motivou [a sair]. Pensei durante mais de 25 anos: em 1983, já tinha pedido ao meu provincial para sair dos jesuítas. Já nessa altura era muito difícil…

 

Não foi um processo brusco?

Não, foi longo e muito duro. Fez-me muita luz ler o diário do padre [Yves] Congar. Ele conta o drama que viveu nos tempos do Papa Pio XII: foi três vezes desterrado de França, teve tentações sérias de suicídio… [Bernard] Häring, pouco antes de morrer, dizia, num pequeno livro [A Igreja Que Eu Amo, ed. Figueirinhas], que teve dois processos: um da Gestapo, durante a II Guerra Mundial, e outro do Santo Ofício, depois do Concílio. E dizia: “Prefiro o da Gestapo, é mais suportável.”

 

Dizia que, para si, foi também muito duro…

Sobretudo os oito anos em que estive com uma depressão. Tive uma circunstância que me ajudou a ultrapassá-la: a proibição [de ensinar Teologia] foi em 1988. Em 1989, deu-se o assassinato de seis jesuítas em El Salvador. Pediram ajuda a jesuítas espanhóis que pudessem ir para lá. Perguntei se podia ir. Como era uma universidade católica não sujeita à disciplina da Congregação para a Doutrina da Fé, pude ir ensinar, três meses por ano, desde 1990 e durante 15 anos.
Para mim foi muito rico, não me senti totalmente excluído. O encontro com o sofrimento do Terceiro Mundo foi determinante. Na evolução do meu modo de ver a sociedade e a função da teologia, o papel e o trabalho da Igreja, foi uito enriquecedor.

 

Dá a impressão que as condenações do Vaticano são, sobretudo, para quem fala da estrutura da Igreja e de questões morais. É assim?

A Igreja acabou por se organizar de maneira que o centro da vida cristã de muita gente não é já o Evangelho, mas a própria Igreja. Para muitas pessoas, tem mais importância o que diz o Papa do que o que diz o Evangelho.
Isto é uma traição ao Evangelho, uma desorientação total em relação ao que a Igreja tem de fazer no mundo: não magnificar a figura do Papa e do poder eclesiástico, mas exatamente o oposto, fazendo o que Jesus disse aos discípulos, que deviam ser como crianças, que tinham de andar pela vida sem dinheiro, sem sandálias… Hoje, uma viagem do Papa é exatamente o
contrário.

 

Criticou no seu blogue, em tempos, o modelo dessas viagens. O Papa não deve viajar?

Deve viajar, mas como um cidadão, apresentando-se modestamente. Não deveria ser chefe de Estado, pois isso não faz parte da fé nem faz nenhum bem à Igreja. Devia retirar todo o protocolo e a diplomacia, pois isso é hipotecar a liberdade do Papa e da Igreja. Não se sabe quantos milhões de euros custa uma viagem do Papa. Não me parece que os valores que se gastam tenham justificação pastoral, apostólica, evangélica, teológica ou religiosa…

 

Não faz falta também que, nas viagens, o Papa possa escutar o que sentem as comunidades católicas, as vozes alternativas?…

Claro, teriam de ser organizadas de maneira completamente diferente, para que o Papa pudesse escutar as pessoas, inteirar-se do que se passa em cada sítio. Uma das experiências mais curiosas que tive, enquanto simples padre, foi que, ao sair dos jesuítas, passou a haver gente que já nem sequer me saúda. Eu pensava que eram grandes amigos. Eram amigos do jesuíta, não de José Maria. As pessoas relacionam-se com a personagem, não com a pessoa.

 

Fala de católicos?

Sim. Religiosos, padres… Bispos nem falo, porque sei que, em Espanha, eles têm uma lista de nomes proibidos. E eu estou na lista. Se eu for dar uma conferência em qualquer sítio de Espanha, tem de ser num lugar laico. Se for num sítio religioso raramente me chamam, mas, se o fazem, o bispo proíbe-o.

 

No seu livro La Humanización de Dios (A Humanização de Deus), sugere que a teologia e a Igreja deveriam preocupar-se mais com o humano e menos com o celestial…

Não pode ser outro caminho. A razão tem a ver com o mistério central do dogma cristão: a encarnação de Deus, em Jesus. Deus, para salvar, humanizou-se. O caminho da salvação é o caminho da humanização.
A Igreja não pode pretender emendar o projeto de Deus. Tem de ser, antes, humanizada no ser humano como foi Jesus, que viveu de maneira determinada e como um trabalhador normal.
Eu tão-pouco gosto muito de exaltar a pobreza… Vivi mais de 50 anos o voto de pobreza e agora é que me dou conta do que realmente significa a pobreza.

 

Vive com dificuldades?

Não passo dificuldades, porque vivo com uma família numa casa onde não falta nada. Mas vivo com a pensão mínima de Espanha que, com os complementos, fica em 600 euros. Mas, se eu receber mais de seis mil euros por ano de outras origens, como os livros, fico apenas com 340 euros mensais…
Para mim, houve dois motivos para sair: a liberdade de pensar e dizer o que penso. E o segundo foi viver a normalidade, não ser uma pessoa notável, distinguida. Ser um cidadão qualquer e morrer como um cidadão qualquer. Não sei se estou equivocado, se sou utópico ou um ingênuo.

 

Falávamos do seu livro e da humanização de Deus…

O projeto de Deus para salvar foi o de humanizar-se. A Igreja e a teologia nunca o deveriam esquecer. O caminho da salvação não é o da divinização nem o do endeusamento, mas o da humanização. Só humanizando-nos, sendo cada vez mais profundamente humanos, podemos corrigir este mundo, aliviar o sofrimento humano, dar esperança às pessoas, estar perto de quem sofre.
No livro Las Victimas del Pecado (As Vítimas do Pecado), critica fortemente a relação entre pecado e castigo de Deus. Isso continua relacionado com a atitude da Igreja?
Claro, porque dá jeito à Igreja o tema do pecado, para exercer e potenciar o seu poder. O poder específico da religião é o poder sobre as consciências, a religião não tem poder civil…

 

Não tem exércitos, como pensava Estaline…

… mas tem um poder que nenhum poder humano tem, que é o poder sobre a consciência. O poder civil e militar até pode tirar a vida. Mas a religião chega a algo mais íntimo e mais fundo, à intimidade da consciência, onde cada qual se sente a si mesmo como uma pessoa ou como um canalha.
Na cultura do tempo de Jesus, a doença estava ligada ao pecado, era um castigo do pecado. Ele rompe com isso. Quando cura ou perdoa, o que devolve em primeiro lugar, antes da saúde, é a dignidade da pessoa.

 

Escreve também que Jesus foi morto por razões religiosas e políticas. Por quê?

A razão fundamental é que ele enfrentou claramente a concepção de Deus do judaísmo daquele momento. Havia a ideia de um Deus ameaçador e castigador, juiz. Jesus propõe como modelo o pai que perdoa todos e acolhe sempre, o pai do filho pródigo, que acolhe o que se perde e censura o que está a trabalhar em casa.
Jesus foi laico. O seu conflito mais forte foi com os sacerdotes [judaicos], com os funcionários do Templo, com a lei [religiosa], dizendo que o homem não era para o sábado, mas o sábado para o homem – ou seja, o homem não é para submeter-se à lei, esta serve para potenciar a humanidade.
Quando à religião se lhe tira o templo, os sacerdotes e a pressão sobre a consciência, o que fica? Fica-se sem o aparato que a sustém e a torna importante. O que interessa é uma religião que humanize, que nos liberte da desumanização e nos torne cada vez mais humanos.

 

Mas Jesus tinha de ser morto ou não? Há uma teologia que diz que Jesus tinha de ser morto para cumprir a vontade de Deus…

Isso já é a reinterpretação de Paulo, depois da ressurreição. Paulo não conheceu Jesus e dizia que Jesus “segundo a carne” não lhe interessava. Não se interessou em saber por que mataram Jesus, mas defronta-se com a questão de ele ter morrido crucificado, que era a morte mais horrenda daquele tempo.
Por outro lado, Paulo via Cristo glorificado e exaltado como filho de Deus.
O cristianismo primitivo viu-se com a dificuldade de explicar como acreditava num Deus crucificado. Paulo encontrou a explicação na teologia do sacrifício e da expiação do Antigo Testamento, que não está no Evangelho: Jesus foi morto porque teve um confronto com os poderes religiosos e, indiretamente, também com o poder político.

 

Fala também do modo como a Igreja vê ainda Jesus, quase numa perspectiva monofisista subtil. O debate vem dos primeiros séculos: Jesus era Deus ou homem?

Em primeiro lugar, foi homem. Através de São Paulo e dos Atos dos Apóstolos, sabemos que foi exaltado depois da ressurreição. Jesus é Deus? Esta é uma pergunta que supõe que eu já sei quem é Deus e como é Deus. Esse é o problema: Deus é o transcendente e não está ao nosso alcance.

 

E não se sabe como é?

Não sabemos. Deus está além do limite da nossa capacidade de conhecimento. Por isso é Deus. Quer dizer que o que conhecemos são representações de Deus que nós fazemos. Por isso, cada religião representou-o de maneira diferente.
O cristianismo tem um problema tremendo: o Deus do Antigo Testamento, que é nacionalista e violento, também é o Deus dos salmos, de amor e bondade. Os textos da violência, no Antigo Testamento, são terríveis.
Depois, há o Deus de Jesus, encarnado e humanizado. Não vale dizer que há um progresso de revelação, isso seria uma contradição. Porque se é nacionalista e violento, não pode ser Deus para todos e sempre bom. São coisas contraditórias.

 

Em que sentido?

O cristianismo confronta-se com três imagens de Deus. O mínimo que se pode pedir a uma religião é que tenha claro em que Deus crê. O cristianismo não tem nem pode ter. Uma pessoa que vá à missa ao domingo ouve um texto de violência na primeira leitura, depois um texto de Paulo falando do sacrifício e de Deus necessitar da morte do seu filho e, finalmente, um
texto sobre Jesus, que amava as crianças, os pobres e os pecadores. Não se pode estar de acordo com coisas contraditórias.

 

Falava do controle da Igreja sobre as consciências. Mas isso é na moral sexual porque, se falamos de questões sociais e de dinheiro, a Igreja parece menos dura…

A Igreja tem uma moral sexual que vai até ao último detalhe. Na moral social e econômica, são afirmações genéricas. E isto vem de São Paulo. Ele condenou a homossexualidade e a Igreja não a tolera. Isso é uma coisa terrível. A pressão social faz com que muitos [homossexuais] não saiam do armário. E entre o clero também há muitos.
É uma questão de poder. Quem controla a vida afetiva e sexual de uma pessoa controla a pessoa. Por isso o controle da sexualidade é tão forte na Igreja – ou pretende ser, porque cada vez mais as pessoas fazem menos caso, é um fracasso.
Isto não sucede só na Igreja Católica. Há grupos protestantes que são enormemente estritos em tudo o que é sexual e enormemente tolerantes em tudo o que é econômico. Trata-se de uma questão de poder. O dinheiro dá poder. Estar perto dos que têm dinheiro dá poder. E também o controlo da sexualidade, da afetividade e da emotividade, dá poder.

 

Nessa estrutura de poder, o que deveria mudar?

A Igreja teria de ser repensada de modo completamente distinto. Primeiro, mudar o papado. Não a pessoa do Papa, mas a instituição, que teria de inspirar-se no que foi o modelo da vida de Jesus e dos discípulos. E pensar até onde pode o papado aproximar-se desse modelo. Não sou tão ingênuo pensando que vá mudar já. Mas há coisas que se poderiam fazer: que os eleitores do Papa não fossem os cardeais, mas as conferências episcopais; segundo, que o cargo não fosse vitalício, mas a prazo; depois, que deixasse de ser chefe de Estado…

 

Isso significava acabar com a diplomacia do Vaticano?

Sim, acabar com tudo isso. A Igreja não tem de relacionar-se por interesses ou pactos políticos, mas pela sua exemplaridade evangélica. Quando o Papa vai a um país, não pode anunciar o Evangelho. Faz um discurso convencional, de coisas muito genéricas. Diz-se coisas mais concretas, são relacionadas com a sexualidade ou com os direitos e privilégios da Igreja. Mas não mais.

 

Essas mudanças como devem acontecer? Por decreto do Papa, com um concílio, pela base?…

Não me parece, estou muito pessimista, agora. Um Papa nunca irá assinar tal decreto. E um concílio, agora, não quero que aconteça. Porque o papado de João Paulo II foi muito longo e Bento XVI segue a mesma linha. Nestes mais de 30 anos, houve uma política de nomeação de bispos que têm de ser integralmente submissos e obedientes a Roma, com uma mentalidade
fundamentalmente conservadora. E, para que tenham estas duas coisas, são gente sobretudo medíocre.

 

Então o que é preciso? Uma revolução?

A base, não uma revolução. Não sou partidário de uma Igreja paralela. Nem se trata de inventar agora a Igreja. O que pretendo é recuperar as origens, a inspiração profética e carismática de Jesus.
Não tenho direito nem a pedir que voltemos ao Evangelho? Naturalmente, vivendo-o noutras circunstâncias, com a cultura, o desenvolvimento, a economia, a sociedade… Mas pode-se viver [como o Evangelho diz]. Monsenhor Óscar Romero viveu-o, em El Salvador. E mataram-no. O bispo Pedro Casaldáliga tem vivido assim no Brasil. Tantos bispos, tantos padres, tantas
religiosas que vivem isso… Isso dá jeito quando é para dizer que a Igreja se preocupa com o Terceiro Mundo, com o sofrimento… Mas, normalmente, essas pessoas estão mal vistas em Roma.

 

in Público, Terça-Feira 03/01/2012
logo3copy Comunidade Mundial de Meditação Cristã – Portugal

 

http://www.padrescasados.org/archives/2698/ha-medo-na-igreja/


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publicado por Riacho, em 09.04.11 às 12:32link do post | favorito

 Por gaycatolico

Do Public Religion Research Institute – Washington, DC 20036

 

 

 

 

Relatório – Atitude católica sobre gays e lésbicas: um retrato abrangente da recente pesquisa

 

 

 

Os católicos são mais favoráveis ​​aos reconhecimentos jurídicos de pessoas do mesmo sexo do que os membros de qualquer outra tradição cristã e os americanos em geral.

Aproximadamente 75% dos católicos são a favor da permissão do casamento entre pessoas do mesmo sexo (43%) ou da união civil (31%). Somente 22% dos católicos são contrários ao reconhecimento legal das uniões homossexuais.

Quando o casamento homossexual é definido explicitamente como um casamento civil, o apoio é dramaticamente mais alto entre os católicos.

Se o casamento para casais gays é definido como casamento civil “como o que se realiza em cartório”, o apoio católico para a modalidade aumente 28%, de 43% para 71%. O mesmo padrão existe na população em geral, mas entre católicos é mais pronunciado.

Sob o tema do casamento homossexual, o apoio católico às lésbicas e aos gays é forte e ligeiramente maior que o do público em geral.

Aproximadamente três quartos (73%) dos católicos apoiam leis que protejam gays e lésbicas contra a discriminação em ambiente de trabalho; 63% dos católicos apoiam gays e lésbicas assumidos no serviço militar; e 6 em 10 (60%) dos católicos são a favor da adoção de crianças por casais homossexuais.

Comparado com o público em geral que vai à igreja, os católicos são muito menos propensos a ouvir sobre a questão da homossexualidade do seu clero, mas aqueles que ouvem têm muito mais probabilidade de ouvir mensagens negativas

Somente 1 em cada 4 (27%) dos católicos que assistem missa regularmente diz que o padre fala sobre homossexualidade, mas cerca de dois terços (63%) desse grupo dizem que as mensagens ouvidas são negativas.

Comparado a outros grupos religiosos, os católicos são significativamente mais propensos a dar a sua igreja avaliações pobres sobre como ela está lidando com a questão da homossexualidade.

Menos de 4 em 10 (39%) dos católicos dão à sua igreja alta avaliação (em notas tanto A como B) ao ítem manejo da homossexualidade.

Sete em cada dez católicos dizem que as mensagens em lugares de culto dos Estados Unidos contribuem muito (33%) ou pouco (37%) para aumentar a taxa de suicídio entre jovens gays e lésbicas.

A esmagadora maioria de católicos rejeita a idéia de que a orientação sexual possa ser mudada.

Aproximadamente 7 entre 10 (69%) dos católicos discordam que oreintação homossexual possa ser mudada; menos de 1 em 4 (23%) acredita que pode ser mudada.

A maioria dos catolicos (56%) acredita que relações sexuais entre dois adultos do mesmo sexo não é pecado.

Entre a população geral, menos da metade (46%) acredita que não é pecado.

(PRRI, Religion & Politics Tracking Survey, October 2010).

fonte: http://www.publicreligion.org/research/?id=509

 

Citado de: http://gaycatolico.wordpress.com/2011/04/07/eua-pesquisa-bombastica/


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publicado por Riacho, em 02.04.11 às 12:23link do post | favorito

Pecado da Carne - Eyes Wide Open - עיניים פקוחות

 Uma sugestão de cinema para ver neste sábado!

 

Num bairro ultra-ortodoxo de Jerusalém, de nome Meah Shearim, vive Aaron Fleishman (Zohar Strauss), pai de quatro filhos e administrador do negócio da família, um açougue kosher, herdado depois da morte de seu pai. O mundo observador das regras de Aaron transforma-se completamente com a chegada do jovem estudante Ezri (o belo galã da TV Ran Danker). Ambos começam a passar tempo juntos, e por períodos cada vez maiores, levando Aaron a ser imediatamente discriminado na sua comunidade. Confrontado pelo rabi Vaisben (Tzahi Grad ), Aaron declara que se sentia morto antes de conhecer Ezri. Mas a reação forte e violenta dos moradores locais força o jovem a tomar uma decisão. O roteiro de Merav Doster explora com sinceridade os impasses de comportamento dos personagens e trata com elegância e intensa sensualidade o momento em que a paixão entre os dois finalmente se consuma.
 
Para ver o filme completo clica aqui: http://gayload.blogspot.com/search/label/Religi%C3%A3o
 
 
 


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publicado por Riacho, em 26.02.11 às 12:05link do post | favorito

Após uma tarde de sexo gay, Mark tem uma overdose e é internado pela família numa instituição cristã que promete em 12 passos, transformar o jovem gay em hétero. Mas acaba por se apaixonar por um dos internos

*Com o ator que fez BEN em Queer As Folk

 

Para ver o fime completo faz aqui uma visitinha: http://gayload.blogspot.com/search/label/Religi%C3%A3o


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publicado por Riacho, em 04.12.10 às 11:43link do post | favorito
Um mosteiro localizado no meio das montanhas da Argélia, na década de noventa. Oito monges católicos franceses vivem em harmonia com a população muçulmana, até que, progressivamente, a violência e o terror tomam conta da região. Apesar das ameaças, os religiosos decidem resistir ao terrorismo e ficar, conscientes do preço dessa escolha.
Esta é a história verídica dos monges de Tibhirine, raptados e assassinados por um grupo de fundamentalistas islâmicos durante a guerra civil argelina, em 1996.
Realizado pelo actor e realizador Xavier Beauvois, foi o filme vencedor do Prémio Especial do Júri em Cannes 2010 e é o filme seleccionado para representar a França nos Óscares de 2011.


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