ESPAÇO DE ENCONTRO E REFLEXÃO ENTRE CRISTÃOS HOMOSSEXUAIS em blog desde 03-06-2007
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publicado por Riacho, em 23.04.12 às 00:47link do post | favorito

O Bispo de Salisbury acusou a Igreja da Inglaterra de fazer um erro "desastroso" na sua oposição ao casamento homossexual.

O Nick Holtam, comparou a oposição à igualdade no casamento com a posição dos cristãos do século XVIII que acreditavam que a escravidão era uma "dádiva de Deus".

O bispo da Igreja Anglicana fez um discurso em contraponto com outros bispos que se tem manifestado completamente contra as movimentações legislativas para permitir o casamento civil para gays e lésbicas. E é feita numa altura em que a Igreja prepara uma resposta formal às propostas antes do encerramento da consulta do Governo em Junho.

Falando este sábado, numa conferência em Londres sobre a homofobia na Igreja, o bispo Holtam disse: "A experiência pode nos levar a ser cauteloso sobre a certeza com que posições morais são construídos com apoio bíblico. Antes de Wilberforce, os cristãos neste país viam a escravidão como tendo o apoio bíblico para o que era dado por Deus, na ordem da criação. Na África do Sul, Apartheid foi visto da mesma maneira pela Igreja Reformada Holandesa. Dentro das igrejas, os cristãos conscientemente divergem sobre a interpretação e o significado das seis passagens bíblicas referentes à homossexualidade."

E também referiu que havia uma "divisão muito grande" entre a Igreja e a sociedade como um resultado de um "debate mal-moderado" sobre a sexualidade.

Na conferência explicou que "a maioria das pessoas vê agora a fuga da Igreja da legislação sobre a igualdade como imoral e isso prejudica-nos. É um desastre termos permitido que a Igreja seja vista como a oposição à igualdade no casamento."

Além de diversas figuras da Igreja Anglicana, as novas propostas legislativas têm também sido duramente criticaas por membros da Igreja Católica no Reino Unido. 

 

Fonte: http://portugalgay.pt/news/220412A/reino_unido:_oposicao_da_igreja_ao_casamento_gay_um_desastre_diz_bispo


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publicado por Riacho, em 03.07.11 às 18:28link do post | favorito

Os sinais de abertura das igrejas à condição homossexual continuam, um verdadeiro sinal dos tempos.

 

"A Igreja Anglicana deve rever sua política para casamento entre pessoas do mesmo sexo e estuda permitir que religiosos gays possam se tornar bispos, diz reportagem da rede britânica BBC. A questão vem sendo discutida devido ao grande número de clérigos estabelecendo relações civis. Segundo a BBC, há pressão também para que a Igreja Anglicana se adeque às leis que garantem tratamento igualitário a homossexuais.
Advogados afirmam que a Igreja da Inglaterra não pode rejeitar clérigos gays como bispos apenas por causa de sua orientação sexual. O clero da religião foi informado em 2005 que os religiosos podem estabelecer relações homossexuais civis desde que mantiverem o celibato, mas surgiram dúvidas sobre a possibilidade destes clérigos serem nomeados bispos.
A decisão de fazer uma revisão, segundo a BBC, teria sido desencadeada após a rejeição da candidatura a bispo de Jeffrey John, que é celibatário, devido à sua orientação sexual. Advogados da Igreja Anglicana alertaram que novas leis proibiriam a discriminação de religiosos homossexuais.
Um comunicado da Casa dos Bispos da Igreja da Inglaterra diz: "Faz agora seis anos que a casa divulgou seu comunicado pastoral antes da introdução das parcerias civis em dezembro de 2005. A preparação do documento foi a última ocasião em que a casa devotou tempo substancial para a questão das relações do mesmo sexo. Nós mantivemos esse comunicado sob revisão. Nós decidimos que chegou a hora de essa revisão ser realizada".


Fonte: O Globo


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publicado por Riacho, em 17.05.10 às 19:30link do post | favorito

A Igreja Episcopal dos Estados Unidos – que representa o anglicanismo no país – ordenou neste sábado sua primeira bispa abertamente lésbica. A ordenação de Mary Glasspool foi realizada apesar das advertências do arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, que disse que isso aprofundaria a disputa em torno da orientação sexual dos prelados.

Glasspool se tornou bispa auxiliar em uma cerimônia celebrada em Long Beach, Califórnia, da qual participaram 3.000 pessoas.

A reportagem é do sítio Religión Digital, 16-05-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Em 2003, Gene Robinson se tornou o primeiro bispo abertamente gay dos EUA. A Comunhão Anglicana – a afiliação mundial de Igrejas anglicanas – ficou à beira da ruptura.

Junto com Mary Glasspool, Diane Jardine Bruce também foi ordenada bispa neste sábado.

Ambas foram designadas em dezembro como as primeiras bispas mulheres da diocese de Los Angeles, que tem 114 anos de história.

Robert Pigott assegurou que a ordenação de Mary Glasspool foi interpretada como uma deselegância da liberal Igreja Episcopal dos EUA com outras Igrejas anglicanas de todo o mundo.

O arcebispo de Canterbury pediu que a Igreja Episcopal não realizasse a ordenação, advertindo que ela aprofundaria as diferenças com os tradicionalistas anglicanos que consideram a homossexualidade ativa um pecado.

É provável que a ordenação de Glasspool acelere a marginalização da Igreja Episcopal e aumente a tensão entre anglicanos em outros lugares.

No começo, a Igreja Episcopal aceitou suspender a ordenação de bispos abertamente homossexuais, mesmo que depois tenha revogado essa decisão.

Para ler mais:

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=32496


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publicado por Riacho, em 29.03.10 às 23:56link do post | favorito

Deus criou pessoas e para elas não definiu orientação sexual. Portanto, todas devem poder casar-se, se assim o desejarem, diz a teóloga feminista Myra Poole que, porém, vai mais longe. «Acredito que Cristo era gay», revela.

Em entrevista à agência Lusa, por ocasião de uma conferência em Lisboa, para a qual foi convidada pelo grupo português do movimento internacional Nós Somos Igreja, a católica inglesa vinca: «se as pessoas são homossexuais, é porque Deus as fez assim, está certo. Quem sou eu para dizer que Deus fez toda a gente hetero? Deus pode fazer o que quiser».

«Concordo com [o músico] Elton John. Penso que Cristo era gay. Porque era da natureza de Cristo escolher aquilo que seria mais difícil quando se tornou humano. E ser gay é, para um homem, uma das orientações mais difíceis de assumir», explica Myra Poole, conhecida pelas críticas ao Papado e à hierarquia eclesiástica.

 

Ativista pela ordenação de mulheres há mais de 20 anos e há mais de 50 integrada na congregação de irmãs Notre Dame de Namur, fundada em França, Myra Poole diz que a avançada idade lhe permite dizer o que pensa. «Já não me podem tocar, no passado já me queimaram na fogueira. É preciso pessoas na linha da frente, para dar coragem a todas as outras», contestou.

Myra Poole começou por ser anglicana, devotando-se ao catolicismo já na universidade, e dedicou-se à educação de jovens mulheres gerindo duas escolas. Chegou a ser ameaçada de expulsão durante a Conferência Mundial de Ordenação das Mulheres, em 2001 (Dublin). Foi, recorda, um momento «catalisador« para «todas as mulheres da Igreja Católica», porque revelou que «é possível contornar o poder do Vaticano».

 

«Há coisas tão boas na Igreja que têm sido destruídas pela forma como a liderança tem agido», sustenta. «Quanto mais olho para o atual Papa, mais sinto pena dele. Está preso numa cultura que não lhe fez bem, nem a ninguém no Vaticano, e também não fez bem às mulheres e aos homens», considera.

Defensora da ordenação de mulheres - «enquanto as mulheres forem cidadãs de segunda classe, podemos tratá-las como objetos, violá-las, violentá-las e mantê-las na pobreza» -, Myra Poole sublinha que não se pode falar em teologia «sem dois adjetivos»: «Masculina e patriarca». Assume-se como teóloga feminista cristã e o 'feminista' não está no centro por acaso: "Sou uma teóloga feminista - não se pode ser uma coisa sem a outra, porque o feminismo inclui mulheres e homens. O que o feminismo defende é que as mulheres têm o direito de ser consideradas totalmente humanas e não de segunda classe".

 

Nesse sentido, embora defenda que os padres se possam casar, opõe-se a que tal aconteça antes da ordenação de mulheres. "Ao longo da História, do Império Romano à atualidade, as mulheres nunca foram incluídas na liturgia e por isso praticaram-na na periferia", lembra, referindo que nada mudou muito: "No século XXI, eles ainda pensam que somos bruxas! E além disso as bruxas podem ser boas ou más. É extraordinário!"

Mas, reconhece, as mulheres "são mais fracas" no "entendimento da obediência". "As mulheres têm sido demasiado obedientes aos homens da Igreja, quando a obediência matura é ao Espírito Santo. Temos de discernir o que é bom e mau em qualquer autoridade. Os homens têm dominado as congregações por demasiado tempo. E o prelado. As mulheres precisam de ser libertar, mas vai levar muito tempo", antecipa.

Diário Digital / Lusa


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publicado por Riacho, em 16.03.10 às 23:05link do post | favorito

"For the Bible Tells Me So" é um documentário de 2007 dirigido por Daniel G. Karslake sobre homossexualidade e o conflito com a religião, mostrando também algumas interpretações sobre o que a bíblia realmente diz sobre a sexualidade entre duas pessoas do mesmo género. Os vídeos (7/10, 8/10, 9/10 e 10/10) também incluem segmentos de entrevistas com grupos de pais religiosos, expondo as suas experiências pessoais na criação e aceitação dos seus filhos homossexuais.

 

 

 

 


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publicado por Riacho, em 25.02.10 às 19:29link do post | favorito

"Segundo o jornal The Times, vários bispos anglicanos estão preparando um novo desafio ao Vaticano aceitando que se realizem casamentos civis entre casais gays nas suas paróquias. A decisão dos anglicanos moderados se enquadra dentro da nova Lei de Igualdade que foi criticada recentemente por Bento XVI. Com a nova legislação, os homossexuais terão direito a se casar nos recintos religiosos, e a Igreja da Inglaterra se mostrou disposta a isso.

A notícia foi publicada no sítio Religión Digital, no dia 23-02-2010. A tradução é de Vanessa Alves

A informação foi confirmada ao jornal por vários clérigos da congregação. Não obstante, deixarão que os sacerdotes escolham se querem ou não realizar esse tipo de cerimônia nas igrejas que regem. Os anglicanos não permitiam até agora os casamentos homossexuais, a norma não vai mudar, mas se uma parte da Igreja decidir apoiar a Lei, é muito provável que um bom número de sacerdotes decida respeitar a legislação estatal.

Um dos máximos expoentes em promover uma mudança de ideias na Igreja foi Lord Alli, representante conservador na câmara dos Lordes e um dos poucos políticos muçulmanos abertamente gay, que propôs uma modificação da proposta do Governo. O político, que conta com o apoio de parte de seu partido e do bispo de Leicester, pediu que se introduzisse uma cláusula que permitisse a comemoração de casamentos gays civis nas paróquias.

A proposta de Alli mudaria totalmente a Lei de Casais Civis de 2004, que não permite os casamentos civis em igrejas e, portanto, uma declaração pública que igualaria os direitos de homossexuais e heterossexuais."
 

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=30089


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publicado por Riacho, em 07.12.09 às 19:22link do post | favorito

Bispa lésbica: um novo escândalo entre os episcopalianos dos EUA
 

Igreja Episcopal dos Estados Unidos elegeu uma mulher lésbica como seu segundo bispo abertamente gay, uma medida que poderia reavivar a polêmica que surgiu há seis anos com a primeira nomeação de um hierarca homossexual nesse país, Gene Robinson.

A reportagem é do sítio Religión Digital, 06-12-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A reverenda Mary Glasspool, de 55 anos, foi eleita bispa assistente na diocese de Los Angeles.

"Estou muito contente com o futuro de toda a Igreja Episcopal e vejo a diocese de Los Angeles liderando o caminho para esse futuro", disse Glasspool, segundo o site da diocese.

Sua nomeação deverá ser aprovada pela liderança nacional da Igreja norte-americana, que faz parte do movimento anglicano no resto do mundo.

Em julho, a Igreja Episcopal de dois milhões de fiéis levantou uma moratória à eleição de bispos homossexuais, que havia sido interpretada por alguns grupos como um "cessar fogo" entre facções liberais e mais conservadoras e a comunidade mundial de 77 milhões  de fiéis anglicanos.

Os conservadores norte-americanos formaram uma Igreja rival após a designação, em 2003, de Gene Robinson, um religioso homossexual, como bispo de New Hampshire.

Desde essa data, o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, que lidera os fiéis anglicanos em todo o mundo, foi pressionado para aceitar a nomeação de religiosos homossexuais.

Os tradicionalistas insistem que a Bíblia proíbe a homossexualidade de forma taxativa, enquanto que os liberais defendem que o texto sagrado deveria ser interpretado de acordo com uma visão contemporânea.

"Para uma comunidade anglicana já dividida pela questão da homossexualidade, essa eleição é mais um sinal das divisões da Igreja", indicou o correspondente de assuntos religiosos da BBC, Chris Landau.

"Para a maioria dos anglicanos africanos, um hierarca eclesiástico abertamente gay é algo impensável. No entanto, para muitos nos EUA eleger bispos reconhecidamente homossexuais simplesmente reflete a diversidade proclamada pela Igreja há muito tempo", acrescentou.

A máxima hierarca da Igreja Episcopal, a bispa presidente Katherine Jefferts Schori, indicou que consagrará qualquer bispo cuja eleição siga as normas eclesiásticas.

Para ler mais:

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=28124


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publicado por Riacho, em 27.11.09 às 19:54link do post | favorito

27/11/2009
 
Rowan Williams dá uma severa lição de catolicismo a Bento XVI
 

Nas fotos, a tensão é quase palpável. Com o busto estendido para a frente, Rowan Williams, arcebispo de Canterbury, tem os cotovelos decididamente apoiados na escrivaninha do Papa. Ao contrário, Bento XVI parece encolhido em sua cadeira, como em posição de curvatura defensiva.

A reportagem é de Jean Mercier, publicada no sítio La Vie, 24-11-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Exatamente um mês após o anúncio das disposições especiais da Igreja Católica em favor dos decepcionados com o anglicanismo, Rowan Williams encontrou-se com Bento XVI, em Roma, no dia 21 de novembro. A conversa, dizem, foi "cordial". Isto é, seguramente glacial. Jamais, com efeito, as relações entre Roma e Canterbury foram tão tensas. A Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus, que visa agregar ao Sólio de Pedro grandes porções do rebanho anglicano, foi só o catalizador de uma crise mais profunda.

No dia anterior, o arcebispo de Canterbury buscou retomar nas mãos a situação durante uma conferência em que abriu seu coração. Com honestidade, Rowan Williams reconheceu que a operação de sedução de Bento XVI não foi um golpe baixo ecumênico, mas se tratava de uma "resposta pastoral imaginativa" e que não criava "nada de novo de um ponto de vista eclesiológico". Uma forma de responder àqueles que acusam Bento XVI de destruir o ecumenismo, como Hans Küng.

Mas o teólogo anglicano conseguiu dar uma lição de catolicismo ao Papa. Criticou-lhe principalmente o fato de não distinguir, em matéria de ecumenismo, entre os temas de primeira ordem – sobre os quais os cristãos estão de acordo (dogmas como a encarnação de Deus, sacramentos como o batismo) – e os de segunda ordem (ordenação das mulheres), sobre os quais as Igrejas se dividem, sem razão. Em uma análise minuciosa, lê-se aqui uma crítica lançada ao Papa, que teria esquecido um dos pontos chaves do Vaticano II, isto é, a introdução da "hierarquia das verdades".

Para o primaz anglicano, não ordenar mulheres como sacerdotisas e bispas implica em "criar uma diferença entre batizados homens e mulheres, o que coloca novamente em discussão a coerência da eclesiologia". Modificar o uso sobre pontos de segunda ordem não afeta as realidades de primeira ordem. Por exemplo, segundo ele, a introdução dos ministérios femininos não mudou o modo em que os anglicanos consideram as realidade de "primeira ordem" (a salvação).

Rowan Williams lança também, em palavras veladas, uma crítica pungente sobre o modo em que a Igreja Católica considera e gere a autoridade. Posiciona-se contra aqueles que querem "reafirmar a linguagem da regra e da hierarquia estabelecida por decreto, com oposições formais entre docentes e discentes, diretores e dirigidos". Opõe a essa realidade a ação do Espírito Santo. Lembra que o Vaticano II havia superado a ideia de uma Igreja piramidal e jurídica. Enfim, parece acusar Bento XVI de ser infiel ao Concílio. Convida a uma nova visão eclesiológica em que a autoridade conferida pela ordenação e pela colaboração colegial sejam equilibradas.

Sobre o primado do bispo de Roma, Rowan Williams se pergunta se isso é tão importante para a unidade dos cristãos e coloca em discussão a sua dimensão jurisdicional. Para ele, os cristãos devem ser capazes de comungar na mesma mesa sem que esse problema seja resolvido anteriormente.

Para encerrar, Rowan Williams cita como exemplo o modo em que os anglicanos buscam a verdade por meio dos conflitos, buscando a unidade sobre temas essenciais e concordando sobre temas "secundários". Porém, o problema é que hoje a sua Comunhão está em situação de cisma, porque os anglicanos não conseguem colocar-se de acordo sobre quais são os problemas de primeira ordem e quais são os de segunda ordem.

Para os conservadores anglicanos, que se inclinam ao protestantismo evangélico ou ao catolicismo, temas como o acesso das mulheres ou dos homossexuais ao presbiterado e ao episcopado não pertencem à categoria das coisas secundárias, mas vão contra a coerência da Igreja e são do domínio do não negociável.

Para ler mais:

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=27883


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publicado por Riacho, em 23.08.09 às 00:28link do post | favorito

Olá

 

Aqui está um grande exemplo de inclusão, de humanidade e de não discriminação da Igreja Luterana Evangélica no acesso ao ministério de ser pastor  e com quem a Igreja católica e outras denominações cristãs muito podem aprender. 

 

"DALLAS (Reuters) - A maior denominação luterana dos Estados Unidos facilitou o processo para que gays e lésbicas em relações estáveis tornem-se pastores, encerrando uma política na qual eles poderiam ser clérigos caso permanecessem em celibato.

 

A Igreja Luterana Evangélica dos EUA encorajou suas congregações a encontrarem meios de apoiar ou reconhecer membros em "relações do mesmo sexo, comprovadamente duradouras e monogâmicas".

 

No entanto, isso não significa uma sanção oficial ao casamento gay ou uma aprovação para qualquer celebração do matrimônio entre homossexuais.

 

Ainda assim, a resolução é uma das mais liberais em qualquer denominação norte-americana em questões de orientação sexual, hoje um dos temas mais controversos em termos políticos e religiosos nos Estados Unidos.

 

A igreja, que possui 4,6 milhões de adeptos, adotou a resolução em seu encontro bienal em Mineápolis.

 

"É sobre pessoas em relações comprometidas do mesmo sexo", disse John Brooks, diretor de comunicação e um dos porta-vozes da Igreja Luterana Evangélica.

 

Anteriormente, gays e lésbicas eram impedidos de participar das cerimônias a não ser que permanecessem em celibato.

 

Aprovada por 559 votos a favor e 441 contra, a resolução afirma que a igreja se comprometerá a buscar soluções para que pessoas em "relações do mesmo sexo, comprovadamente duradouras e monogâmicas sirvam como líderes incluídos nesta igreja".

 

A medida aplica-se a pastores e obreiros. A assembleia ainda tem de aprovar mudanças procedimentais para levar a resolução adiante. Segundo Brooks, a nova política da igreja deverá ser adotada a partir de 2010.

 

A iniciativa cerca de um mês depois de a Igreja Episcopal dos EUA decidir, na prática, abolir o compromisso de ser "austera" ao analisar candidatos gays ao episcopado, o que provocou cisões na comunidade anglicana ao redor do mundo.

 

A Igreja Episcopal, uma ramificação norte-americana do Anglicanismo, está desenvolvendo os rituais e as liturgias oficiais para abençoar casamentos homossexuais."

 

Fonte: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/08/21/igreja-luterana-dos-eua-permitira-que-gays-se-tornem-pastores-767251645.asp


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publicado por Riacho, em 06.08.09 às 23:09link do post | favorito

 Uma coalizão de 13 grupos progressistas da Igreja Episcopal da Inglaterra (Anglicana) está fazendo um lobby para que a instituição regularize a ordenação de LGBT para o bispado e a bênção a casais do mesmo sexo.

 

Com a proximidade das eleições em 2010, os grupos planejam lutar por uma maioria liberal nos assentos do Sínodo Geral, para mudar de vez a posição oficial da Igreja sobre a aceitação de homossexuais.

 

Um documento oficial das 13 organizações criticou a sugestão do Arcebispo de Canterbury, Dr. Rowan Williams, de que a questão sobre os gays tivesse “dividido a Igreja em duas”. O parecer coletivo também pede a ‘inclusão total de pessoas LGBT em todos os níveis do ministério’.

 

O Arcebispo tinha escrito em seu site no fim de julho que a Igreja poderia ter que encarar ‘duas formas de se testemunhar a herança anglicana’ para evitar um cisma, acrescentando que ‘a escolha do estilo de vida homossexual tem certas consequências’. O texto se referia à decisão da Igreja Episcopal dos EUA de rejeitar uma moratória de três anos na ordenação de bispos LGBT. Nesta semana, foram indicados os nomes de um gay e uma lésbica para o bispado de Los Angeles e outra lésbica para o cargo em Minnesota.

 

A coalizão pró-LGBT publicou nesta terça-feira (04/08) o documento “Sobre as Reflexões do Arcebispo”, em que ataca o uso da expressão ‘escolha de estilo de vida’ e afirma que as palavras deles são ‘inconsistentes com afirmações anteriores’. “Reflexões” traz ainda a seguinte afirmação:

 

“Enquanto aplaudimos a afirmação [do Arcebispo] de que somos chamados para ‘nos tornarmos a Igreja que Deus deseja que sejamos, para a melhor proclamação do gospel libertário de Jesus Cristo’, não achamos qualquer indicação de como isso pode ser conseguido por aqueles que não são heterossexuais”.

 

O grupo planeja realizar um censo anônimo no clero para determinar a proporção de pessoas LGBT, quantas estão em relacionamentos com pessoas do mesmo sexo e quantas já realizaram bênçãos para casais desse tipo. A estimativa é de que cerca de 20% do clero episcopal de Londres seja formado por lésbicas, gays e pessoas trans.

 

O Reverendo Canon Giles Goddard, à frente do Grupo Igreja Inclusiva, descreveu o documento como “uma afirmação do amplo espectro da crença anglicana” e disse que “esperamos ter finalizado esse processo em cinco, no máximo dez anos. Estamos entediados com essa demora. Todas as pessoas da Igreja, LGBT ou não, esperam que ela as faça se sentirem bem-vindas. Essas pessoas aguardam em silêncio o fim dessa questão”.

 

 

 

Os grupos que assinam o documento são: Accepting Evangelicals, Changing Attitude,
The Clergy Consultation, Courage, Ekklesia, Evangelical Fellowship of Lesbian and Gay Anglicans, General Synod Human Sexuality Group, Group for the Rescinding of the Act of Synod, Inclusive Church, Lesbian and Gay Christian Movement (Anglican Matters), Modern Churchpeople’s Union, Sibyls e WATCH National Committee.

 

 

Fonte: Pink News, publicado em 5 de agosto de 2009.

Versão para o português: Eduardo Peret


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