ESPAÇO DE ENCONTRO E REFLEXÃO ENTRE CRISTÃOS HOMOSSEXUAIS em blog desde 03-06-2007
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publicado por Riacho, em 27.11.11 às 11:49link do post | favorito

“O tempo do Advento é tempo de preparação: preparar o coração para acolher a novidade radical que é o próprio Deus irrompendo no mundo. O que requer de nós uma espera vigilante, uma esperança operosa e uma expectativa ativa. Uma espera que é preparação.”

A reflexão é de André Langer, pesquisador do Cepat, em artigo publicado no jornal Folha Diocesana, da diocese de São José dos Pinhais, PR, edição de novembro de 2011.

André Langer é sociólogo, com mestrado em Ciências Sociais pela Unisinos e doutorado em Sociologia pela UFPR. É também bacharel em Teologia.

Eis o artigo.

“Alegrem-se os céus e a terra,
porque o Senhor nosso Deus virá
e terá compaixão dos pequeninos” (Is 49, 13).

 

Possivelmente você, eu, outros, já dissemos: “Novamente é Tempo de Advento”, sem muita convicção, como se isso fosse apenas parte de um ciclo do tempo que anualmente se repete. Pelo efeito da repetição, torna-se algo automático, rotineiro, um costume, uma tradição. Ou como se o “advento”, na verdade, caracterizasse uma disposição psicológica para o final do ano, para os tempos de festas, as férias, o verão, o descanso, as viagens... Dessa maneira, o verdadeiro Advento vai sofrendo uma corrosão em seu sentido mais profundo, em sua dimensão de real preparação para o acolhimento do Salvador entre nós.

Uma passagem de São Paulo, na carta aos filipenses (4, 4-6), mostra de modo claro o espírito com que o tempo do Advento deve ser encarado: “Fiquem sempre alegres no Senhor! Repito: fiquem alegres! Que a bondade de vocês seja notada por todos. O Senhor está próximo. Não se inquietem com nada. Apresentem a Deus todas as necessidades de vocês através da oração e da súplica, em ação de graças.”

A alegria faz parte da preparação para o Natal. Já nos sabemos salvos e acolhidos no Senhor. Basta que destravemos o nosso coração, para que se abra à alegria que vem Dele. A verdadeira alegria não é sinônimo de risadas ou gargalhadas, muitas vezes superficiais e enganosas e que disfarçam tristezas interiores.

A verdadeira alegria brota do coração, como dom de Deus, por todas as maravilhas que Ele realiza, inclusive a encarnação de seu Filho Jesus. Assim, uma pessoa alegre, é alegre também quando suporta as adversidades da vida, o sofrimento... Por isso, a alegria é uma graça que podemos pedir ao longo deste Advento.

Alegria que brota da certeza da presença de Deus no meio do seu povo. “Canta de alegria, cidade de Sião; rejubila, povo de Israel! Alegra-te e exulta de todo o coração, cidade de Jerusalém (...). O Senhor, teu Deus, está no meio de ti” (Sf 3, 14.17).

A alegria expulsa o medo. Jesus, em várias ocasiões, precisa reconfortar os seus discípulos, dizendo-lhes: “Não tenham medo” (Jo 6, 20). O medo e a alegria não têm a mesma origem, nem produzem os mesmos frutos em nós. Enquanto o medo vem do espírito do mal e deixa o coração do cristão tímido e calculista, a alegria, vinda de Deus, faz explodir em bondade, generosidade, abertura e criatividade.

O tempo do Advento é, por isso mesmo, tempo de preparação: preparar o coração para acolher a novidade radical que é o próprio Deus irrompendo no mundo. O que requer de nós uma espera vigilante, uma esperança operosa e uma expectativa ativa. Uma espera que é preparação.

Esta preparação requer vigilância. “Cuidado! Ficai atentos, porque não sabeis quando chegará o momento. (...) Vigiai, portanto (...) para que não suceda que, vindo de repente, ele vos encontre dormindo. O que vos digo, digo a todos: Vigiai!” (Mc 13, 33-37). Uma advertência que repousa a nossa atenção sobre a práxis. Um exame de consciência que nos deve fazer retornar às nossas origens, ao nosso primeiro Amor.

Com certeza, descobriremos que reformas deverão ser implementadas: “Abram no deserto um caminho para Javé; na região da terra seca, aplainem uma estrada para o nosso Deus. Que todo vale seja aterrado, e todo monte e colina sejam nivelados; que o terreno acidentado se transforme em planície, e as elevações em lugar plano” (Is 40, 3-4). Séculos depois, Lucas colocará esta passagem na boca de João Batista, aquele que vem preparar o caminho para Jesus (Lc 3, 4b-6).

O Advento é, pois, um tempo forte (kairós) para dispor a nossa vida toda a serviço da vontade de Deus. Um tempo para tirar as amarras e a tibieza do nosso coração. Pode-nos ajudar nessa tarefa olhar para alguns personagens marcantes, que a Igreja nos coloca como modelos dessa preparação: João Batista, José e especialmente Maria. Cada um, a seu modo, preparou-se para acolher Jesus. João Batista, através do chamado à conversão e pelo batismo de conversão; José e Maria, renunciando aos seus projetos de vida para se abrirem ao apelo que Deus, através dos anjos, lhes fez. Maria, aplainando o caminho da sua vida, ao final do processo de discernimento e tomada de decisão, exclamou: “Faça-se em mim segundo a tua vontade” (Lc 1, 38).

Esse é o espírito com o qual o Tempo do Advento deve ser encarado. Algumas atitudes, práticas e gestos podem contribuir para alcançar os frutos desejados pelo Advento. Elencamos algumas práticas:

a) participação atenta e renovada da Eucaristia, com atenção às antífonas, leituras bíblicas, cantos, que expressam esperança e expectativa;

b) participação na Novena em Famílias, meio para aprofundar o espírito do Advento e reforçar os laços de comunhão e fraternidade;

c) mutirões para um Natal sem fome (coleta de alimentos, roupas...), que abrem para a solidariedade com os mais necessitados;

d) presépios que reproduzam o espírito desejado por São Francisco de Assis, na linha da simplicidade e da humildade descrita por São Paulo: “Tenham em vocês os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo: Ele tinha a condição divina, mas não se apegou a sua igualdade com Deus. Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se semelhante aos homens” (Fl 2, 5-7).

e) encontrar meios para se comprometer com as grandes causas do mundo de hoje e que dizem respeito ao “bem viver” de todos na Terra.

Um dos frutos desejados pelo Ciclo do Natal é o compromisso com a transformação do mundo, isto é, proporcionar a todas as pessoas e a cada uma “a passagem de condições menos humanas a condições mais humanas”, como disse Paulo VI na Encíclica Populorum Progressio, sempre em sintonia com a preservação da vida na Terra.

Esperança é semear, é plantar. A semente germinando espanta a fome e aproxima o dia da colheita, da fartura. Concluindo estas singelas reflexões, remetemos o leitor(a) à mensagem do poeta Thiago de Mello, ao último verso de Madrugada camponesa:

 

“Madrugada camponesa.
Faz escuro (já nem tanto),
vale a pena trabalhar.
Faz escuro mas eu canto
porque a manhã vai chegar.”

 

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=49803


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publicado por Riacho, em 27.11.10 às 15:10link do post | favorito

 

Dear Bishop,

I house discarded LGBT youth; 8 so far this year. I have bandaged a child who has been beaten. I have prayed over the nearly-lifeless body of a child who attempted suicide. I house, feed, counsel and love these children. I speak at vigils, write letters to fundamentalists, and remind clergy not to tell these children that they are hell bound because of their orientation. You might call me a gay activist. I am, and I would ask you to join me. Do you have a homeless shelter that will reach out to LGBT youth in your diocese??? Non discrimination clauses in schools and hiring? Oh and ...I wear a rainbow pin every day because...

· I believe that the rainbow is a symbol of a promise from God.

· I believe we are all His children, and have an inheritance in that promise.

· I believe that wearing it reminds those who would deny my child a place at His table that they don't own the guest list.

· I believe that wearing it gives hope to a gay youngster that there are adults who can love him.

· I believe that wearing it gives parents an open door to talk to me about their gay children; and that leads to affirmed and healthy children.

· I believe that it starts the conversation with those who are ignorant of the struggles of gay folk.

· So, if you see me in your communion line with a rainbow cross, or pin, or peace sign; I would hope you realize that wearing the pin is my way of reaching out to the marginalized, and reminding them that they are welcome, loved.

· When I serve as extraordinary minister of the Eucharist, I wear it to remind me not to judge anyone who comes forward, but instead to share with them the table of the Lord. We are all God's children, He loves us all.

Sponsored by Equally Blessed, a coalition of faithful Catholics who support full equality for lesbian, gay, bisexual and transgender (LGBT) people both in the church and civil society.

www.newwaysministry.org
www.fortunatefamilies.com
www.DignityUSA.org
www.cta-usa.org


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publicado por Riacho, em 28.11.09 às 00:18link do post | favorito

 

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Não esperes um sorriso, para ser gentil.

Não esperes ser amado, para amar.

Não esperes ficar sozinho, para reconhecer o valor de um amigo.

Não esperes o melhor emprego, para começar a trabalhar.

Não esperes ter muito, para partilhares um pouco.

Não esperes a queda, para te lembrares do conselho.

Não esperes a dor para acreditar na oração.

Não esperes ter tempo, para servir.

Não esperes a mágoa do outro, para pedires perdão...

nem esperes a separação para te reconciliar.

Não esperes... porque não sabes quanto tempo tens!

 


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