ESPAÇO DE ENCONTRO E REFLEXÃO ENTRE CRISTÃOS HOMOSSEXUAIS em blog desde 03-06-2007
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publicado por Riacho, em 20.02.09 às 21:53link do post | favorito

 

Olá

 

A nossa conferência episcopal continua a fazer a sua cruzada contra umas criaturas de Deus, coitadinhas, nascidas homossexuais. Nós não escolhemos ser homossexuais. Fomos criados assim e temos orgulho nisso não para nos exibirmos na praça, mas porque somos criaturas feitas à imagem e semelhança de um Pai de amor infinito.

Hoje não me consegui calar diante do que vi escrito e decidi fazer umas considerações que aqui partilho com todos vocês. Os meus comentários estão entre parentesis e em cor de tijolo intercalados no meio do texto.

 

Abraço

 

Carlos

 

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) renovou esta sexta-feira, numa nota pastoral, as críticas à legalização dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, considerando que a medida é uma «tentativa de desestruturar a sociedade portuguesa».
Na nota pastoral intitulada «Em favor do verdadeiro casamento», o Conselho Permanente da CEP considera que a adopção de leis que equiparem as uniões homossexuais ao casamento entre um homem e uma mulher está longe de contribuir para o «progresso e unidade» da sociedade e manifesta «uma concepção desfocada dos valores que se encontram na base» do seu modo de viver. (Em que é que o casamento civil homossexual afecta o verdadeiro casamento? Em que é que as comunidades de freiras, de frades e de padres afectam o verdadeiro casamento? Em que é que os casais heterossexuais que não têm filhos afectam o verdadeiro casamento? Todos vão continuar a existir. Não há judeu nem grego, não há escravo nem homem livre, não há homem nem mulher, porque todos sois um só em Cristo Jesus (Gl 3, 27-28). Unidade na diversidade).
«A verdade da vida humana assenta na complementaridade do homem e da mulher», sublinham os bispos (quem faz uma afirmação destas está longe de conhecer toda a verdade), lembrando que esta é a «base antropológica da família», pois «só assim esta pode desempenhar a relevantíssima função de célula base da sociedade, que assegura a sua renovação harmoniosa». (E ainda bem que a assim é, porque os homossexuais nascem de famílias heterossexuais, não se tornam homossexuais).
Igreja não quer «misturas nem confusões»
A CEP entende que pretender redefinir os conceitos de casamento e família «constituiria fonte de perturbação para adolescentes e jovens, com a sua identidade em estruturação, e enfraqueceria a instituição da família, célula base de todas as sociedades». (Os jovens e adolescentes têm felizmente muita informação e um espírito muito aberto. Hoje, graças a Deus já vemos pela cidade casais de homossexuais e de lésbicas que manifestam afectos publicamente tal como os casais heterossexuais. A fonte de perturbação poderá ser sobretudo para os menos jovens. Manter um espírito aberto aprende-se e cultiva-se).
«A família, fundada no casamento entre um homem e uma mulher, tem o direito a ver reconhecida a sua identidade única, inconfundível e incomparável, sem misturas nem confusões com outras formas de convivência», lê-se na nota pastoral. (Tem todo o direito concerteza como tem todo o direito a família homossexual o direito a ver reconhecida a sua identidade própria, inconfundível e incomparável).
Os bispos com assento no Conselho Permanente sustentam ainda que o «prolongamento da homossexualidade pela idade jovem e adulta denota a existência de problemas de identidade pessoal»,(quem faz uma afirmação destas denota a existência de problemas de desactualização face aos conhecimentos científicos actuais) mas rejeita «todas as formas de discriminação ou marginalização das pessoas homossexuais», dispondo-se mesmo a acolhê-las e a ajudá-las. (Não precisamos de ser olhados como coitadinhos mas com a dignidade de filhos assim criados por Deus).
Na nota pastoral, os prelados não se pronunciam sobre as formas como o Estado «possa ir ao encontro dos problemas e das aspirações das pessoas homossexuais», mas reiteram discordância perante a possibilidade de a união entre pessoas do mesmo sexo ser «equiparada à família estavelmente constituída através do casamento entre um homem e uma mulher». (Deve ser por isso que alguns padres aconselham homossexuais masculinos a casarem-se com mulheres para manter o status e a vontade da Igreja, mesmo que isso implique destruir a vida da mulher ou dos filhos desse falso casamento).
O mesmo se aplica, diz a Igreja Católica, perante «uma lei que permita a adopção de crianças por homossexuais».
«Tal constituiria uma alteração grave das bases antropológicas da família e com ela de toda a sociedade, colocando em causa o seu equilíbrio», adianta a mesma nota, que defende a «necessidade de iniciativas que ajudem as famílias estavelmente constituídas a superar os problemas económicos que muitas atravessam, que as valorizem como lugar primordial de educação dos filhos e que favoreçam a sua importância na vida social». Na adopção de crianças, o mais importante é a criança. Se houver casais homossexuais que as queiram adoptar serão certamente mais responsáveis do que muitos pais de casais heterossexuais que agridem sistematicamente os filhos até que estes caiam em instituições que não serão certamente o exemplo da família. Finalmente esta nota pastoral denota tanta falta de amor e de um coração pequeno. Dá-nos Senhor um coração grande para amar. Dá-nos um coração forte para lutar!


in: http://diario.iol.pt/sociedade/igreja-casamento-gays-homossexuais-conferencia-episcopal/1044265-4071.html

 


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