ESPAÇO DE ENCONTRO E REFLEXÃO ENTRE CRISTÃOS HOMOSSEXUAIS em blog desde 03-06-2007
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publicado por Riacho, em 21.09.11 às 23:41link do post | favorito

Um soldado das Forças Armadas dos EUA decidiu contar ao pai que é homossexual. Foi com as palavras "Pai sou gay!" que o militar de 21 anos
anunciou, por telefone, a orientação sexual. Uma conversa que gravou com a webcam e colocou no Youtube. Veja o vídeo. A notícia não foi dada ao pai por acaso. A lei americana "Don't ask, Don't tell" (não perguntes, não digas) terminou, na passada terça-feira. Com o fim do tabu da homossexualidade dos militares, o soldado não quis perder mais tempo e divulgou ao pai e ao mundo que é gay.

Segundo o diário norte-americano "Washington Post", o soldado chama-se Randy Phillips e gravou o vídeo em directo da base aérea de Ramstein, na Alemanha. O soldado confessou estar nervoso. Quando o pai atendeu, perguntou-lhe se o amava e só depois lhe contou a novidade.

Há 18 anos que a lei contra os homossexuais estava em vigor e, depois de um debate apaixonado, gays e lésbicas já não têm que esconder a sua orientação sexual. Segundo Leon Panetta, secretário da Defesa, este foi um "dia histórico". Neste período de 18 anos, cerca de 14 mil soldados foram afastados das forças armadas por causa da orientação sexual. "Trata-se de homens e mulheres que colocam a sua vida em risco para defender o país e isso é que importa", lembrou Panetta.

 

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=2009160


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publicado por Riacho, em 20.09.11 às 23:47link do post | favorito

Hoje, 20 de Setembro, é o dia que marca o fim da proibição de pessoas abertamente gays ou lésbicas nas forças armadas dos EUA.

Obviamente que gays e lésbicas há muito que servem os EUA alistando-se nas forças armadas, a questão é que até hoje ao fazê-lo tinham de esconder a sua orientação sexual. Foram vários os casos de homens e mulheres expulsos das fileiras exclusivamente com base no facto de serem gays e lésbicas. Muitos deles tinham folhas de serviço exemplares e, como tal, considerados importantes para as actividades militares do país. O seu único crime foi serem homossexuais e, de alguma forma, tal situação ter sido tornada pública. A questão de ser público ou não é relativo: alguns foram expulsos porque se soube que tinham um relacionamento com alguém do mesmo sexo, outros porque tinham um perfil num site de encontros homossexuais, ou até porque tinham participado em marchas do orgulho LGBT.

O dia de hoje surge depois de meses de formação de todos os níveis da hierarquia militar sobre a nova política. Foi há 18 anos que o Presidente Bill Clinton assinou a infame Don't Ask, Don't Tell, e quase 15'000 militares foram expulsos com base nessa medida. Agora foi a vez do Presidente Barack Obama acabar com a lei que, nas suas palavras, obrigava os militares gays e lésbicas "a mentirem sobre quem eram".

Numa nação que tem tido presença activa em várias guerras nos últimos anos a medida é vista como um passo importante na igualdade de gays e lésbicas, especialmente tendo em conta que a principal justificação para a proibição era que as pessoas não homossexuais "iriam colocar em risco a missão dos militares".

Agora é altura de muitos voltarem para as fileiras, e de outros pedirem os seus justos direitos em termos de reforma. No entanto muitos também têm consciência que mesmo com todas as medidas formais por parte da hierarquia ser gay ou lésbica poderá ser um facto mal aceite pelos colegas de fileiras, mas deixará de ser uma desculpa para expulsar pessoas competentes da carreira que escolheram.

 

Fonte: http://portugalgay.pt/news/200911A/eua:_primeiro_dia_para_militares_abertamente_homossexuais

 


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publicado por Riacho, em 17.09.11 às 15:22link do post | favorito

Em São Francisco, em 1957, uma obra-prima americana foi julgada em tribunal. Uivo é um filme sobre este momento seminal da génese da contracultura. A história é contada através de três fios condutores que se cruzam: o julgamento; reencenações com o jovem Allen Ginsberg (James Franco); e o poema em si, ilustrado.

O formalismo ecléctico do filme é um reflexo do próprio poema. A reencenação do julgamento é a narrativa condutora do filme, onde se debatem temas ainda relevantes nos nossos dias: definições de obscenidade, os limites da liberdade de expressão e a natureza da arte. O advogado de defesa é Jake Ehrlich (Jon Hamm), um célebre defensor das liberdades civis.

Numa ficcionada entrevista em flashback, o jovem Ginsberg disserta sobre o seu processo criativo, bem como sobre a sua batalha pessoal pela liberdade. O poema em si toma vida sob a forma de uma vibrante animação – uma viagem imaginária dentro da mente do artista.

Filme apresentado em antestreia nacional hoje às 21h00. Uivo estará nos Cinemas a 22 de Setembro.

 

 

 

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publicado por Riacho, em 15.09.11 às 23:11link do post | favorito

Publicamos um pedido de divulgação de estudo relativo a atitudes sobre a homoparentalidade. Quem puder participe. Obrigado!

 

Serve o presente para solicitar a divulgação de estudo sobre Atitudes da população LGBT Portuguesa sobre Famílias Homoparentais.

 

O meu nome é Pedro Alexandre Costa, Psicólogo clínico e investigador do Instituto Superior de Psicologia Aplicada e da Universidade da Beira Interior. Este estudo diz respeito a Atitudes e Expectativas sobre a Homoparentalidade (famílias de pais e mães homossexuais), fazendo parte do meu projecto de Doutoramento em Psicologia sob a orientação do Prof. Dr. Henrique Pereira e Prof. Dra. Isabel Leal.

 

O objectivo deste estudo é o de avaliar e compreender as atitudes da população gay, lésbica, bissexual e transgénero (LGBT) sobre estas famílias. Com este fim foi elaborado este questionário destinado à população LGBT Portuguesa maior de 18 anos de idade. A sua participação é totalmente anónima e confidencial e não é solicitado nenhum dado pessoal que o/a permita identificar.

 

Para participar basta aceder ao seguinte link e preencher um breve questionário:

 

https://sites.google.com/site/expectativasparentalidade/

 

 

Agradecemos a sua participação!

 

 

Pedro Alexandre Costa

Unidade de Investigação em Psicologia e Saúde

Instituto Superior de Psicologia Aplicada

E-mail: e.atitudes.homoparentalidade@gmail.com


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publicado por Riacho, em 13.09.11 às 23:13link do post | favorito

 

Terça, 13 Setembro 2011 11:30
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A caminho da sua 15ª edição, o Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa volta ao cinema São Jorge esta sexta-feira, dia 16.

O festival conta, este ano, com um total de 84 filmes, divididos pela Secção Competitiva para a Melhor Longa-Metragem, Secção Competitiva para o Melhor Documentário, Secção Competitiva para a Melhor Curta-Metragem, e ainda Sessões Especiais, Panorama, Queer Art, Assume Nothing: Intersexualidade e Representação Visual, Noites Hard e Queer Pop. Segundo comunicado da organização, “esta edição vai acontecer sob o signo da Transgressão, tema central da programação”.

A Gala de Abertura está marcada para sexta-feira, às 21h, na sala Manoel de Oliveira. Uivo, de Rob Epstein e Jeffrey Friedman, terá honras de abertura e será um dos grandes destaques do festival. Trata-se de uma obra sobre o escritor Allen Ginsberg, uma das mais importantes vozes da comunidade gay norte-americana, que aqui será interpretado por James Franco.

silenciados-200pxPara além de cinema teremos também o espectáculo Silenciados, na Sala 2 do Cinema São Jorge, nos dias 17 e 18 de Setembro, às 21h. Com encenação de Gustavo Del Rio, Silenciados é um espectáculo de teatro físico que conta a história de cinco pessoas assassinadas por discriminação em relação à sua orientação sexual. A entrada custa €5.

Outra novidade para este ano é a parceria com a MUBI, uma plataforma online de video-on-demand de filmes clássicos e independentes, que exibirá uma selecção de mais de 10 filmes. O Queer Lisboa será o primeiro festival nacional a fazer esta aposta, seguindo o exemplo de festivais como Sundance, Cannes, Veneza e Locarno.

Os bilhetes custam €3,50 por sessão (€3 para menores de 25 anos, maiores de 65 anos, funcionários da Câmara Municipal de Lisboa, e membros das Associações LGBT) e podem ser adquiridos nas bilheteiras do São Jorge e do Teatro do Bairro. O festival decorre até ao próximo dia 24 de Setembro.

Podem consultar a programação em www.queerlisboa.pt

 

Fonte: http://www.vousair.com/cinemanoticias/6608-o-queer-lisboa-esta-de-volta.html


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publicado por Riacho, em 10.09.11 às 21:36link do post | favorito

Este artigo é revelador de como a Igreja Católica vê a homossexualidade, uma posição pós-medieval e muito distante dos conhecimentos científicos do século XXI. Com esta classificação por graus do ser humano promove-se a discriminação e a homofobia e trata-se de um profundo atentado à criação de Deus. Apesar disto o Evangelho deste domingo convida-nos a perdoar estes pensadores da Igreja, até 70 X 7.

 

A declaração de nulidade de um casamento em que um dos cônjuges é homossexual depende do “grau” em que se encontra, disse hoje à Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Canonistas (APC).
“A orientação que temos é que deve ser feita uma perícia psiquiátrica” para aferir se se trata “de uma homossexualidade prevalente ou exclusiva, ou algo de acidental”, precisa o cónego Joaquim da Assunção Ferreira, que coordenou o VII Encontro Nacional sobre Causas Matrimoniais, que terminou hoje em Fátima.
Joaquim da Assunção Ferreira explica que há uma escala e que os últimos “graus” tornam a pessoa em causa “incapaz de realizar funções conjugais”. Em causa estão os “graus” em que as pessoas são “predominantemente homossexuais, os só acidentalmente heterossexuais e os exclusivamente homossexuais”.
Pelo contrário, os “exclusivamente heterossexuais, só acidentalmente homossexuais, predominantemente heterossexuais” e os que são “igualmente uma e outra coisa” podem ser considerados como aptos para “desempenhar perfeitamente os papéis e os fins do matrimónio”.
Afinal, “a pessoa pode não ser um heterossexual puro, mas, se algumas tendências pouco significativas existirem, esse matrimónio certamente que se manterá”, desde que o indivíduo assuma que “a obrigação dele é viver em castidade [homossexual] e corrigir”, argumenta o cónego, que é também vigário Judicial do Tribunal Diocesano de Lamego.

O presidente da APC opina que “há a possibilidade em medicina de correção, mas não tem sido muito eficaz” porque “a natureza é muito forte”, acrescentando que “o psiquiatra pode medir-lhe o grau [de homossexualidade] e receitar algo [medicamentos] que lhe permita recusar essa tendência que o próprio mostre vontade de eliminar”.
O VIII Encontro Nacional sobre Causas Matrimoniais teve início na quinta-feira e encerrou hoje em Fátima, organizada pela APC, associação que integra 185 membros.
A iniciativa dirigiu-se a membros dos tribunais eclesiásticos – juízes, defensores do vínculo, notários e advogados -, sacerdotes, psiquiatras e “juristas civis interessados”.
O novo presidente da APC, eleito na sexta-feira, e coordenador do encontro, revela que neste momento existem cerca de 150 pedidos de nulidade de casamento nos tribunais eclesiásticos, e que em média os processos esperam entre 18 meses a dois anos para obter uma sentença em primeira instância.
Os motivos invocados mais frequentemente são relativos à “incapacidade por causa psíquica”, mas também “à exclusão de elementos essenciais do matrimónio”, que vai desde existência de um(a) amante antes do casamento, recusa prévia de ter filhos ou de não assumir o casamento para toda a vida, por exemplo.

Joaquim de Assunção Ferreira diz que “a Igreja sente uma descristianização crescente” e observa “uma mentalidade divorcista”, mas lembra que a Igreja continuará a afirmar a sua doutrina e possui muita oferta tanto para a preparação de casamentos, como para a sua consolidação.

 

Fonte: http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1184414.html

 


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publicado por Riacho, em 09.09.11 às 23:22link do post | favorito

As leis já mudaram, mas as mentalidades não. A Igreja católica que também tem promovido a homofobia, mesmo que por omissão, o que faz agora para acolher este jovem? Atira-lhe pedras ou acolhe-o com um coração de pai e mãe que dá a vida pelo seu filho?

 

Pai descobre que o filho é homossexual e entrega-o na esquadra da PSP de Valadares. A polícia acolheu o menor, de 15 anos, que está agora à espera de um albergue. Autoridades já acionaram os serviços de emergência social.

Um pai revoltado por ter descoberto que o filho era gay decidiu entregá-lo nas autoridades e abandonar o menor, na esquadra da Polícia de Segurança Pública de Valadares, em Vila Nova de Gaia.

Esta história de homofobia, contado pelo Jornal de Notícias, tem o lado insólito, mas acarreta um problema social grave. O menor entrou na esquadra, de madrugada, totalmente destroçado, e ficou sem abrigo, apenas devido à sua orientação sexual.

O progenitor (com formação superior) não aceita ficar em casa com o menor de idade, está em rejeição, e transportou para as autoridades a responsabilidade de acolher o filho. Dadas as circunstâncias, a PSP de Valadares procedeu de acordo com as normas e chamou os serviços de emergência social.

Perseguição, choque e desorientação

O caso ocorreu na passada quinta-feira. Uma fonte policial revelou ao JN que, depois de uma saída noturna, o rapaz de 15 anos foi perseguido pelo pai, que o viria a encontrar, por volta da 1h30 da madrugada, na discoteca Pride, localizada na cidade do Porto e freqüentada, sobretudo, por homossexuais.

Perante o choque de descobrir que o filho era gay, começou por chamar a polícia, acusando os proprietários do espaço de terem permitido a entrada a um menor de idade. A Polícia de Segurança Pública registou a ocorrência e tomou as medidas necessárias, já que a idade mínima para frequentar a discoteca é 18 anos.

Os dois regressam então a casa, localizada na freguesia gaiense, mas por pouco tempo. Já ás 4h30, o pai leva o filho à esquadra de Valadares. Segundo o JN, o menor apareceu na esquadra da PSP “lavado em lágrimas”. Sabia que iria ser entregue à polícia, sem cometer qualquer crime.

 

Fonte: http://www.ptjornal.com/201109092738/insolito/pai-rejeita-filho-por-ser-gay-e-entrega-o-na-policia-de-valadares.html

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publicado por Riacho, em 06.09.11 às 19:51link do post | favorito

IN MEMORIAM

JOÃO NORONHA E CASTRO

1954 - 2011

Havia no João uma invencível alegria. “Sou o homem mais feliz do mundo” foi uma das últimas frases que lhe ouvi, a poucos dias do fim. Fazia sempre, durante todo o longo período em que deu combate ao cancro, uma distinção entre as dores físicas que sentia e uma imensa reserva de alegria interior. Conheci o João na Capela do Rato, onde a sua presença resplandeceu, com muita graça e sábias palavras, nas reuniões do pequeno grupo de católicos de condição homossexual em que começou a tomar parte a partir de 2005 e que frequentou até à dissolução do grupo em 2008. Alto, robusto, de cabeça rapada, a sua pêra e bigode lembravam, sem que ele todavia o mencionasse, as célebres barbas de D. João de Castro, o lendário vice-rei da Índia, de quem era, por linhagem, descendente. Contagiado pelo entusiasmo e militância do João, foi na terna e fraterna companhia dele que participei, pela primeira vez, na Marcha Gay de Lisboa. Já muitíssimo debilitado pela doença, ainda manifestou a vontade de ir à Marcha, e sem ser difícil foi necessário  dissuadi-lo do desejo de concretizar tal propósito. Arquitecto por profissão, entre outras numerosas obras, projectou com grande beleza na Abrigada, perto de Alenquer, a título quase gratuito e conforme à sua enorme generosidade, dois edifícios numa cidadela do Movimento dos Focolares, movimento de inspiração cristã fundado por Chiara Lubich. Abrigada, a terra muitas vezes evocada que conserva algumas raízes do seu clã familiar, valor que cultivava. Tinha pela mãe um amor desmesurado e impossível de descrever. A ligação profunda que mantinha com o seu querido Francisco, desde tempo anterior ao momento em que nos conhecemos, nunca falhou e dela posso e devo dar testemunho. Vinha de muito longe, resistiu à provação da doença e foi fonte de consolação até ao minuto derradeiro. “Ontem, na cama, recebi um abraço tão forte”, “passei a noite a conversar com ele” e outras frases do género foram partilhadas com muitos de nós, seus amigos, em casa ou no hospital. Uma ligação firme e duradoira que soube enfrentar, posso dizê-lo, embora pareça indiscreto da minha parte, todos os cenários da vida sexual do João. Alguns namorados de ocasião, ao princípio, não compreendiam nem encaixavam o assunto muito bem. Depois, rapidamente, passavam a aceitar e até a olhar com respeito uma ligação tão antiga, fiel e verdadeira. Mas também com outras relações, de curso mais demorado, jamais houve, que eu saiba, um problema sério por causa disso. E acredito mesmo  que essa ligação entre o João e o Francisco, apesar da morte e até por causa da morte, é agora mais viva e forte do que nunca, pois o Francisco - como o João sempre lhe chamava, com aquela simplicidade que era timbre dos dois, sem jamais ostentar o título honroso do seu amigo e companheiro de toda a vida -, o Francisco que sempre o João trazia nos lábios com um sorriso e de quem nos falava de forma constante como é costume de quem muito ama, esse bondoso Francisco, canonicamente, responde também pelo nome, só um pouquinho mais comprido, de São Francisco de Assis. E vejo-o, de perfil, ao lado da sua cama. Até sempre, passarinho.

 

José António Almeida

 

Texto publicado na Time Out nº 204 de 24-08-2011

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