ESPAÇO DE ENCONTRO E REFLEXÃO ENTRE CRISTÃOS HOMOSSEXUAIS em blog desde 03-06-2007
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publicado por Riacho, em 24.04.11 às 00:10link do post | favorito

 

Que sentimos, nós os seguidores de Jesus quando nos atrevemos a crer de verdade que Deus ressuscitou Jesus? Que vivemos nós que continuamos a seguir os seus passos? Como nos comunicamos com Ele quando o experimentamos cheio de vida?

Jesus ressuscitado, Tu tinhas razão. É verdade quanto nos disseste de Deus. Agora sabemos que é um Pai fiel, digno de toda a confiança. Um Deus que nos ama para além da morte. Continuamos a chamá-lo “Pai” com mais fé que nunca, como Tu nos ensinaste. Sabemos que não nos defraudará.

 

Jesus ressuscitado, Tu tinhas razão. Agora sabemos que Deus é amigo da vida. Agora começamos a compreender melhor a tua paixão por uma vida mais sã, justa e feliz para todos. Agora compreendemos porque davas preferência à saúde dos enfermos sobre qualquer norma religiosa. Seguindo os teus passos, viveremos cuidando da  vida e aliviando o sofrimento. Havemos de por sempre a religião ao serviço das pessoas.

 

Jesus ressuscitado, Tu tinhas razão. Agora sabemos que Deus faz justiça a todas as vítimas e inocentes: faz triunfar a vida sobre a morte, o bem sobre o mal, a verdade sobre a mentira, o amor sobre o ódio. Seguiremos lutando contra o mal, a mentira e o ódio. Buscaremos sempre o reino desse Deus e sua justiça. Sabemos que é a primeira coisa que o Pai quer de nós.

 

Jesus ressuscitado, Tu tinhas razão. Agora sabemos que Deus se identifica com os crucificados, nunca com os carrascos. Começamos a entender porque estavas sempre com os sofredores e porque defendias tanto os pobres, os famintos e excluídos. Defenderemos os mais débeis e vulneráveis, os maltratados pela sociedade e os esquecidos pela religião. E depois escutaremos melhor a tua chamada a ser compassivos como o Pai do Céu.

 

Jesus ressuscitado, Tu tinhas razão. Agora começamos a entender um pouco as tuas palavras mais duras e estranhas. Começamos a intuir que o que perde  a sua vida por ti e pelo teu Evangelho, vai salvá-la. Agora compreendemos porque nos convidas a seguir-te até ao final, carregando dia a dia com a cruz. Continuaremos a sofrer um pouco por Ti e pelo teu Evangelho, mas logo compartilharemos contigo o abraço do Pai.

 

Jesus ressuscitado, Tu tinhas razão. Agora estás vivo para sempre e tornas-te presente no meio de nós quando a dois ou três  nos reunirmos em teu nome. Agora sabemos que não estamos sós, que Tu nos acompanhas na nossa caminhada para o Pai.  Escutaremos a tua voz quando lermos o Evangelho. Alimentar-nos-emos de Ti quando celebrarmos a Tua Ceia. Estarás connosco até ao fim dos tempos.

 

Jose Antonio Pagola

24 de abril de 2011
Domingo de Resurreição (A)
João 20, 1-9

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publicado por Riacho, em 23.04.11 às 12:16link do post | favorito

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publicado por Riacho, em 23.04.11 às 00:44link do post | favorito

 

 

Deus é amor.

Atreve-te a viver por amor!

Deus é amor.

Nada há a temer!


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publicado por Riacho, em 22.04.11 às 13:56link do post | favorito

 

Depois da agonia do Getsémani,
Jesus, na cruz, está de novo diante do Pai.
No auge de um sofrimento indizível,
Jesus volta-Se para Ele, reza-Lhe.
A sua oração é primeiramente uma imploração de misericórdia para os algozes.
Depois, aplicação a Si mesmo da palavra profética dos Salmos:
manifestação de um sentimento de abandono dilacerante,
que chega no momento crucial,
quando se experimenta com todo o ser
o desespero a que conduz o pecado que separa de Deus.
Jesus bebeu até às borras o cálice da amargura.
Mas daquele abismo de sofrimento eleva-se um grito que rompe a desolação:
"Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lc 23, 46).
E o sentimento de abandono muda-se em entrega nos braços do Pai;
o último respiro do moribundo torna-se grito de vitória,
a humanidade, que se afastara na vertigem da auto-suficiência,
é de novo acolhida pelo Pai.

 


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publicado por Riacho, em 22.04.11 às 01:25link do post | favorito


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publicado por Riacho, em 17.04.11 às 23:20link do post | favorito

 

 

Rudolf Brazda e Jean-Luc Schwab se conheceram em 2008, em Mulhouse, na França (Patrick Korben / WPA)

 

Muito se fala sobre a perseguição aos judeus na Segunda Guerra Mundial, mas o sofrimento de outros grupos visados pelos nazistas, como os gays, ainda pode, e deve, ser mais bem narrado. Triângulo Rosa – Um Homossexual no Campo de Concentração Nazista (Mescla Editorial, tradução de Ângela Cristina Salgueiro Marques, 184 páginas, 48,90 reais), livro lançado nesta semana no Brasil – primeiro país estrangeiro a lançar uma tradução – é um esforço neste sentido. Ele conta a história de Rudolf Brazda, único sobrevivente entre os 10.000 homossexuais deportados pela ditadura de Adolf Hitler.

Rudolf Brazda se descobriu homossexual muito jovem. Antes dos 10 anos de idade, seus amigos já comentavam que era afeminado. Quando adolescente, mostrou ser um verdadeiro pé de valsa. As garotas disputavam entre si para ser seu par na pista de dança. Não eram poucas as vezes em que elas tentavam ir mais longe, mas ele não correspondia. Estava claro que preferia os garotos. Filho de pais checos, livres de qualquer tipo de preconceitos,

Rudolf Brazda aos 18 anos (Divulgação / Arquivo pessoal)

 

Brazda não teve problemas ao levar seu primeiro grande amor para conhecê-los. Manteve um relacionamento sério com Werner de 1933 a 1936, quando o companheiro foi convocado para o serviço militar. Eles não se veriam mais. Depois dele, porém, vieram outros amores.

Nascido no vilarejo de Brossen, perto Leipzig, na Alemanha, em 23 de junho de 1913, Brazda tinha apenas 20 anos quando os nazistas tomaram o poder. Especialmente em 1935, a legislação contra os homossexuais foi endurecida pelo regime. Os termos do parágrafo 175 do código penal foram reforçados: “A luxúria contra o que é natural, realizada entre pessoas do sexo masculino ou entre homem e animal é passível de prisão e pode também acarretar a perda de direitos civis”. Todos os gays passaram a ser cadastrados na Central do II Reich, com o objetivo claro da repressão. As estimativas da época apontam que cerca de 100.000 pessoas foram fichadas, entre elas Brazda e seus amigos.

Ele foi condenado pela primeira vez em 1937. Passou seis meses na prisão e acabou expulso da Alemanha. Esperava retomar a vida na Tchecoslováquia, mas, em 1938, o regime de Hitler atravessou o seu caminho mais uma vez. Com a anexação da província dos Sudetos pelos nazistas – onde fica a cidade onde morava, Karlsbad -, as leis alemãs passaram a ser aplicadas ali com o mesmo rigor. Em pouco tempo, Brazda foi preso novamente e condenado a 14 meses de prisão. Embora tenha cumprido a pena integralmente, não chegou a ser libertado. No auge do regime de Hitler, os campos de concentração se propagaram: abrigariam também prisioneiros de guerra, comunistas, social-democratas, judeus, testemunhas de Jeová, ciganos e homossexuais.

 

Mais um triângulo rosa - Em 8 de agosto de 1942, Brazda foi mandado para o campo de Buchenwald. Identificado com o símbolo de um triângulo rosa, afixado em sua roupa, Brazda era apenas mais um entre os 10.000 gays deportados para campos de concentração durante a II Guerra. Durante três anos, vivenciou todo tipo de atrocidade. A humilhação começava logo que os prisioneiros chegavam ao local, pois todos eram despidos para inspeção. Brazda, particularmente, ainda participou de uma briga feia com um SS. Levou um tapa no rosto depois de ter lhe respondido de maneira insolente e perdeu três dentes.

Sempre otimista, Brazda conta que, apesar de tudo, sua passagem pelo campo poderia ter sido pior. “Outros foram ainda mais prejudicados. Eu ao menos podia trabalhar. Eles me deixavam relativamente tranquilo, só era necessário prestar atenção para não me fazer notar pelos SS”, diz lenta e pausadamente, em entrevista por telefone ao site de VEJA. “Testemunhei diversos tipos de violência contra outros prisioneiros. Foram coisas que não me machucaram fisicamente, mas que me marcaram de forma profunda”, acrescenta. Brazda foi libertado em 11 de abril de 1945, quando fixou residência na França.

Para manter o sorriso no rosto, ele se recorda principalmente das fases felizes de sua vida, ou seja, antes de ser preso pela primeira vez e depois do período em que esteve no campo de concentração. Após nova pausa para reflexão, Brazda conclui que o melhor período foi aquele em que viveu com seu último companheiro, Eddi. Eles se conheceram em 1950 e a partir 1959 passaram a morar juntos na França. “Tínhamos uma boa vida, trabalhávamos. Éramos livres e podíamos nos deslocar como quiséssemos”, lembra. Permaneceram juntos por quase meio século – Eddi morreu em 2003. Hoje, aos 97 anos, Brazda é o último sobrevivente entre os homossexuais deportados pelos nazistas. Crente em Deus, ele define sua passagem no mundo como “plena”.

 

A reconstrução da história - Assumindo o papel de confidente de Brazda, o pesquisador e militante dos direitos dos homossexuais Jean-Luc

Rudolf e Fernand em Buchenwald, alguns dias após a libertação do campo. A foto foi tirada por um ex-prisioneiro, provavelmente Albert Stüber (Divulgação / Arquivo pessoal)

 

Schwab pôde transformar seus depoimentos no livro Triângulo Rosa. Coincidentemente, havia entrado em 2008 para uma associação dedicada ao reconhecimento desse tipo de deportados na França quando descobriu que o último sobrevivente morava bem perto dele, na região de Mulhouse, na França. Para recompor a trajetória do personagem, Schwab recorreu a centenas de horas de entrevistas com diferentes fontes, pesquisas pessoais em arquivos alemães, checos e franceses e viagens aos antigos lugares ligados à vida e ao confinamento do biografado.

Leia a seguir trechos da entrevista com o co-autor Jean-Luc Schwab:

 

Como o senhor tomou conhecimento da história de Brazda? Ouvi falar de Rudolf num jornal local francês, em 2008. Pouco antes, havíamos inaugurado em Berlim o memorial às vítimas homossexuais do nazismo (Homosexuellen-Denkmal), em 27 de maio. Na inauguração, lamentamos que não havia um só sobrevivente para ver o monumento. Ao saber do fato pela TV, Rudolf – que até então achava que sua história não interessava a ninguém – resolveu avisar que estava vivo. Ele não se dava conta do valor histórico de seu testemunho. No fim de junho, então, ele foi convidado para o Gay Pride na Alemanha, e foi feita uma nova cerimônia em homenagem ao memorial, desta vez com uma das vítimas presente. Depois disso, a notícia se espalhou pelos meios de comunicação internacionais.

 

De que forma o senhor pôde coletar material histórico suficiente para a escritura do livro? Quando fui visitar Rudolf pela primeira vez, me dei conta de que sua história não tinha sido documentada. Então, comecei a entrevistá-lo, para recolher seu testemunho verbal ao menos, e depois gravar os depoimentos em vídeo. Na época, ele estava com 95 anos. E, quando se pede a alguém dessa idade para falar de algo que ocorreu há mais de 60 anos, as lembranças não são muito claras. Então, foi importante verificar nos arquivos se os fatos históricos correspondiam àquilo que ele dizia. Isso nos permitiu descobrir alguns pontos de que ele se esqueceu e precisar outros citados por ele, especialmente algumas datas.

 

Como nazistas faziam para descobrir quem era ou não era homossexual? No caso de Rudolf, seu nome foi evocado por seus amigos. Não tive acesso a arquivos de outras pessoas, mas, de uma forma geral, quando havia uma denúncia de homossexualidade, era aberto um inquérito policial e, depois disso, bastava provar que o acusado de fato teve relações “contra a natureza” com uma ou mais pessoas. Nesses inquéritos, faziam de tudo para descobrir o máximo possível de nomes envolvidos, para começar novas investigações e assim por diante.

 

Depois de tanta conversa, surgiu uma amizade entre o senhor e Brazda? No início, não passava de uma relação entre pesquisador e sujeito de estudo. Hoje em dia, me tornei um amigo e confidente. Eu o ajudo no cotidiano, como para preencher documentos ou garantir o contato com seus médicos e enfermeiros. Passo em sua casa frequentemente para visitá-lo, mas não mais para fazer perguntas. De um ano para cá, sua memória vem se desgastando. É bom saber que sua história pôde ser eternizada.

Cecília Araújo

 

In: http://veja.abril.com.br/blog/meus-livros/leituras-cruzadas/5111/


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publicado por Riacho, em 16.04.11 às 20:14link do post | favorito

 

O centurião e os que com ele guardavam Jesus, ao verem o tremor de terra e o que estava a acontecer, ficaram aterrados e disseram: «Este era verdadeiramente Filho de Deus». (Mt 26,14 - 27,66)

 

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publicado por Riacho, em 13.04.11 às 23:39link do post | favorito
12/4/2011
 
Kairós: a Igreja da acolhida para os homossexuais
 

Uma religião do amor ou das regras? Do prêmio ou do dom? Sexta-feira passada, em Florença, na Itália, o grupo de cristãos homossexuais Kairòs, por ocasião dos seus primeiros dez anos de atividade, organizou um encontro com o padre Alberto Maggi, biblista e teólogo.

A reportagem é de Delia Vaccarello, publicada no jornal L'Unità, 11-04-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"Sob as voltas da antiga e sugestiva ex-igreja das Leopoldinas de Florença, éramos muitos amigos do Kairòs, católicos homo, fiéis provenientes das paróquias da cidade e de algumas Igrejas evangélicas... Todos diferentes, em idade (muitos jovens) e em histórias de fé", conta Innocenzo Pontillo, do Kairòs.

Pouco antes do encontro, foi possível conversar por telefone com o padre Maggi. Pergunto-lhe se verdadeiramente o Antigo Testamento contém referências de condenação à homossexualidade.

"Não podemos utilizar a Bíblia pró ou contra uma tese. A homossexualidade não estava entre os conhecimentos da época", indica, referindo-se depois ao hoje: "É preciso ter em conta que a Igreja tem a capacidade de dar novas respostas às novas necessidades".

O encontro de Florença é um sinal da Igreja da acolhida. "Nós, do Kairòs, estamos hospedados em várias paróquias da cidade e sentimos muito próximas as comunidades batista e valdense", acrescenta Pontillo. O Kairòs nasceu porque três rapazes tocados pelo suicídio de Alfredo Ormando diante de São Pedro se perguntaram "como fazer para criar espaços de acolhida para os cristãos homossexuais dentro da Igreja".

Ainda em 2007, sacudidos pelo suicídio do jovem Matteo em Turim, lançaram a ideia de uma vigília em memória de todas as vítimas da homofobia. Foi a primeira de muitas. A vigília é uma oportunidade, Kairòs é a palavra grega que quer dizer "o momento em que a história de cada indivíduo pode empreender um novo caminho rompendo os laços com o passado".

O padre Maggi, por telefone, destaca a diferença entre "a antiga religião baseada nas leis e a nova que se funda sobre a acolhida e sobre o amor. Deus olha para as necessidades e não para os méritos, não se concede como um prêmio, mas como um dom. Se compreendermos isso, a vida muda totalmente. É fundamental viver a mensagem de libertação de Jesus que nos convida a colocar à frente de tudo o bem do outro e não a regra, a obrigação, o preceito".

E os marginalizados dos quais se fala nos Evangelhos, o leproso, o publicano? "Jesus os busca", acrescenta padre Maggi. Os marginalizados de hoje são também os homossexuais? "As pessoas não devem ser etiquetadas, são pessoas. Jesus as busca para lhes dar a felicidade que se obtém dando-se aos outros".

Foram muitos os momentos intensos do curso daquela noite. O discurso do biblista mostrou como Jesus infringiu a lei judaica quando afastava os outros, fossem o leproso ou o publicano, considerados impuros. Infringe-a para fazer sentir a proximidade de Deus.

Pontillo refere alguns testemunhos: "Matteo contou que, há alguns anos, enquanto fazia a catequese, uma outra catequista havia explicado às crianças que a Aids era a justa punição criada por Deus para prostitutas e homossexuais. Matteo havia ficado em silêncio, sentindo-se como o leproso, condenado só por aquilo que era".

O Kairòs conta com 40 pessoas, entre homens e mulheres, que são chamados pelas comunidades cristãs, pelas escolas e pelas paróquias a levar o seu testemunho. Muitos, conclui Pontillo, "depois dos encontros, nos dizem: confrontando-se com vocês, podem ser derrubados muitos preconceitos inúteis".

Testemunhos também com vídeos: no YouTube, Dario, Caterina, Bernardo, Natascia, Andrea, Alessandra, cristãos homossexuais relatam porque irão para o Europride [festa europeia do orgulho gay] de junho em Roma (informações em www.gionata.org).

 

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=42328


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