Olá
A notícia que agora publicamos parece indiciar, depois desta crispação à volta dos ataques aos direitos dos homossexuais, o retomar do diálogo que a Igreja sempre soube manter com os homossexuais apesar da oposição do Vaticano. Mas também para nós sempre foi claro que o Vaticano não é a Igreja mas apenas uma parte dela. A Igreja somos todos nós alimentados pelo Espírito numa caminhada de construção e de vivência do mandamento que resume todos os outros: amar Deus e amar o próximo com a nós mesmos. Registamos com agrado a notícia que se segue.
Abraço
Carlos
| 4/4/2009 | |
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Arcebispo francês acena para um diálogo com homossexuais |
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Após uma manifestação em frente à Basílica de Fourvière, no domingo, 29 de março, o cardeal Philippe Barbarin teve um encontro com membros das associações homossexuais e de luta contra a Aids. A reportagem é de Anne-Bénédicte Hoffner e publicada no jornal francês La Croix, 30-03-2009. A tradução é do Cepat. Um início de diálogo? No domingo de manhã, depois da missa que presidiu na Basílica de Fourvière, o cardeal Barbarin, arcebispo de Lyon, recebeu no arcebispado alguns representantes desse movimento para uma conversa – longe das câmeras – sobre as posições da Igreja católica sobre a sexualidade. “Se o diálogo (...) não dirimiu todos os desacordos, algumas incompreensões foram progressivamente contornadas ao longo da reunião”, afirma a diocese em sua página na internet num texto “lido e aprovado pelos protagonistas do encontro”. Portanto, o intercâmbio não se anunciava sob os melhores auspícios. Cerca de 60 membros de associações homossexuais e de militantes de luta contra a Aids – estavam presentes, entre outras, a Lesbian & Gay Pride, o Forum Gai et Lesbien ou ainda a Aides Rhône – se encontraram na praça da Basílica para “denunciar a irresponsabilidade do Papa Bento XVI em relação à Aids”. Acordo sobre “a necessidade de educação sexual” Eles fizeram alusão às declarações do Papa sobre os preservativos feitas no avião que o levava à África. As palavras de ordem “Bento assassino”, “Barbarin cúmplice” acolhiam os féis que vinham participar da missa dominical. Na frente, um pequeno grupo de católicos ostentava um cartaz com os seguintes dizeres: “Tirem as mãos do meu Papa”. Uma delegação dos manifestantes aceitou o convite do cardeal para depois da missa e o intercâmbio parece ter acontecido num espírito construtivo. Após ter “escutado suas posições”, “o cardeal pôde explicar a posição da Igreja que apresenta o amor humano à luz da Aliança entre Deus e os homens”, afirma o sítio da diocese. E acrescentou: “Se não estamos de acordo sobre o caminho proposto por Deus, que não o matemos e que não o matemos nos outros”. Todos concordaram sobre “a necessidade de educação sexual”. Após a conversa, os manifestantes convidaram o arcebispo de Lyon para uma formação oferecida pela Associação Estudantil contra a Aids. E um encontro-debate deve ser realizado na rádio RCF-Fouvière. |
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in: http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=21132