| 4/12/2008 | |
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O lugar de gays e lésbicas na Igreja Católica |
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O lugar de gays e lésbicas católicos na Igreja e na sociedade mais uma vez vem à tona, durante o furor sobre o status dos casamentos e uniões civis de casais do mesmo sexo, tanto nos EUA quanto em outras partes do mundo. (Apenas hoje, por exemplo, dom Jaime Soto, bispo de Sacramento, afirmou que a Proposition 8, a medida recentemente aprovada na Califórnia que proíbe os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, estava por “restaurar a tradicional definição do casamento”). A reportagem é do padre jesuíta James Martin, publicada na centenária revista jesuíta norte-americana America, 02-12-2008. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Nesta semana os bispos católicos da Inglaterra publicaram um panfleto intitulado “What is life like if you or someone in your family is gay or lesbian in their sexual orientation?…and what can your parish family do to make a difference?” [Como é a vida se você ou alguém de sua família é gay ou lésbica na sua orientação sexual?... E o que sua comunidade paroquial pode realizar para fazer a diferença?]. Exortando tanto o clero como os leigos a se lembrarem de que “as paróquias podem dar uma série de passos para garantir que indivíduos e família se sintam acolhidos”, o panfleto oferece diversas sugestões, incluindo:
Ao menos um “ativista dos direitos dos gays” no Reino Unido, Peter Tatchell, louvou o documento dos bispos, chamando-o de “simpático” e “compreensível”. Ao mesmo tempo, o Vaticano declarou sua forte oposição ao documento promovido pela ONU que poderia “descriminalizar” a homossexualidade, algo que os defensores argumentam que é uma mensagem que precisa ser enviada a certos países, particularmente aqueles sob a lei islâmica, onde a homossexualidade é punida com a morte. O arcebispo Celestino Migliore, núncio do Vaticano para as Nações Unidas, disse que o Vaticano se opôs à resolução porque poderia “adicionar novas categorias àquelas protegidas da discriminação” e poderia levar a discriminação reversa contra o casamento heterossexual tradicional. “Se adotada, iria criar novas e implacáveis discriminações”, disse o arcebispo Migliore. “Por exemplo, os estados que não reconhecem as uniões entre pessoas do mesmo sexo como ‘casamento’ vão ser expostos ao ridículo e se tornarão objeto de pressão”. Esse movimento desencadeou uma tempestade de protestos de gays e lésbicas, como a Reuters divulgou. (O jornal italiano La Stampa chamou os comentários de “grotescos”). Em resposta hoje, o padre jesuíta Federico Lombardi, o porta-voz do Vaticano, disse: “Ninguém quer a pena de morte ou a prisão ou multas aos homossexuais”. Ele defendeu os comentários de dom Migliore, acrescentando que o Vaticano estava em maioria sobre o assunto. “Não é por nada que menos do que 50 Estados membros das Nações Unidas aderiram à proposta em questão, enquanto mais de 150 não aderiram. A Santa Sé não está sozinha”, disse Pe. Lombardi. Para ler mais: - O Vaticano se opõe à despenalização da homossexualidade |
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in: http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=18676