ESPAÇO DE ENCONTRO E REFLEXÃO ENTRE CRISTÃOS HOMOSSEXUAIS em blog desde 03-06-2007
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publicado por Riacho, em 18.06.13 às 22:26link do post | favorito

Um testemunho muito bonito da dirigente máxima do FMI relativo ao seu primo gay que projecta sinais de esperança num mundo mais tolerante.

 

 


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publicado por Riacho, em 10.06.13 às 20:06link do post | favorito

"As pessoas nos acham masoquistas. Não é isso. Somos católicos e gays. Uma é a expressão da espiritualidade. A outra, da sexualidade". Assim a psicóloga Cristiana Serra, de 39 anos, explica o porquê da criação, há sete anos, do Diversidade Católica. O grupo se prepara para receber jovens com o mesmo perfil, que virão de todo o mundo, para a Jornada Mundial da Juventude, em julho.

- Não é para fazer piquete ou pedir aceitação do Papa. Vamos conversar com jovens sobre como é ser gay dentro da Igreja - diz o professor Hugo Nogueira, de 42 anos, um dos organizadores do evento, que acontece na Unirio, no auditório Vera Janacopulos, 25 de julho, de 14h a 18h.

São pessoas com histórias parecidas com a do músico Pedro Borges, de 28 anos.

- Sempre fui católico, até que descobri minha sexualidade. Não foi tranquilo, mas tudo muda quando se vê que o padre não é um mágico, mas uma pessoa que deve orientar a fé - diz Pedro, que é voluntário da Jornada.


Não faltam relatos de jovens "feridos na alma" por um ambiente conservador.

- Um menino cortou os pulsos. Alguns documentos oficiais são de um assédio moral devastador. Como padre, vejo que a Igreja deve receber todos - diz um dos raros sacerdotes, que prefere não se identificar, a ouvir confissões de gays no Rio.

Os que fazem parte do grupo confessam seus pecados, não vêem a sexualidade como pecado, mas condição natural, e comungam.

- Hóstia não é medalha de comportamento. É símbolo da fé - defende Hugo.

O posicionamento não é consenso. Apesar de o arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, ter se manifestado a favor da acolhida das pessoas de qualquer orientação sexual, conferir sacramentos a elas é tabu.

- Cito Bento 16: o cristianismo não é um conjunto de proibições - pensa o padre.

Outro padre que estuda a sexualidade é o jesuíta Luís Corrêa Lima. Em artigos, ele aponta brechas que garantem aos gays acesso à Igreja.

"Uma carta da Cúria Romana, de 1986, afirma que nenhum ser humano é mero homo ou hétero. Ele é, acima de tudo, criatura de Deus e destinatário de Sua Graça".

“Sempre fui muito religiosa, o arcebispo jantava na minha casa, conhecia todos os padres. Eu tinha 17 anos, no início da década de 1980, quando não aguentando mais procurei um padre para confessar: "estou apaixonada por uma menina". Apesar de ter me mandado orar, fazer jejum e tomar banho frio, ele me disse que eu iria para o inferno. Eu vivi lá por anos, até que encontrei um monge beneditino. Ele foi o primeiro que me disse que eu não estava no inferno, que era para eu ser como minha natureza mandava. Daí as coisas melhoraram e segui a vida religiosa. Entrei para um convento e tive sorte de a monja me aceitar, pois disse a ela logo que cheguei. Fiquei seis anos lá, até que, com medo dos votos de obediência, pedi licença e não voltei. Casei e tenho minha família e minha fé.”

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publicado por Riacho, em 17.05.13 às 18:37link do post | favorito

A proposta do PS para a coadoção por casais ou unidos de facto do mesmo sexo foi aprovada hoje no Parlamento, com 99 votos a favor, 94 votos contra e 9 abstenções.

Após a aprovação, as galerias irromperam em gritos de celebração e palmas, com muitas pessoas em lágrimas. A deputada socialista Isabel Moreira, uma das primeiras subscritoras da proposta, conjuntamente com Pedro Delgado Alves, mostrou-se muito emocionada.

Apesar da proposta ser da autoria do PS, houve 16 deputados do PSD a votá-la favoravelmente, já que o partido deu liberdade de voto à bancada, tal como no PS, aliás, ontem se registaram três abstenções. No CDS não houve votos a favor, mas registaram-se três abstenções. As bancadas do BE, PCP, PEV votaram favoravelmente.

Teresa Leal Coelho, Luís Menezes, Francisca Almeida, Nuno Encarnação, Mónica Ferro, Cristóvão Norte, Ana Oliveira, Conceição Caldeira, Ângela Guerra, Paula Cardoso, Maria José Castelo Branco, Joana Barata Lopes, Pedro Pinto, Sérgio Azevedo, Odete Silva e Gabriel Goucha foram os sociais-democratas que votaram a favor do diploma. Abstiveram-se Pedro Silva Pereira, Miguel Laranjeiro e José Junqueiro, do PS; Duarte Marques, João Prata e Sofia Bettencourt, do PSD; e João Rebelo, Teresa Caeiro e Michael Seufert, do CDS. Os dois socialistas que votaram contra foram António Braga e João Portugal.

O diploma do PS sobre coadoção por casais ou unidos de facto do mesmo sexo pretende estender o vínculo de parentalidade de um dos elementos do casal (pai ou mãe biológica ou adotante) ao cônjuge que ainda não o possui em relação à criança.

Propostas do BE e d' Os Verdes para adoção plena rejeitadas

Logo depois, foi votada a proposta do Bloco de Esquerda, que foi rejeitada, com 77 votos a favor, 104 votos contra e 21 abstenções. Os votos contra foram provenientes da maioria da bancada do PSD, do CDS e de seis deputados socialistas. 

O diploma apresentado pelo BE diferia do diploma do PS porque eliminava a impossibilidade legal de adoção por casais do mesmo sexo e alterava o Código do Registo Civil, tendo em conta a procriação medicamente assistida, a adoção e o apadrinhamento civil por casais do mesmo sexo. 

Do mesmo modo, a proposta d' Os Verdes que pretendia alargar as famílias com capacidade de adoção também foi rejeitada



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/parlamento-aprova-coadocao-por-casais-homossexuais=f807709#ixzz2TZZ8fLos


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publicado por Riacho, em 05.02.13 às 22:29link do post | favorito

O ministro do Vaticano para a família, Vicenzo Paglia, presidente do Pontifício Conselho da Família, defendeu que os Estados devem impedir injustiças e discriminações nos casais "de facto", incluindo os constituídos por homossexuais .Esta é a primeira vez que um alto responsável do Vaticano defende soluções jurídicas para uniões fora do casamento.

 Fonte: http://www.dezanove.pt/467123.html


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publicado por Riacho, em 31.01.13 às 21:23link do post | favorito

Uma pastoral forte com relação aos homossexuais deve ser elaborada para permitir que essas pessoas sejam ouvidas e apoiadas.

A opinião é de Guy Gilbert, padre e educador francês, jornalista e autor prolífico. Nascido em Rochefort, em 1935, estudou no seminário da Argélia, onde permaneceu até 1970. De volta à França, especializou-se em Paris no trabalho contra a delinquência juvenil. É o fundador do centro Bergerie du Faucon para crianças de rua.

O artigo foi publicado no jornal francês, católico, La Croix, 29-01-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

"O meu filho é homossexual. Eu não posso aceitar isso. O que você acha?", escreveram-me muitos pais. 

"Sou homossexual, os meus pais me botaram para fora de casa assim que completei 18 anos. Estou chocado", disse um jovem.

"Minha filha, homossexual, foi festejar o aniversário em casa. Devo aceitar a sua companheira? Se não, ela não virá a esta festa familiar", perguntava-me uma mãe.

Muitas vezes, os pais são cristãos, mas se recusam a aceitar o que para eles é uma aberração e interrompem deliberadamente a relação com os filhos.

Eu sempre respondi dizendo logo aos pais que não julguem a sexualidade dos filhos e que deixem aberta a porta de casa.

A pior coisa que eu vi foi o comportamento de uma mãe católica cujo filho homossexual morreu velado até o fim pelo seu companheiro, botado para fora do apartamento em que viviam no dia antes do funeral. Eu disse para aquela mulher como a sua prática cristã estava em absoluta contradição com o Evangelho.

O termo "homofobia" é particularmente adequado para essas situações. E a história da Igreja não é um bom exemplo a esse respeito. Eu acrescentaria, no entanto, que o povo cristão está evoluindo lentamente e cada vez mais positivamente com relação a isso.

Eu penso que uma pastoral forte com relação aos homossexuais deve ser elaborada para permitir que essas pessoas sejam ouvidas e apoiadas.

Às vezes, a seu pedido, acontece-me de abençoar um casal de homossexuais. Quando eu vejo um casal solidamente unido, que vive um amor forte e verdadeiro, eu não posso abençoá-lo.

A tarefa e a beleza da missão do padre não é, talvez, de abençoar o amor? Com discrição, é claro, mas sem julgar e, principalmente, sem rejeitar.

Sou contrário ao casamento para todos, mas sou a favor de um pacto civil que permita que os casais do mesmo sexo reforcem os seus direitos, particularmente nas sucessões, um pacto civil com uma cerimônia simples no cartório.

Como é possível que um casal homossexual, que viveu muitos anos, não possa ser protegido quando a morte de um dos dois ocorre de repente? A humanidade é tão frágil como um cristal.

Vivemos neste período, nos acalorados debates sobre o "casamento para todos", oposições pueris e estéreis entre modernidade e tradição, entre laicidade e clericalismo. Um cristão que quiser viver a sua fé com toda a verdade não aceitará tudo do mundo contemporâneo. Mas saberá não rejeitar ninguém, nem julgar ninguém. Porque é a lei do Evangelho. Só essa lei vai nos permitir viver livres em um mundo complexo.

* * *

Da nota do Conselho para a Família e a Sociedade da Conferência Episcopal Francesa (Elargir le mariage aux personnes de même sexe? Ouvrons le débat!):

"Embora o respeito pela pessoa seja claramente afirmado, é preciso admitir que a homofobia, porém, não desapareceu da nossa sociedade. Para as pessoas homossexuais, a descoberta e a aceitação da sua sexualidade comportam, frequentemente, um caminho complexo. Nem sempre é fácil assumir a própria homossexualidade no ambiente profissional ou familiar. Os preconceitos custam a morrer, e as mentalidades mudam muito lentamente, mesmo nas nossas comunidades e famílias católicas; que, porém, são chamadas a expressar a máxima acolhida a todas as pessoas, independentemente do seu caminho, como filhas de Deus. Pois o que para nós, cristãos, fundamenta a nossa identidade e igualdade entre pessoas é o fato de que somos todos filhos e filhas de Deus. A acolhida incondicional da pessoa não implica uma aprovação de todos os seus atos. Reconhece, ao contrário, que o ser humano é maior do que os seus atos (...). A Igreja Católica convida os fiéis a viver tal relação na castidade, mas reconhece que, para além do aspecto sexual somente, o valor da solidariedade, da atenção e do cuidado pelo outro podem se manifestar em uma relação afetiva duradoura. A Igreja quer ser acolhedora com relação às pessoas homossexuais e continuará fazendo a sua contribuição para a luta contra toda forma de homofobia e discriminação (...)".

Veja também:

“Uma conversão de todos nós se faz necessária”, diz arcebispo de Maringá


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publicado por Riacho, em 18.08.12 às 11:25link do post | favorito

Católicos e amigos americanos reuniram-se para cantar com o coração em prol das pessoas LGBT. Cristãos leigos católicos estão de pé e cantando a espalhar a boa notícia do amor de Cristo. Os católicos em Portugal ficariam tão enriquecidos se conhecessem e partilhassem desta experiência.



O, may our hearts and minds be opened,
fling the church doors open wide.
May there be room enough for everyone inside.
For in God there is a welcome, 
in God we all belong;
may that welcome be our song.
                                         ©2007 Welcome Song Music


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publicado por Riacho, em 18.06.12 às 23:25link do post | favorito

Parabéns Dinamarca!

 

 

O Parlamento da Dinamarca aprovou hoje (7-6-2012) a legalização do  casamento de homossexuais em templos da Igreja Evangélica Luterana, que é a religião oficial. Dos 111 deputados, 85 votaram a favor.

O governo tem um ministério para a religião, cujo titular é Manu Sareen, um agnóstico. Se o Estado dinamarquês fosse laico, ele não poderia se impor aos religiosos nessa questão.

A Igreja já tinha de aceitar a união gay, mas não estava obrigada a realizar um serviço religioso completo para sacramentá-la e o que havia era apenas uma benção. Pastores que discordam do casamento entre pessoas do mesmo sexo ficam dispensados de conduzir a cerimônia. 

Percentual de descrentes
na Dinamarca 

A nova lei entra em vigor no próximo dia 15. Na Islândia e Suécia já existe casamento no civil e religioso entre pessoas do mesmo sexo. 

Em 1989, a Dinamarca foi o primeiro país do mundo a legalizar o casamento gay em cartório. Em 2009, reconheceu o direito dos homossexuais de adotarem crianças. 

A Dinamarca tem cerca de 5,5 milhões de habitantes. Trata-se de uma monarquia constitucional. Embora não haja uma separação formal entre Estado e Igreja, o número de ateus no país é elevado.

O sociólogo americano Phil Zuckerman apurou em diferentes pesquisas que o percentual de descrentes varia de 43% a 80% da população. A variação é grande por causa da metodologia de cada uma das pesquisas. 

Com informação das agências



Leia mais em http://www.paulopes.com.br/2012/06/lei-da-dinamarca-obriga-igreja-celebrar.html#ixzz1yBcrlaPR 
Paulopes informa que reprodução deste texto só poderá ser feita com o CRÉDITO e LINK da origem. 


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