ESPAÇO DE ENCONTRO E REFLEXÃO ENTRE CRISTÃOS HOMOSSEXUAIS em blog desde 03-06-2007
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publicado por Riacho, em 13.03.12 às 19:26link do post | favorito

Suspenso. Ou, melhor, como recita a fria prosa do jargão burocrático eclesiástico, "em licença administrativa" até que as investigações sejam concluídas e a confusão gerada na paróquia por causa do seu "comportamento intimidatório" volte ao normal.

A reportagem é de Mauro Pianta, publicada no sítio Vatican Insider, 12-03-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Está pendente sobre essas poucas linhas escritas por Dom Barry C. Knestout, vigário-geral da Arquidiocese de Washington, o destino do padre Marcel Guarnizo, o vigário paroquial da paróquia São João Neumann (Gaithersbur, em Maryland), que, no dia 25 de fevereiro passado, negou a comunhão a uma lésbica durante o funeral da própria mãe.

Quando Barbara Johnson, nas exéquias da mãe, se aproximou do sacerdote para receber a Eucaristia, viu o religioso cobrir o cibório contendo as hóstias e teria ouvido estas palavras: "Não posso lhe dar a comunhão, porque você vive com uma mulher, e isso, segundo o que a Igreja ensina, é pecado". Antes da cerimônia, Johnson havia apresentado a sua parceira ao celebrante.

A poucos dias da aprovação da normativa que legaliza o casamento homossexual no Estado de Maryland(procedimento que entrará em vigor em 2013), o episódio causou clamor nos jornais e na Internet. A mulher, uma artista de 51 anos, recebeu um pedido de desculpas da arquidiocese, desculpas em que se fazia referência à falta de "gentileza" e de "sensibilidade pastoral" do padre. 

Mas não foi suficiente. Segundo a Associated PressBarbara Johnson pediu o "licenciamento" do sacerdote, declarando: "Só assim, no futuro, ele não terá a possibilidade de infligir uma dor tão grande a outras famílias". E, no último dia 9 de março, o Washington Post publicou uma carta da arquidiocese com a qual o Pe. Guarnizo, natural do norte da Virgínia e com um ministério vivido em grande parte entre a Rússia e a Europa Oriental, era suspenso.

Em uma primeira nota emitida pela arquidiocese depois do fato, afirmava-se: "Quando surgem dúvidas sobre se uma pessoa deve ou não receber a comunhão, a nossa política não é a de criticar publicamente a pessoa. As questões relativas à idoneidade de um fiel para receber a Eucaristia devem ser abordadas pelo sacerdote em âmbito privado". 

A nota também lembrava, no entanto, que quem recebe a comunhão deve estar em "estado de graça". "Se uma pessoa está consciente de ter cometido um pecado grave, não pode receber a comunhão antes de ter se confessado e reconciliado".

Enquanto isso, muitos blogueiros locais, também católicos, lançaram uma campanha de boicote às doações em favor da Arquidiocese de Washington. E não para por aí. A Catholic News Agency, agência dos bispos norte-americanos, informou que Barbara Johnson seria, na realidade, budista. "No site da escola de arte por ela fundada – observa a CNA –, diz-se que essa instituição se inspira na filosofia budista. Em um artigo recente – continua a agência – publicado online para o programa de mestrado na Kutzown University, Johnson também se identifica como budista". A história, com toda a probabilidade, vai continuar.


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publicado por Riacho, em 17.05.10 às 19:30link do post | favorito

A Igreja Episcopal dos Estados Unidos – que representa o anglicanismo no país – ordenou neste sábado sua primeira bispa abertamente lésbica. A ordenação de Mary Glasspool foi realizada apesar das advertências do arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, que disse que isso aprofundaria a disputa em torno da orientação sexual dos prelados.

Glasspool se tornou bispa auxiliar em uma cerimônia celebrada em Long Beach, Califórnia, da qual participaram 3.000 pessoas.

A reportagem é do sítio Religión Digital, 16-05-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Em 2003, Gene Robinson se tornou o primeiro bispo abertamente gay dos EUA. A Comunhão Anglicana – a afiliação mundial de Igrejas anglicanas – ficou à beira da ruptura.

Junto com Mary Glasspool, Diane Jardine Bruce também foi ordenada bispa neste sábado.

Ambas foram designadas em dezembro como as primeiras bispas mulheres da diocese de Los Angeles, que tem 114 anos de história.

Robert Pigott assegurou que a ordenação de Mary Glasspool foi interpretada como uma deselegância da liberal Igreja Episcopal dos EUA com outras Igrejas anglicanas de todo o mundo.

O arcebispo de Canterbury pediu que a Igreja Episcopal não realizasse a ordenação, advertindo que ela aprofundaria as diferenças com os tradicionalistas anglicanos que consideram a homossexualidade ativa um pecado.

É provável que a ordenação de Glasspool acelere a marginalização da Igreja Episcopal e aumente a tensão entre anglicanos em outros lugares.

No começo, a Igreja Episcopal aceitou suspender a ordenação de bispos abertamente homossexuais, mesmo que depois tenha revogado essa decisão.

Para ler mais:

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=32496


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publicado por Riacho, em 26.04.10 às 20:34link do post | favorito

Olá

 

Divulgamos hoje um novo portal de temática LGBT. Visita já.

 

 

"Está lançado o portal de notícias e eventos que reflecte o dia-a-dia da temática LGBT em Portugal e no mundo, de forma objectiva e sem preconceitos, destinado a tod@s que gostem de estar em cima do acontecimento.

 

Dezanove é o número do artigo da Declaração Universal de Direitos Humanos que diz que todo o ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão, mas também de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

Visita-nos em www.dezanove.pt

 

 

E segue-nos no www.facebook.pt e no twitter.com/dezanovePT "

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publicado por Riacho, em 04.07.09 às 01:38link do post | favorito

 Eva, naturalmente. A primeira mulher. Bispa, lésbica, com um filho que brinca na sacristia, enquanto ela reza a missa. Eva Brunne cruza as pernas debaixo da túnica branca e fica séria. "As polêmicas eram previsíveis. Existem pastores que seguem os desenvolvimentos democráticos e que querem que a Igreja faça parte deles. Outros, ao invés, se opõem a eles". Levanta os ombros e joga uma das mãos para trás, como dizendo: homens atrasados, é preciso perdoá-los.


Ela tem 55 anos, uma companheira mais jovem, Gunilla Linden, que há três anos deu a luz ao filho delas. Tudo normal, ou quase. Não fosse pelo fato de que essa sacerdotisa foi recém eleita "bispa" de Estocolmo. E também na progressista Suécia – onde o clero feminino existe há meio século – criou-se um escândalo que a Igreja luterana não consegue mais superar. Eva Brunne obteve 412 votos contra os 365 do principal concorrente, o reverendo Hans Ulfvebrand. Mas os seus adversários apresentaram seis recursos para invalidar a votação.

A reportagem é de Anais Ginori, publicada no jornal La Repubblica, 01-07-2009. A tradução é de MoisésSbardelotto.

Oficialmente, a guerra para o bispado de Estocolmo é combatida em torno a argumentos jurídicos e recontagens de votos. O verdadeiro objetivo, porém, é ela, o símbolo que representa. Recém eleita, concedeu entrevista à revista gay mais conhecida do país,QX, e ao homólogo francês Tetu.

"Gunilla é pastora como eu, e acho que isso facilita a nossa relação", confessou. O casal foi registrado no cartório e "abençoado" pela Igreja. No outono [europeu] o Sínodo luterano será chamado a se pronunciar sobre a celebração de casamentos para gays e lésbicas. "Martinho Lutero nos ensinou que qualquer pessoa pode assumir uma posição de mérito na fé e na Bíblia", argumenta ela, respondendo aos que defendem que não há registros de casamentos entre pessoas do mesmo sexo nos textos antigos.

O sacerdócio feminino foi autorizado na Suécia no fim dos anos 50. Em 1971, Margit Sahlin foi a primeira mulher a se tornar pároca. Desde então, houve muitos bispados "rosa", incluindo o de Estocolmo, entregue há 10 anos a Caroline Krook, agora prestes a se aposentar.

Mas a eleição de Eva Brunne, com o seu "lesbo-pride", teve um efeito devastador, revelando uma ambiguidade que atravessa toda a Igreja. Entre os noviços, o número de mulheres já superou os de homens (588 contra 331 na última década), porém, ainda há muitas discriminações. O observatório para a igualdade de oportunidades do governo descobriu que as pastoras ganham cerca de 400 euros menos do que os seus colegas homens e que existe um "teto de vidro" na alta hierarquia: dentre 14 bispos, 12 são homens.

"Desde que o parlamento sueco mudou a lei sobre o casamento e depois sobre os filhos dos casais homossexuais, há um 'gay baby-boom'. A Igreja não pode se permitir negar os sacramentos a essas famílias", defende Lars Gardfeldt, pastor de Goteborg, que há anos se ocupa da homofobia e da religião, convive com um outro pastor e é pai de dois gêmeos.

Porém, enquanto isso, chegaram mensagens agressivas na página eletrônica da diocese de Estocolmo. "A nova bispa é muito pia, sábia e atenta aos mais fracos", escreveKelvin, da região de Flemingsberg, ex-paróquia di Eva Brunne. "É uma pastora que sabe cuidar do seu rebanho. Infelizmente, isso não conta para quem enche a boca de raiva indignada. Rezemos por Eva e pela diocese de Estocolmo que fez uma escolha justa e corajosa".

 

in: http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=23614

 


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