ESPAÇO DE ENCONTRO E REFLEXÃO ENTRE CRISTÃOS HOMOSSEXUAIS em blog desde 03-06-2007
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publicado por Riacho, em 28.08.12 às 14:45link do post | favorito

Não é suficiente acolher as pessoas homossexuais (o que é o mínimo): é preciso também dar razão à sua demanda de serem reconhecidas na especificidade da sua vida efetiva e amorosa. 

A opinião é do engenheiro e economista francês Bernard Perret, antigo membro do grupo Paroles, que divulga posições públicas de personalidades católicas sobre questões de sociedade e de atualidade. É o autor de Pour une raison écologique (Flammarion, 2011) e Un société en mal d'utopie (Desclée de Brouwer, 2009). O artigo foi publicado no sítio da revista La Vie, 17-08-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Sobre o assunto da "Oração pela França" do dia 15 de agosto, eu vou não dizer nada sobre o contexto político, para nos poupar longas e inúteis considerações, e irei direto ao ponto mais importante a meu ver. Parece-me que as advertências da Igreja sobre a homoparentalidade têm uma maior chance de serem entendidas se fossem acompanhadas por um discurso positivo com relação ao que os casais homossexuais vivem.

Não é suficiente acolher as pessoas homossexuais (o que é o mínimo): é preciso também dar razão à sua demanda de serem reconhecidas na especificidade da sua vida efetiva e amorosa. Ao invés de argumentar longamente, quero compartilhar com vocês uma experiência que me fez refletir muito.

Alguns anos atrás, fui convidado para almoçar com um colega de escola que eu não via há muito tempo, com quem me cruzei por ocasião de uma reunião. Ao longo daquele almoço, ele me falou longamente e com emoção sobre a sua descoberta do amor e da sua vida de casal com um amigo do mesmo sexo.

Não estando preparado para ouvir isso, eu tive que manifestar um mal-estar e uma frieza que pesaram sobre a continuidade do almoço e que contribuiu para pôr fim aos nossos encontros depois daquele promissor reencontro. Retrospectivamente, me desagrada muito ter arruinado esse encontro por causa do que se deveria chamar de homofobia, ou seja, uma mistura de medo e de desprezo contra uma realidade humana percebida como estranha, incompreensível e maléfica. E eu culpo a Igreja Católica por ter, ao menos indiretamente, encorajado essa reação.

Queira-se ou não, é a questão do respeito pela alteridade que está posta através da reivindicação de instituir o casamento gay. Parece-me que a Igreja Católica não pode se isentar disso: estamos prontos para reconhecer a autenticidade e o valor do amor vivido pelos casais homossexuais? 

Certamente, seria desejável que esse reconhecimento não passasse através do acesso ao casamento, mas sem dúvida é tarde demais para se opor a isso. Estaríamos em uma melhor posição para combater essa solução se não tivéssemos, nós mesmos, contribuído para encerrar os homossexuais em uma lógica de guerra pelo reconhecimento.


Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/512709-acolher-a-homossexualidade-atraves-do-respeito-pela-alteridade


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publicado por Riacho, em 28.08.12 às 14:37link do post | favorito
O mais divertido livro gay do ano apresenta conselhos para os jovens adultos. Bruno Horta da Time Out faz um resumo.


Porque é que How To Be Gay é um dos livros mais divertidos e úteis que o público gay masculino pode encontrar este ano nas livrarias? “Talvez eu tenha um bom sentido de humor, talvez o meu objectivo tenha sido dizer coisas sérias de forma descontraída, talvez eu veja o mundo da mesma maneira que a pessoa que me faz esta pergunta”, responde o autor à Time Out, através de email.

David Leddick tem 82 anos e uma vida cheia. Os portugueses mal o conhecem, mas o livro de que aqui se fala – acabado de publicar pela editora gay alemã Bruno Gmünder – talvez seja uma oportunidade de descoberta. Eis a mensagem essencial: “Daqui a pouco tempo, o mundo será muito diferente daquele que conhecemos. As nossas repressões e hesitações, os nossos sentimentos de incapacidade e o medo de rejeição vão tornar-se pouco ajustados à nova era”, lê-se na introdução. “Não fiques fechado sobre os teus problemas, para que eles não se tornem o teu modo de vida. E não faças o que os outros acham que está certo porque isso vai-te custar a felicidade.” Parece conversa de livro de auto- -ajuda? Avancemos mais algumas páginas: “Aquilo que muitos gays dizem ser sexo é na verdade, para a maior parte das pessoas, a fase dos preliminares. Que ideia mais triste: ter sexo com estranhos em zonas escuras e muitas vezes perigosas.” Ou ainda: “Não sejas uma bicha má. Ser bicha má significa apenas querer todas as atenções, ser gozado por todos e acabar sozinho em casa. Ser bicha má é uma coisa muito antiquada, é do tempo em que os gays tinham falta de auto-estima.”

O livro tem 72 páginas e está organizado por temas: amor, saber vestir, dinheiro, amizades, vida nocturna, beleza e imagem, envelhecimento, decoração da casa, etc. Sobre imagem, por exemplo, este conselho: “Se não tens a certeza sobre se uma jóia te fica bem, então não uses. Lembra-te também de que ser cool não significa usar a roupa toda colada ao corpo.”

Em cada capítulo aparece uma fotografia do autor alusiva ao tema tratado. Sempre em registo cómico. “É um guia para gays mais jovens, a partir dos 30 anos, com conselhos de alguém que já viu o filme todo há muitos anos”, explica à Time Out. “Penso que o século XXI é muito menos homofóbico do que o século XX, por isso a minha mensagem é para que os homossexuais se assumam, sem ligarem ao que os outros pensam e sem terem sentimentos de culpa.”

Leddick nasceu em 1930 no Michigan, EUA, e chegou a fazer parte do corpo de baile da Metropolitan Opera de Nova Iorque. Durante os anos 70 e 80 foi director criativo da L’Oréal em Paris. E nos últimos tempos tornou-se escritor. Vive em Miami e já assinou 23 livros, o mais conhecido dos quais é de fotografia: The Male Nude, publicado pela Taschen em 2000 e já com diversas versões. À Time Out adianta que está a preparar um novo livro, desta vez um romance: Meaningless Hugs, Meaningless Kisses, sobre os encontros amorosos de um homem na década de 70.

quarta-feira, 22 de Agosto de 2012


Fonte: http://timeout.sapo.pt/news.asp?id_news=7731


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publicado por Riacho, em 28.08.12 às 14:28link do post | favorito

Veja o que o governo sueco está fazendo: mostrar o relacionamento gay em uma propaganda para falar de um serviço oferecido a toda população!

No caso, o objetivo é conscientizar os suecos a atualizar o endereço postal quando se mudarem de casa. Um dos filmes mostra um jovem sueco em Paris curtindo a paixão por um morador da cidade.

Depois, é mostrado o moço já nos seus 40 anos e tendo um casamento chato com uma mulher! O comercial arremata: se tivesse atualizado o endereço, não teria perdido as cartas que seu amor de Paris lhe enviou! Incrível, não é?

Ah, detalhe para o que o sueco oferece para a mulher: um croissant!

 

Fonte: http://paroutudo.com/2012/08/27/suecia-faz-comercial-gay-para-falar-com-toda-populacao-muito-bom/


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publicado por Riacho, em 21.08.12 às 21:46link do post | favorito

As ideias lúcidas sobre a moralidade sexual estão aqui expostas com uma clareza notável baseadas na teologia e nos conhecimentos científicos actuais. Só falta o papa introduzi-las nas leis da Igreja.

 

"Extraindo percepções da tradição católica, da Escritura, das disciplinas seculares do conhecimento moral e da experiência humana, há seis dimensões fundamentais da antropologia católica renovada no livro A pessoa sexual", explicam os teólogos Todd Salzman e Michael Lawler, professores do departamento de Teologia de Universidade Creighton, nos Estados Unidos. Eles são os autores do livro A pessoa sexual (original inglês: The sexual person), publicado pela Editora Unisinos, 2012.

Em entrevista concedida à revista IHU On-Line, os teólogos descrevem as seis dimensões fundamentais da antropologia expostas no livro.

"A primeira e mais fundamental dimensão é a mudança de ênfase na própria tradição católica que passou da pessoa sexual considerada primordialmente como pessoa procriadora para a pessoa sexual considerada primordialmente como pessoa relacional. 

segunda dimensão, que extrai percepções das ciências biológicas e sociais, é uma mudança na percepção da orientação heterossexual como normativa e a orientação homossexual ou bissexual como “objetivamente desordenada” – como ensina o magistério –, que passou para a concepção da orientação sexual – heterossexual, homossexual ou bissexual – como dimensão intrínseca da pessoa sexual e, portanto, “objetivamente ordenada” para a pessoa heterossexual, homossexual ou bissexual, respectivamente. 

terceira dimensão é uma compreensão holística e integrada da pessoa sexual considerada em termos relacionais, físicos, emocionais, psicológicos e espirituais. 

quarta dimensão postula um desejo fundamental das pessoas de estarem em relacionamento, incluindo o relacionamento sexual, com outra pessoa. Esse desejo se realiza num complexo de relacionamentos que o magistério designa como complementaridade. Complementaridade quer dizer que certas realidades formam uma unidade e produzem um todo que nenhuma delas produz sozinha.

Na descrição do magistério, a complementaridade sexual aponta para o matrimônio heterossexual como o relacionamento sexual estável exclusivo entre um homem e uma mulher. 

quinta dimensão expande a descrição da complementaridade sexual por parte do magistério indo além do casamento heterossexual entre homem e mulher e postulando um desejo fundamental de complementaridade holística na pessoa sexual ao integrar a orientação sexual como uma dimensão intrínseca da antropologia sexual. A complementaridade holística inclui a orientação sexual, a complementaridade pessoal e biológica e a integração e manifestação de todas as três na pessoa sexual. 

sexta dimensão postula que “atos sexuais verdadeiramente humanos” realizam as pessoas sexuais. Um ato sexual verdadeiramente humano é um ato em concordância com a orientação sexual de uma pessoa que facilita uma valorização, integração e partilha mais profunda do si-mesmo (self) corporificado da pessoa com outro si-mesmo corporificado tanto em amor como em justiça (amor justo)".

Segundo os teólogos, "a conclusão normativa que se segue dessas seis dimensões antropológicas da pessoa sexual é a seguinte: alguns atos homossexuais e heterossexuais, aqueles que cumprem as exigências de complementaridade holística e amor justo, são verdadeiramente humanos e morais; e alguns atos homossexuais e heterossexuais, aqueles que não cumprem as exigências de complementaridade holística e amor justo, não são verdadeiramente humanos e são imorais".

A íntegra da entrevista pode ser lida na revista IHU On-Line desta semana.

A revista IHU On-Line estará disponível, nesta página, nas versões htmlpdf e 'versão para folhear', nesta segunda-feira, a partir das 17h.

 

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/512628-teologos-propoem-uma-nova-moralidade-sexual


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publicado por Riacho, em 19.08.12 às 10:59link do post | favorito

Ter, 14/08/12

Crush é um grupo norte-americano de pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgéneras que se propõe a ajudar a comunidade LGBT a deixar de fumar vivendo assim mais tempo e de forma mais saudável.


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publicado por Riacho, em 18.08.12 às 11:25link do post | favorito

Católicos e amigos americanos reuniram-se para cantar com o coração em prol das pessoas LGBT. Cristãos leigos católicos estão de pé e cantando a espalhar a boa notícia do amor de Cristo. Os católicos em Portugal ficariam tão enriquecidos se conhecessem e partilhassem desta experiência.



O, may our hearts and minds be opened,
fling the church doors open wide.
May there be room enough for everyone inside.
For in God there is a welcome, 
in God we all belong;
may that welcome be our song.
                                         ©2007 Welcome Song Music


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publicado por Riacho, em 18.08.12 às 11:08link do post | favorito

Convidamos a assinar a petição pela legislação da parentalidade por casais do mesmo sexo em Portugal: 

 

http://www.avaaz.org/po/petition/Legislacao_da_Parentalidade_por_Casais_do_Mesmo_Sexo_em_Portugal/?fMitKbb&pv=9


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publicado por Riacho, em 13.08.12 às 00:09link do post | favorito

Cerca de 300 monges entoaram sutras para abençoar o casal

Fish Huang e You Ya-ting usaram vestidos de noiva tradicionais na cerimônia / Sam Yeh/AFPFish Huang e You Ya-ting usaram vestidos de noiva tradicionais na cerimôniaSam Yeh/AFP
Da Redação, com AFP noticias@band.com.br

 

Duas mulheres se uniram neste sábado, dia 11, em Taiwan, na primeira cerimônia de casamento budista entre pessoas do mesmo sexo. Segundo os ativistas dos direitos dos homossexuais, o ato deve ajudar a ilha a se tornar a primeira nação asiática a legalizar o casamento gay.

Fish Huang e You Ya-ting usaram vestidos de noiva tradicionais para dizer o "sim" em frente a uma estátua de Buda e trocaram votos em vez de alianças em um monastério em Taoyuan, no norte de Taiwan. Cerca de 300 monges entoaram sutras para abençoar o casal.

A cerimônia foi presidida pela mestre budista Shih Chao-hui, que destacou que a iniciativa era um momento histórico. "Estamos testemunhando a história. Essas duas mulheres desejam lutar pelo seu destino, superar o preconceito", declarou Shih, conhecida por defender a igualdade social.

Os pais das noivas, no entanto, não compareceram à cerimônia, mostrando que a pressão social e familiar aos homossexuais ainda é grande. Taiwan é uma das sociedades mais liberais culturalmente no leste asiático. Grupos de defesa dos homossexuais pedem ao governo que a união gay seja legalizada e esperam que a cerimônia seja um incentivo para a iniciativa.

 

Fonte: http://www.band.com.br/noticias/mundo/noticia/?id=100000524428


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publicado por Riacho, em 09.08.12 às 23:09link do post | favorito

Um rapaz nova-iorquino de dez anos tornou-se recentemente no maior exemplo de tolerância numa América que ainda discute o casamento homossexual. 

Há dois meses, Kameron Slade foi desafiado a participar num concurso na sua escola, em Queens. A sua mãe deu-lhe a ideia de falar sobre o casamento homossexual e o menino escreveu um discurso a favor da união entre duas pessoas do mesmo sexo.

«Tal como o presidente Barack Obama, eu defendo que todas as pessoas devem ter o direito de casar com quem quiserem. O casamento é sobre amor, apoio e compromisso. Quem somos nós para o julgar?», questionou.

Kameron Slade foi impedido de participar em concurso na escola, mas as suas palavras ganharam ainda mais ecoNo entanto, o diretor da escola não gostou desta escolha. Kameron Slade foi impedido de participar no concurso, com a justificação que o discurso era «inadequado» a uma criança de dez anos. «Disseram que era inapropriado para crianças da minha idade», explicou, numa entrevista à CNN, assegurando que ficou «muito chateado» com esta nega.

Mas a Internet tratou do assunto. Uma série de vídeos colocados no YouTube com Kameron a recitar o discurso tornou-se viral e o rapaz acabou não só por ser autorizado a ler as suas palavras na escola, mas também na Câmara de Nova Iorque.

«Senti-me muito bem e senti-me muito honrado, porque a maioria das crianças não tem esta oportunidade», afirmou, garantindo que não ficou nervoso por falar à frente de pessoas tão importantes, na semana passada. «Tentei não pensar muito nisso e aproveitar o momento», acrescentou.

No discurso, Kameron Slade conta que conheceu um casal de amigas gay da mãe, que tem uma filha. «Depois de passar um dia com elas, a minha mãe explicou-me a relação delas. Esta família é como outra família qualquer. Parecem felizes e, acima de tudo, parecem amar-se», apontou.

O jovem apela aos pais e aos professores para falarem da homossexualidade às crianças. «Qual é a intenção de o tentarem esconder?», perguntou, concluindo que espera que «toda a gente perceba como é importante respeitar todos pelo que são».

 

Fonte: http://www.iol.pt/push/iol-push---internacional/kameron-slade-casamento-gay-homossexual-discurso-tvi24/1365773-6184.html


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publicado por Riacho, em 06.08.12 às 21:57link do post | favorito

Se a Igreja fosse tão determinada em combater a corrupção e a má distribuição da riqueza como é contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo de certeza que a Igreja estaria mais próximo do mandamento de Jesus para o mundo: amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo  como a si mesmo (todos os próximos incluindo os gays que desejam fazer um compromisso para a vida).

 

"Um sinal forte." Palavra do cardeal André Vingt-Trois, arcebispo de Paris e presidente da Conferência Episcopal Francesa, em um país onde o único dogma é a laicidade, e onde as intervenções da Igreja são menos frequentes e onde são menos incisivas do que do outro lado dos Alpes. Os destinatários do sinal, François Hollande e seu governo. No seu programa, há duas novidades que não agradam a Igreja da França: o casamento homossexual(com adoção) e a eutanásia. E o primeiro deve ser discutido e aprovado depois das férias.

A reportagem é de Alberto Mattioli, publicada no jornal La Stampa, 04-08-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Dom Vingt-Trois escreveu uma "oração nacional" que foi enviada a todas as dioceses para que seja rezada em todas as paróquias no dia 15 de agosto, festa da Assunção. Naturalmente, os projetos dos socialistas não são citados explicitamente. Mas é claro que se fala deles quando se reza "por aqueles e aquelas que foram recentemente eleitos para legislar e governar: que o seu senso do bem comum da sociedade prevaleça sobre demandas particulares e que tenham a força de seguir as indicações da sua consciência". 

Quanto à intenção declarada pelas crianças e pelos jovens, pede-se a Deus "para que deixem de ser o objeto dos desejos e dos conflitos dos adultos para se beneficiarem plenamente do amor de um pai e de uma mãe", não "dos genitores", que em um futuro próximo, também poderão ser dois pais ou duas mães.

Rezar pelo país em agosto é uma antiga tradição que remonta a 1638. Nesse ano, Luís XIII consagrou a França à Virgem como agradecimento porque, após 23 anos de árduas tentativas (o rei não se sentia atraído pelo sexo oposto), Ana de Áustria havia finalmente engravidado de Louis-Dieudonné, o futuro Rei SolNapoleão se inseriu nessa tradição, impondo nesse dia, que também era o seu aniversário, o culto de um improvável São Napoleão. Mas, desde 1945, a oração pela França caiu em desuso.

Agora, ela volta à tona, porque, como explica no jornal La Croix o porta-voz dos bispos, Dom Bernard Podvin, "é importante que haja consciência da gravidade do que está em jogo". E o próprio Vingt-Trois, encontrando-se pela primeira vez com Hollande, repassou-lhe o catecismo, que, no entanto, o presidente conhece muito bem por ser filho de um médico muito católico: "O matrimônio não é uma forma para reconhecer a autenticidade dos laços entre duas pessoas que se amam. É uma instituição social para assegurar da melhor forma possível a boa educação dos filhos".

Por trás da iniciativa da hierarquia está também o temor de ser ultrapassada "à direita" pelos católicos integralistas, que na França são muito mais visíveis do que na Itália e ameaçam manifestações clamorosas. "Eles tomam posições radicais, nas urnas e na tribuna pública – confidenciam ao jornal Figaro alguns padres de Paris –, que fazem uma caricatura da nossa comunidade e prestam um desserviço às nossas posições. Não é gritando forte que se detém o monopólio da palavra, muito menos do pensamento".

Por enquanto, nenhuma reação por parte da política, laicidade oblige. No entanto, com o outono europeu que se anuncia muito quente entre crises, demissões, imprevistos, greves e euro cambaleante, Hollande provavelmente preferiria não se encontrar pelas ruas também com os católicos.


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