ESPAÇO DE ENCONTRO E REFLEXÃO ENTRE CRISTÃOS HOMOSSEXUAIS em blog desde 03-06-2007
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publicado por Riacho, em 28.04.12 às 15:57link do post | favorito

Menos católicos mais católicos?

por ANSELMO BORGES


Foi publicada há dias uma síntese do estudo sobre "Identidades religiosas em Portugal: identidades, valores e práticas - 2011", realizado pela Universidade Católica.

A primeira nota a realçar é o nível científico do estudo, destacado por todos os peritos na matéria. Deve--se também sublinhar o patrocínio da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e a transparência da publicação, apesar de os resultados não serem favoráveis à Igreja.

No estudo, mostra-se que o número dos católicos em Portugal caiu, entre 1999 e 2011, de 86,9% (1999) para 79,5% (2011). O número dos católicos diminuiu, mas aumentou a percentagem de pessoas com outra religião: de 2,7% em 1999 para 5,7% em 2011, sendo a posição dos protestantes e dos evangélicos a que mais cresceu: de 0,3% para 2,8%. Aumentou também o número dos sem religião: de 8,2% para 14,2% (neste universo dos que não têm religião, todas as categorias apresentam um acréscimo percentual: indiferentes, de 1,7% para 3,2; agnósticos, de 1,7% para 2,2%; ateus, de 2,7% para 4,1%).

Como conclui o relatório assinado por Alfredo Teixeira, do Centro de Estudos de Religiões e Culturas, da UC, referindo-se à reconfiguração da pertença religiosa em Portugal, "pode observar-se um decréscimo relativo da população que se declara católica e um incremento da percentagem relativa às outras posições de pertença religiosa, com um particular destaque para o universo protestante (incluindo os evangélicos)". "Globalmente, o crescimento relativo dos sem religião em relação ao número de católicos é mais pronunciado do que o crescimento do número dos pertencentes a outras denominações religiosas. Isto é particularmente relevante no caso da categoria 'crentes sem religião'" (4,6%). O conjunto constituído pelos não crentes concentra-se na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Como escreveu Vasco Pulido Valente, a diminuição percentual dos católicos "não se pode tratar como uma catástrofe" (já a sua afirmação de que "o católico típico português, como se esperaria, é hoje uma mulher da província e de meia-idade, longe de qualquer cidade importante e sem educação escolar (ou sem quase educação escolar)" é uma caricatura apressada). De qualquer modo, dizer, como fez o porta-voz da CEP, que "o que é essencial é a qualidade e não a quantidade" pode ser uma resposta preguiçosa.

As explicações para a situação são múltiplas, e a Igreja não é a única responsável. Assim, não se pode esquecer a secularização da consciência nem o materialismo e o hedonismo da nossa cultura bem como a abertura maior do mercado religioso, também por causa da imigração. O sentido de mais autonomia, maior prosperidade e a escolarização poderão contribuir para a indiferença religiosa, o ateísmo e a crença sem pertença. Mas, por parte da Igreja, não poderá ignorar-se a influência negativa dos escândalos da pedofilia, a ostentação do Vaticano, a hierarquização, que não favorece a real participação dos fiéis e nomeadamente das mulheres, a quebra no dinamismo pastoral do clero, a inadaptação aos novos tempos, concretamente no domínio sexual, que conduz a fracturas face à doutrina oficial.

As comunidades católicas vivas assentam em três pilares. O primeiro tem que ver com uma fé viva e esclarecida, capaz de dar razões. Neste domínio, penso que a Universidade Católica poderia cumprir melhor as suas responsabilidades. O outro diz respeito à prática do amor. Não há dúvida de que os católicos tanto a nível institucional como a nível individual e familiar têm sido exemplares no atendimento às carências dos mais desfavorecidos. Mas não basta: não deixa de impressionar que, se, quanto ao sentido da vida e à moral humanitária ou aos valores altruístas, a influência da religião se manifesta forte, é débil quanto ao sentido cívico-político, o que leva à pergunta: são só os 20% não católicos os responsáveis pela actual crise dramática do País? O terceiro pilar tem que ver com as celebrações: aqui, impõe-se um enorme investimento a fazer tanto nas homilias como na música, na sua dignidade e beleza.

 

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2445558&seccao=Anselmo%20Borges&tag=Opini%C3%A3o%20-%20Em%20Foco&page=-1


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publicado por Riacho, em 25.04.12 às 16:56link do post | favorito

Viva o 25 de Abril porque nos permitiu viver um tempo fantástico de aceitação da homossexualidade apesar ainda de todas as homofobias!

 


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publicado por Riacho, em 24.04.12 às 22:00link do post | favorito

"Nós abraçamos o nosso tempo como um tempo santo": esse é o programa da Leadership Conference of Women Religious, em destaque em seu site. Entidade de direito canônico, a Conferência reúne mais de 1.500 superioras de institutos de vida consagrada, representando 80% das 57 mil religiosas católicas norte-americanas. Depois de cinco anos de investigações, na quinta-feira passada, a Santa Sé denunciou formalmente a Conferência e encarregou o bispo de Seattle para orientar a sua limpeza.

A reportagem é de Marco Ventura, publicada no jornal Corriere della Sera, 22-04-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Em nome do papa, a Congregação para a Doutrina da Fé se levantou contra a "cultura secularizada contemporânea", que está corrompendo as religiosas norte-americanas. A acusação é duríssima: a lógica do mundo, acusa a Congregação, impregnou "a própria identidade das religiosas enquanto cristãs e membros da Igreja" e já infectou "a prática religiosa, a vida comunitária, a autêntica espiritualidade cristã, a vida moral e a prática litúrgica".

Na sua "confusão doutrinal", as madres superiores traem a verdadeira doutrina católica: desobedecem aos bispos e ao papa, estão embebidas de um "feminismo radical", criticam a Igreja de Roma por ser "patriarcal", experimentam liturgias e instituições inspiradas na paridade entre os sexos e preferem a justiça social à luta contra o aborto e a eutanásia.

Os manuais da Conferência "carecem de um suficiente fundamento doutrinal", as professoras não se submetem à censura prévia, grupos de irmãs atacam a Congregação acerca do sacerdócio feminino e da homossexualidade. Acima de tudo, acusa Roma, as religiosas se esquecem de que, na Igreja, não existe profecia que não seja "regulada e verificada" pelas autoridades.

O jornal New York Times defendeu a "preciosa obra" e a "voz corajosa" das irmãs, remetendo o confronto às tensões entre direita e esquerda cristãs nos EUA. Mas o conflito é mais profundo. O retorno da Conferência à doutrina e à obediência serve, para Roma, para "derrotar mais rapidamente" a cultura secularizada do nosso tempo. Para as irmãs norte-americanas, no entanto, o nosso tempo não deve ser derrotado: deve ser abraçado "como um tempo santo".

 

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/508790-a-igreja-patriarcal-de-roma-em-conflito-com-as-irmas-dos-eua


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publicado por Riacho, em 23.04.12 às 00:47link do post | favorito

O Bispo de Salisbury acusou a Igreja da Inglaterra de fazer um erro "desastroso" na sua oposição ao casamento homossexual.

O Nick Holtam, comparou a oposição à igualdade no casamento com a posição dos cristãos do século XVIII que acreditavam que a escravidão era uma "dádiva de Deus".

O bispo da Igreja Anglicana fez um discurso em contraponto com outros bispos que se tem manifestado completamente contra as movimentações legislativas para permitir o casamento civil para gays e lésbicas. E é feita numa altura em que a Igreja prepara uma resposta formal às propostas antes do encerramento da consulta do Governo em Junho.

Falando este sábado, numa conferência em Londres sobre a homofobia na Igreja, o bispo Holtam disse: "A experiência pode nos levar a ser cauteloso sobre a certeza com que posições morais são construídos com apoio bíblico. Antes de Wilberforce, os cristãos neste país viam a escravidão como tendo o apoio bíblico para o que era dado por Deus, na ordem da criação. Na África do Sul, Apartheid foi visto da mesma maneira pela Igreja Reformada Holandesa. Dentro das igrejas, os cristãos conscientemente divergem sobre a interpretação e o significado das seis passagens bíblicas referentes à homossexualidade."

E também referiu que havia uma "divisão muito grande" entre a Igreja e a sociedade como um resultado de um "debate mal-moderado" sobre a sexualidade.

Na conferência explicou que "a maioria das pessoas vê agora a fuga da Igreja da legislação sobre a igualdade como imoral e isso prejudica-nos. É um desastre termos permitido que a Igreja seja vista como a oposição à igualdade no casamento."

Além de diversas figuras da Igreja Anglicana, as novas propostas legislativas têm também sido duramente criticaas por membros da Igreja Católica no Reino Unido. 

 

Fonte: http://portugalgay.pt/news/220412A/reino_unido:_oposicao_da_igreja_ao_casamento_gay_um_desastre_diz_bispo


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publicado por Riacho, em 21.04.12 às 00:54link do post | favorito

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publicado por Riacho, em 19.04.12 às 23:47link do post | favorito

Apesar de estar rodeada de um velho silêncio, a questão da homossexualidade entre sacerdotes é um "tema real", com respeito ao qual "não se pode fingir ignorância". Por isso, no Estado de Connecticut, nos Estados Unidos, os jesuítas decidiram falar sobre este tema publicamente. E deste modo, por primeira vez, uma universidade católica organizou recentemente um simpósio sobre a controvertida questão da homossexualidade dentro das comunidades de religiosas e sacerdotes. Segundo a doutrina católica, os gays têm que ser acolhidos com respeito e delicadeza, sendo por isso preciso evitar todo tipo de sinais de injusta discriminação. Contudo, a Igreja, apesar de respeitar as pessoas homossexuais, não admite no seminário nem nas ordens sacras pessoas que pratiquem a homossexualidade, apresentem tendências homossexuais profundamente arraigadas ou apóiem a chamada cultura gay. Essas pessoas, de fato, se encontram numa situação que obstaculiza gravemente uma correta relação com homens e mulheres.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi e publicada por Vatican Insider, 09-12-2011. A tradução é de Benno Dischinger.

Como a prática se diferencia da teoria, a Companhia de Jesus pensou que é melhor eliminar os velhos muros do silêncio cúmplice, comprometendo-se num terreno resvaladiço através de uma de suas prestigiosas instituições acadêmicas nos Estados Unidos. 110 pessoas, entre teólogos, membros do clero, religiosas e seminaristas participaram da jornada de estudos promovida pela Universidade dos jesuítas "Fairfield", jornada à qual se deu o título "O cuidado das pessoas: diversidade sexual, celibato e ministério". Histórias pessoais, princípios gerais, aprofundamentos ou situações específicas se entrelaçaram no debate. A Igreja, de fato, distingue ente atos e tendências homossexuais. 

Os atos constituem pecados graves: para a tradição são intrinsecamente imorais e contrários à lei natural, razão pela qual não podem ser aprovados em nenhum caso. As tendências homossexuais profundamente arraigadas, por sua vez, são também objetivamente desordenadas e constituem, amiúde, uma prova. Numa época de escândalos sexuais, criam alarme na Igreja as consequências negativas que derivam da ordenação de pessoas com tendências homossexuais profundamente arraigadas. Se, em troca, se tratar de tendências homossexuais que expressem somente um problema transitório (como o de uma adolescência ainda não concluída), essas tendências, de qualquer modo, devem ter sido claramente superadas pelo menos três anos antes da Ordenação diaconal.

Sob o perfil do Magistério, a pedra angular é a "Instrução" da Congregação para a Educação Católica, com a qual, há seis anos, a Santa Sé proibiu aos homossexuais o acesso ao sacerdócio. Segundo a carta, portanto, o problema ficou resolvido: nenhum gay nos seminários, nem nas ordens religiosas, nenhum sacerdote que "pratique" a homossexualidade, que tenha "tendências homossexuais profundamente arraigadas", nem que sustente a "chamada cultura gay". O Vaticano lhes fechou definitivamente as portas com um documento de nove páginas divididas em três capítulos: "Maturidade efetiva e paternidade espiritual" - "A homossexualidade e o ministério ordenado" - "O discernimento da idoneidade dos candidatos por parte da Igreja". O candidato ao sacramento da Ordem tem que alcançar a maturidade efetiva que o capacitará para situar-se numa relação correta com homens e mulheres. Com base nas regras dispostas em 2005 por Bento XVI, basta "uma só dúvida séria" com respeito à homossexualidade do candidato (expressa pelos superiores que o acompanham) para fechar-lhe a passagem ao sacerdócio ministerial.

Nas entrevistas com o seminarista, o diretor espiritual deve recordar especificamente as exigências da Igreja referentes à castidade sacerdotal e à maturidade afetiva específica do sacerdote. Para cada um dos aspirantes a sacerdote é necessário certificar-se de que tem todas as qualidades necessárias e de que não apresenta desajustes sexuais incompatíveis com o sacerdócio. 

Se um candidato praticar a homossexualidade ou apresentar tendências homossexuais profundamente arraigadas, seu diretor espiritual, assim como seu confessor, têm o dever de dissuadi-lo em consciência de seguir em frente para a Ordenação. Frente aos aspirantes seminaristas que apresentam uma orientação homossexual, o objetivo das hierarquias eclesiásticas é tirar-lhes a intenção de mentirem aos seus superiores para conseguirem entrar no seminário. Certamente o próprio candidato é o primeiro responsável pela própria formação e tem que submeter-se confiadamente ao discernimento da Igreja. Seria gravemente desonesto que o candidato ocultasse a própria homossexualidade para aceder, apesar de tudo, à Ordenação. Uma atitude tão falsa não corresponde ao espírito de verdade, de lealdade e disponibilidade que deve caracterizar a personalidade de quem crê ter sido chamado a servir a Cristo. O discernimento da idoneidade à ordenação deixa em mãos do diretor espiritual um dever muito importante. 

Embora vinculado pelo segredo, ele representa a Igreja no foro interno. Nas entrevistas com o candidato o diretor espiritual deve recordar especificamente as exigências da Igreja referentes à castidade sacerdotal e à maturidade afetiva específica do sacerdote, bem como ajudá-lo a discernir se possui as qualidades necessárias. Os bispos, as Conferências episcopais e os superiores maiores são chamados a vigiar pelo bem dos próprios candidatos ao sacerdócio e sempre garantir à Igreja sacerdotes idôneos. Se um candidato pratica a homossexualidade ou apresenta tendências homossexuais profundamente arraigadas, seu diretor espiritual, bem como seu confessor têm o dever de dissuadi-lo, em consciência, de seguir em frente para a Ordenação. Concretamente, no entanto, a aplicação da regra é difícil. E, entre os seminaristas e os religiosos, a presença gay nas comunidades masculinas e femininas continua sendo um "dado real". Por esse motivo, os jesuítas tomaram a decisão: chegou a hora de fazer um debate à luz do sol.

 

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/504872-homossexualidadenoclerouniversidadejesuitadiscuteotema


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publicado por Riacho, em 19.04.12 às 00:11link do post | favorito

Les amitiés particulières é um filme baseado no romance de Roger Peyrefitte, vencedor do prêmio Renaudot e provavelmente, a obra mais conhecida do autor na atualidade. Autobiográfico, descreve as relações íntimas de dois rapazes num colégio interno católico e como estas foram destruidas pelos sentimentos pedófilos de um padre pelo mais jovem dos dois. Em CC podem ativar a legendagem em português! Bom filme

 



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publicado por Riacho, em 14.04.12 às 00:23link do post | favorito

Tu És Mais Forte (feat. Shout)

Boss AC

Tu és mais forte e sei que no fim vais vencer
Sim, acredita num novo amanhecer
Não tenhas medo, sai à rua e abraça alguém
E vai correr bem, tu vais ver

Tu mereces muito mais
És forte, abanas mas não cais
Mesmo que sintas o mundo a ruir
Quando as nuvens passarem vais ver o sol a sorrir
A estrada não é perfeita
Apenas uma vida, aproveita
Só perdes se não tentares
E não desistas se falhares
O que não mata engorda
Torna o teu sonho real, acorda
Limpa as lágrimas e luta
Segue o teu caminho e escuta
A voz dentro de ti
As respostas que procuras, dentro de ti
Acredita em ti que tu és
Mais forte e tens o mundo a teus pés

Tu és mais forte e sei que no fim vais vencer
Sim, acredita num novo amanhecer
Não tenhas medo, sai à rua e abraça alguém
E vai correr bem, tu vais ver

Um dia tudo fará sentido
E vais ver que terás o prémio merecido
És o que és, não és o que tens
A tua essência não se define pelos teus bens
Às vezes as pessoas desiludem
Mas não fiques em casa parado à espera que mudem
Muda tu rapaz
Muda a tua atitude, vais ver ver que és capaz
E nada te pode parar
Os cães vão ladrar e a caravana a passar
O teu sorriso de vitória no rosto
Nem tudo é fácil mas assim dá mais gosto
Quando acreditas a força nunca se esgota
Só a reconheces a vitória se souberes o que é a derrota
Vais ver que no fim acaba tudo bem
Sai à rua e abraça alguém


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