ESPAÇO DE ENCONTRO E REFLEXÃO ENTRE CRISTÃOS HOMOSSEXUAIS em blog desde 03-06-2007
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publicado por Riacho, em 27.02.10 às 14:26link do post | favorito

Um jovem à procura de sua identidade sexual. Essa busca leva-o a uma cartomante, que o aconselha a aceitar as escolhas na sua vida. Mas esse rapaz possui um amor platónico e incompreendido por um desconhecido. Tenta, de todas as formas, criar coragem para aproximar-se e declarar o seu amor antes que uma tragédia aconteça.

Para mais informações sobre o filme clica aqui: http://gayload.blogspot.com/

 

 

Bom fim de semana


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publicado por Riacho, em 26.02.10 às 23:57link do post | favorito

 

A quem esta reportagem do jornal expresso passou despercebida, aqui fica a sua publicação.

 

São jovens que não abrem mão de ser quem são. E de amar às claras. Sem máscaras. Querem dar a cara, com ou sem o apoio dos pais. São a nova geração gay.
Bernardo Mendonça e Chistiana Martins (texto), Jorge Simão (fotografias)

 

7:07 Quinta-feira, 25 de Fev de 2010
 

 

 Apenas Maria e Manuel, casal de classe média, de 42 e 43 anos, aceitaram dar a cara pela homossexualidade da sua filha Alice. Uma adolescente extremamente bonita, feminina, a milhas de distância do estereótipo da lésbica arrapazada. Há dois anos Alice confessou à mãe que era homossexual. Tinha 14 anos e não aguentou guardar para si o segredo. Os pais apoiaram-na. Ainda pensaram que poderiam ser dúvidas de adolescente, mas com o tempo, a filha fê-los ver que estavam errados. (ver depoimento).

 

 
Alice ainda não ganhou coragem para assumir a sua identidade sexual aos amigos, colegas ou à restante família. Tem receio das consequências, das reacções. Por isso é a única adolescente nesta reportagem que não dá a cara e o seu verdadeiro nome não é Alice. No entanto, foi ela mesma quem contactou o Expresso, decidida a partilhar a sua história e que pediu aos pais que partilhassem o seu testemunho.

 

 
Chegam os três pontualmente ao café combinado em Lisboa. Parecem serenos. Cúmplices. Em paz. Quem fala primeiro é o pai. Olhos nos olhos: "É estranho. Esta é a primeira vez que estou a falar em frente à minha filha sobre a sua sexualidade. A mesma questão se poria se estivéssemos a falar das minhas outras duas filhas. O que difere é que a orientação sexual da Alice gera uma tal reacção de rejeição e ignorância por parte da sociedade que nos obriga a dar esta entrevista. Preferia que não fosse necessária". Alice permanece em silêncio.

 

 
Aceitação natural

 

A mãe recorda como a tentou acalmar quando a filha lhe revelou que gostava de raparigas. "Disse-lhe que estaríamos sempre com ela. Incondicionalmente. Os pais desejam sempre para os filhos a maior felicidade, não é? E estava na altura de nós demonstrarmos isso mesmo. A nossa aceitação foi natural. Talvez tenha ajudado o facto de não sermos preconceituosos. Se ainda não assumimos aos outros elementos da família é porque a nossa filha não se sente preparada". O pai olha para a filha e confessa a sua maior preocupação: "Sinto que pode ser mais difícil para ela ser feliz, que pode encontrar mais entraves na sua vida só pelo facto de gostar de pessoas do mesmo sexo. Mas estaremos aqui para a amparar e aconselhar". A mãe remata o assunto: "É puro egoísmo sermos nós a designar o futuro dos nossos filhos. O importante é apoiá-los nas suas escolhas, respeitá-los, aceitá-los com as suas vontades e desejos. Quanto a mim, a única coisa que me faz distinguir as pessoas é se têm um bom ou mau carácter. Se são bons ou maus cidadãos. Se defendem as causas que acreditam. O resto? São apenas características. Tal como o facto de a Alice ter o cabelo e os olhos castanhos, ser inteligente ou responsável".

 

 
Foi por acharem exactamente o mesmo, e se sentirem incomodados com o silêncio e o preconceito da sociedade sobre este tema, que o casal Margarida e Paulo, de 51 e 50 anos, decidiu formar a Associação de Mães e Pais Pela Liberdade de Orientação Sexual (AMPLOS) cinco anos após terem descoberto que uma das filhas - Catarina, 22 anos - tinha uma orientação homossexual. "Os pais têm que decidir se querem estar do lado do preconceito contra os filhos ou do lado dos filhos contra o preconceito. Nós esperamos que passe a ser vergonha a homofobia e não a homossexualidade". A socióloga e o professor universitário assumem que passaram numa primeira fase por um processo de adaptação à notícia: "Tal como os nossos filhos, também passamos pela nossa saída do armário, o nosso coming out (processo de revelação da orientação sexual). Porque este não é apenas um assunto dos filhos. Tivemos que revelar aos nossos amigos, familiares, que a nossa filha tinha uma namorada. E fizemo-lo paulatinamente e com o cuidado de ter a sua concordância nessa revelação. Porque o nosso amor por ela é incondicional".

 

 
De acordo com estes fundadores, a AMPLOS (http://amplosbo.wordpress.com) é basicamente "uma vontade" criada em Junho deste ano. Uma vontade de juntar pais e mães que um dia souberam que um dos seus filhos é gay, lésbica, bissexual ou transgénero. Conscientes de que uma reacção positiva a essa revelação "é fundamental no processo da construção da personalidade dos filhos". O balanço da iniciativa é, segundo eles, bastante positivo. "Estamos neste momento em contacto com 35 pais e mães. Às reuniões da AMPLOS têm vindo cerca de 15, que partilharam os seus medos, as suas preocupações e as suas histórias de amor pelos filhos". Estes encontros decorrem periodicamente entre Lisboa e Porto, contando com maior participação por parte das mães do que dos pais". Para que não haja equívocos, Margarida remata: "Não queremos estar em vez dos nossos filhos protegendo-os da discriminação de que são alvo - isso seria menorizá-los, mas estar ao seu lado nesse movimento longo que tem juntado muitas organizações civis contra a agressão homofóbica, contra o estigma. E digo mais: Somos pelos valores mais fortes da família: Amor aos filhos, à verdade e à liberdade".

 

 
Pensamentos suicidas

 

O assunto é demasiado sério e a consciencialização da sua cada vez maior dimensão já está a empurrar os investigadores portugueses a debruçarem-se sobre o tema. Inédita em Portugal, a dissertação de Patrícia Rodrigues foi defendida no ISPA (Instituto Superior de Psicologia Aplicada) há cerca de duas semanas e aprovada com 18 valores. Em causa está justamente o estudo das "ideações suicidas e da homofobia internalizada" nos jovens portugueses. Traduzindo: os pensamentos suicidas que assaltam estes jovens e, simultaneamente, os sentimentos de rejeição que sentem em relação aos gays. Sendo, ou não, eles próprios também homossexuais.

 

 
A pesquisa abrangeu um universo de 389 pessoas, que responderam a três tipos de inquéritos através da Internet e a idade média dos participantes foi de 19 anos. Do total, 36% autodefiniram-se como gays, 21,9% como lésbicas, 25,2% como bissexuais e 17% como heterossexuais. Assim, 61,4% dos inquiridos assumiram-se como homossexuais. Uma verdadeira surpresa para a investigadora, segundo explicou ao Expresso, alertando para o facto de, à partida, quem respondeu poder ter um interesse pessoal no assunto. De registar ainda que, destes, 44,2% disseram ter sido já vítimas de discriminação, ou seja, quase metade dos participantes!

 

 
E se o assunto se banaliza em quantidade, o mesmo não se pode dizer da pressão social sobre quem se assume como homossexual. Quando inquiridos sobre "quem sabe da sua sexualidade?", os jovens revelaram que falam da sua orientação sexual a apenas alguns amigos e à família, "mas só a parte, como a irmãos ou somente um dos pais, preferencialmente a mãe".

 

 
O mais importante, contudo, é que a pesquisa revelou que "os jovens que se autodefiniram como gays apresentam níveis mais elevados de homofobia internalizada". Dito de outra forma: rejeitam-se a eles próprios e aos outros homossexuais. Já os pensamentos suicidas foram mais relevantes junto dos bissexuais. "Parece que os jovens que não assumem abertamente a sua sexualidade têm mais ideação suicida que os jovens que assumem", afirma Patrícia Rodrigues. A explicação deste comportamento poderá estar no facto de que "os jovens que se percepcionam como bissexuais, acomodam dois tipos de sentimentos, o de uma heterossexualidade, que é valorizada socialmente, e o de isolamento próprio de uma eventual identidade homossexual. É entre este turbilhão de sentimentos, potenciado também pela fase da adolescência, que podem surgir pensamentos suicidas, de confusão e não pertença a nenhum destes 'dois mundos'". E finaliza: "A adolescência é o período durante o qual a pessoa procura uma resposta, através das suas relações, de experiências sociais e sexuais, através daquilo que aprende acerca do que é aceitável para a sua consciência".

 

 
 

Importa a maturidade e não a idade

 

 

"Quando se trata de assumir a sua orientação sexual e de a partilhar, não há idades mínimas. Os pais devem sempre levar muito a sério o que os filhos falam", explica Pedro Frazão, psicólogo e psicoterapeuta, especializado no acompanhamento de adolescentes homossexuais. Com a sociedade portuguesa a aparecer cada vez mais aberta e capaz de aceitar as diferenças, há muitos pais, contudo, que preferem pensar que a homossexualidade é apenas uma fase transitória, característica da adolescência. "No fundo, pode tratar-se apenas da negação dos pais, que foram formatados para pensar que os seus filhos serão heterossexuais e, por isso, eles próprios têm de aprender a reconstruir as suas identidades enquanto pais de filhos homossexuais", afirma Pedro Frazão.

 

 
O que o psicólogo rejeita é que se possa estar a viver em Portugal uma moda, um período em que afirmar uma sexualidade alternativa até se torna um motivo de aceitação. Até porque a orientação sexual não é uma escolha. "Há pessoas que são mais precoces, sobretudo os homens, com casos de certeza da sua sexualidade desde a infância. As mulheres têm uma sexualidade mais complexa e flutuante, muitas vezes só se assumem depois de adultas. Os percursos não são lineares", explica Frazão. O médico explica ainda que a adolescência é altura em que "se forma a identidade sexual, a questão emerge e se consolida e é, sobretudo, quando se dão as primeiras experiências afectivas e sexuais". Segundo explica, hoje o coming out acontece em média aos 15 anos, bastante mais cedo que nos anos 80 em que a maioria dos homossexuais só se assumia a partir dos 21 anos. E que consequências pode ter essa saída do armário numa idade mais precoce? "Depende. A revelação deve ser feita com cuidado e gradualmente a pessoas da família, a amigos de confiança até as pessoas sentirem que existe um contexto que lhes é favorável e acolhedor a essa nova informação. Para evitar discriminação e violência homofóbica, que muitas vezes surgem no contexto escolar. Mas a partir do momento em que a revelação é feita, gera-se um sentimento libertador, uma sensação de confiança e honestidade perante os outros que é saudável". E conclui: "Os jovens devem poder partilhar a sua sexualidade, com os pais e com a sociedade, a partir do momento em que sintam necessidade. Afinal, se o fazem é porque precisam de ser aceites".

 

 
 

Dar a cara contra o preconceito

 

 

"Olá! O meu nome é João Valério, tenho 21 anos e gosto de homens". É com uma atitude confiante, descontraída e algo desafiadora que este rapaz se apresenta frente a uma turma de adolescentes da Escola EB 2/3 do Agrupamento Bairro Padre Cruz, em Telheiras, Lisboa.

 

 
Está ali na qualidade de dirigente da rede Ex-aequo, uma associação nacional de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros (LGBT) e simpatizantes que trabalham na defesa dos direitos da juventude LGBT de Norte a Sul de Portugal. A turma a quem ele se dirige é constituída por adolescentes entre os 16 e os 19 anos que estudam para concluir um curso profissional de acompanhamento de crianças, correspondente ao 9º ano de escolaridade.

 

 
Uma rapariga esconde-se na gola do casaco num riso nervoso. O colega do lado morde os lábios para não se escancarar a rir também. Mas a maioria dos alunos mal reage. Estão atentos, espantados, curiosos. Ao lado de João, está Manuel Abrantes, 27 anos, doutorando em Sociologia Económica no ISEG, também ele voluntário da rede ex-aequo. Aproveita o quase silêncio da assistência para agarrar num giz e pedir aos alunos para o ajudarem a preencher o quadro de ardósia com sinónimos de homossexual. "Vale tudo. Todos os nomes que conhecerem para o homem e para a mulher", avisa.

 

 
Nem foram precisos cinco minutos para que o quadro da sala se enchesse com insultos homofóbicos: Maricas, fufa, paneleiro, bicha, boiola, virado, panuca, sapatona, camionista, lambe-carpetes, entre outros. "Como podem ver estas palavras não são propriamente elogios. Não se dizem aos amigos, nem a quem gostamos. E se eu vos disser que uma em cada dez pessoas é homossexual? Já viram a quantidade de homossexuais que provavelmente conhecem, sem o saberem? Serão colegas, irmãos, tios, primos, vizinhos. E talvez não o saibam porque essas pessoas têm medo de ser discriminadas...", alerta Manuel. João completa-o: "Há pessoas que se suicidam porque são gozadas e insultadas na escola com expressões como estas. Isso é bullying homofóbico, ou seja, maltratar física ou verbalmente uma pessoa baseado na sua orientação sexual. O que é grave, errado, preconceituoso. Não há mal nenhum nas pessoas que gostam de outras do mesmo sexo".

 

 
Actualmente existem cerca de 30 voluntários em Portugal que, tal como João e Manuel, vão às escolas a convite dos alunos, professores e associações (APAV, SOS Racismo) para partilharem informação sobre temas da homossexualidade, bissexualidade e transgenerismo. Um projecto que integra o Projecto Educação LGBT, apoiado pela Fundação Europeia da Juventude do Conselho da Europa. "O retorno é sempre muito positivo. Com estas acções quebra-se o estereótipo e normaliza-se a questão. Porque regra geral, os miúdos têm ideias demasiado desfiguradas, deturpadas e estereotipadas do que é ser-se gay, lésbica ou transgénero", explica Rita Paulos, porta-voz da rede ex-aequo (www.ex-aequo.web.pt), fundada em 2003, e que conta actualmente com oito grupos de jovens voluntários em Aveiro, Braga, Coimbra, Évora, Faro, Lisboa, Porto e Viseu.

 

 
Publicado na Revista Única do Expresso de 13 de Fevereiro 2010

 

http://aeiou.expresso.pt/sim-somos-gays=f567592
 
 

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publicado por Riacho, em 25.02.10 às 19:29link do post | favorito

"Segundo o jornal The Times, vários bispos anglicanos estão preparando um novo desafio ao Vaticano aceitando que se realizem casamentos civis entre casais gays nas suas paróquias. A decisão dos anglicanos moderados se enquadra dentro da nova Lei de Igualdade que foi criticada recentemente por Bento XVI. Com a nova legislação, os homossexuais terão direito a se casar nos recintos religiosos, e a Igreja da Inglaterra se mostrou disposta a isso.

A notícia foi publicada no sítio Religión Digital, no dia 23-02-2010. A tradução é de Vanessa Alves

A informação foi confirmada ao jornal por vários clérigos da congregação. Não obstante, deixarão que os sacerdotes escolham se querem ou não realizar esse tipo de cerimônia nas igrejas que regem. Os anglicanos não permitiam até agora os casamentos homossexuais, a norma não vai mudar, mas se uma parte da Igreja decidir apoiar a Lei, é muito provável que um bom número de sacerdotes decida respeitar a legislação estatal.

Um dos máximos expoentes em promover uma mudança de ideias na Igreja foi Lord Alli, representante conservador na câmara dos Lordes e um dos poucos políticos muçulmanos abertamente gay, que propôs uma modificação da proposta do Governo. O político, que conta com o apoio de parte de seu partido e do bispo de Leicester, pediu que se introduzisse uma cláusula que permitisse a comemoração de casamentos gays civis nas paróquias.

A proposta de Alli mudaria totalmente a Lei de Casais Civis de 2004, que não permite os casamentos civis em igrejas e, portanto, uma declaração pública que igualaria os direitos de homossexuais e heterossexuais."
 

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=30089


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publicado por Riacho, em 24.02.10 às 22:27link do post | favorito

"A redacção final da proposta do Governo que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo foi aprovada, esta quarta-feira, por unanimidade, pela comissão de Assuntos Constitucionais. Apesar da unanimidade, o PSD reiterou a discordância quanto ao «conteúdo» do diploma.

 

«O PSD manifesta a sua concordância absoluta quanto às alterações efectuadas pelos serviços [do Parlamento], mas mantém as divergências quanto ao conteúdo», afirmou o deputado social-democrata, Carlos Pacheco.

O diploma que consagra o casamento entre pessoas do mesmo sexo segue agora para Belém, para ser analisado pelo presidente da República, Cavaco Silva. De acordo com a Constituição, após a recepção do diploma em Belém, o chefe de Estado terá oito dias para solicitar a fiscalização preventiva da constitucionalidade junto do Tribunal Constitucional e 20 dias para promulgar ou vetar a proposta de lei."
 

 

Fonte: http://diario.iol.pt/sociedade/casamento-casamento-gay-homossexual-parlamento-psd-tvi24/1142058-4071.html


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publicado por Riacho, em 23.02.10 às 22:42link do post | favorito

Os chefes da Igreja resistem e resistem mas vão acabar por ceder à natureza da criação divina que impeliu alguns homens a amar outros homens e algumas mulheres a amar outras mulheres, isto se tiverem coração...

 

"Bruxelas, 23 fev (EFE).- Uma cerimônia religiosa realizada na paróquia mais antiga de Liège (nordeste da Bélgica) para um casal de homossexuais católicos gerou polêmica que estampa as capas dos principais jornais belgas.

O capuchinho Germain Dufour, um padre operário e ex-senador ecologista, celebrou em 13 de fevereiro uma cerimônia na igreja de Saint-Servais para abençoar a união de dois católicos.

Michel e Christian, de 45 e 43 anos, respectivamente, tinham ido anteriormente à Prefeitura a bordo de uma limusine branca para formalizar a união civil.

Segundo o jornal "La Dernière Heure", o casal foi depois à paróquia para a cerimônia religiosa, na qual o padre abençoou as alianças, mas não repartiu a comunhão, por isso que o sacramento não pode ser considerado válido.

Michel e Christian se conheceram pela internet há um ano e meio e se defendem dos críticos afirmando: "somos católicos, e os dois queríamos nos casar na Igreja".

"Um amigo padre devia oficiar a cerimônia, mas como não estava livre, nos dirigimos a outro", e foi Dufour quem pediu à paróquia de Saint-Martin permissão para oficiar a bênção na igreja de Saint-Servais, segundo afirmaram os noivos à publicação.

O porta-voz dos bispos na Bélgica, Eric De Beukelaere, criticou o fato e não o classifica como casamento religioso.

Ele lembrou que homossexuais são "bem-vindos em nossas igrejas", mas insistiu que o sacramento do casamento é "uma formula reservada para casais formados por um homem e uma mulher".

A cerimônia oficiada em Liège, como aponta em seu site a rádio belga "RLT", é considerada um "escândalo" pela Igreja que "lamenta" o fato. EFE"

 

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1501551-5602,00-BENCAO+CATOLICA+PARA+UNIAO+GAY+GERA+POLEMICA+NA+BELGICA.html


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publicado por Riacho, em 21.02.10 às 18:58link do post | favorito

Hoje fazemos uma sugestão de cinema que fala da procura de um relacionameno sério e estável em oposição a sexo de circunstância.

 

Bom filme

 

 


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publicado por Riacho, em 21.02.10 às 17:07link do post | favorito

Para descontrair um pouco postamos hoje a versão gay do Vitor Espadinha, "Tudo são recordações",  no Gato Fedorento em 2007. Descomplexado e vanguardista. Vale a pena (re)ver.

 

Bom resto de fim de semana.

 

 


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publicado por Riacho, em 20.02.10 às 01:05link do post | favorito

por Sílvia Caneco, Publicado em 17 de Fevereiro de 2010 

Vitor de Sousa e Nicha Cabral confessaram. Esses e outros dez testemunhos estão no livro "3º Sexo"

Raquel Lito, 32 anos, fez 40 horas de entrevista para escrever

Helena Martins, única mulher a fazer stand-up comedy lésbico em Portugal, desmancha-se a chorar de cada vez que se lembra da namorada ruiva, de olhos azuis, que lhe deixava a camisa manchada de sangue e o corpo repleto de nódoas negras. O actor Vítor de Sousa não suportou um desgosto de amor: rasgou cartas e fotografias, engoliu uma dose de comprimidos e só voltou a acordar no Curry Cabral. À noite, nos dias de folga, João abre a bagageira do carro, retira um vibrador e gel lubrificante, põe uma peruca loira, um body rendado e umas botas de cano alto - durante o dia estende a roupa que a mulher lavou e ajuda a filha a fazer os trabalhos de casa. Fernando Dacosta, escritor e jornalista, foi assediado por um inspector da PIDE e envolveu-se com um cónego numa sauna - no final, o religioso acabou a autoflagelar-se com uma toalha.

 

Estas são algumas das confissões que Raquel Lito, jornalista da "Sábado", arrancou a 12 homossexuais portugueses. No livro "3º Sexo", editado pela HFBooks, a ser lançado amanhã, anónimos e quatro figuras públicas estão a nu. Pela primeira vez, figuras como o actor Vítor de Sousa, o ex-piloto de Fórmula 1, Nicha Cabral, o jornalista e escritor Fernando Dacosta e o chefe de cozinha Fausto Airoldi, relatam como é ser gay em Portugal.

Depois de um ano e dois meses de investigação, Raquel Lito quase chegou a um 13º depoimento: conversou com um padre, através do email do dirigente da Opus Gay, António Serzedelo. O sacerdote impôs anonimato, recusou encontros e até conversas telefónicas. Seria o mais corajoso e polémico dos depoimentos. O padre queria falar mas, no último instante, a consciência não deixou.

O tema já estava em cima da mesa quando Raquel Lito recebeu o convite da HFBooks. Pesquisou o que tinha saído na imprensa sobre homossexualidade no espaço de um ano e descobriu a lacuna: não havia, em Portugal, relatos confessionais de gays. A jornalista não queria um discurso militante nem frases politicamente correctas. "Queria relatos de pessoas com vidas cheias", conta.

Começou por lançar um pedido no fórum da associação LGBT Rede Ex-Aequo e publicar um anúncio nos classificados do site "Portugal Gay". Só ao fórum da Associação LGBT chegaram respostas de 70 homossexuais. Raquel Lito lançou uma espécie de concurso, com seis perguntas, para poder seleccionar os melhores relatos - no final, restaram quatro.

Naquele dia de Setembro, quando a autora viajou até uma vila perdida do Norte para a primeira entrevista, estava às escuras. "Não sabia que pessoa iria encontrar, nem sequer se valeria a pena contar a sua vida neste livro", lembra agora, enquanto se socorre de fotocópias do livro para contar a história de Daniel Ferreira com todos os pormenores. Na marcha de Carnaval de 2008, na tal vila, triste e melancólica, Daniel não se mascarou de palhaço nem de "pierrot": desfilou com um saco de papel a cobrir a cara, correntes a tapar a boca e uma T-shirt estampada com a palavra "gay" e o slogan "direito à diferença". No dia-a-dia era um inadaptado: fechado no quarto, automutilava-se e esboçava uma teoria bizarra sobre reencarnação para desculpar a vizinhança cruel.

Perante a insistência de um homossexual casado, que queria desabafar pela primeira vez a sua vida dupla, Raquel Lito mudou o ângulo do livro, que inicialmente se centrava em gays assumidos. "Não é fácil ser homem, casado, e gostar de homens", escrevia João, num email antes da entrevista. Ninguém da família suspeitava que João era homossexual e tinha fetiches com lingerie feminina. João não conseguia contar.

Depois dos anónimos, Raquel passou à segunda fase: as figuras públicas. Tinha uma lista de nomes, mas não sabia como fazer a abordagem. "Estou a escrever um livro assim assim e tive indicação de que me poderia dar um testemunho interessante", dizia, meio a medo, pelo telefone. Nunca ouviu um "está enganada, eu não sou gay", mas muitos recusaram. Só quatro figuras públicas nada temeram - de Vítor de Sousa a Nicha Cabral, ex-piloto de fórmula 1, que confessou adorar ter flirts com heterossexuais, passando por Fernando Dacosta ou o chefe de cozinha Fausto Airoldi, que namorou ao mesmo tempo com um rapaz e uma rapariga, antes de se assumir, aos 18 anos.

Raquel Lito descobriu um mundo em que "há sempre sofrimento, sobretudo nos meios pequenos ou quando as famílias não aceitam". Uns passaram por desgostos e tentaram o suicídio, outros frequentavam às escondidas os bares "bas-fond", João tinha uma vida dupla, Daniel auto-mutilava-se, Ana não era capaz de contar a verdade no meio militar em que trabalhava, Dacosta foi censurado e assediado pela polícia de Salazar. Foram 40 horas de entrevistas gravadas e outras tantas de conversas telefónicas e trocas de emails de que Raquel Lito perdeu a conta. Ainda hoje há quem lhe ligue a chorar desgostos de amor. Ou a "esbanjar felicidade, porque conseguiu, finalmente, satisfazer as suas fantasias."

 

Fonte: http://www.ionline.pt/conteudo/47064-esta-jornalista-tem-chave-do-armario-12-homossexuais-portugueses


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publicado por Riacho, em 16.02.10 às 14:52link do post | favorito

"Quando no interior do grupo de homossexuais católicos de Milão denominado “Il Guado” se discutiu em convidar Luigi Bettazzi, bispo emérito de Ivrea, para falar sobre o Concílio Vaticano II, alguns expressaram o medo de que o encontro pudesse colocar na sombra a questão dos homossexuais na Igreja e as dificuldades que estes encontram no confronto com uma hierarquia que parece ser incapaz de acolher e compreender a experiência gay de católicos. Mas, no fim, o encontro com o bispo emérito de Ivrea, no dia 06-02-2010, no salão paroquial de S. Maria Bartrade, superou qualquer temor.

A notícia é da agência italiana Adista, 15-02-2010.

Testemunho privilegiado do evento conciliar (uma “graça” – afirmou – pela qual ainda hoje agradeço a Deus”), uma experiência vivida em estreito contato com um protagonista importante, o cardeal Lercaro (de quem era bispo auxiliar), Bettazzi encarnou a novidade do Concílio Vaticano II na realidade dos grupos eclesiais que buscam, com muito esforço, manter a sua especificidade de gênero com a própria pertença eclesial. Na sua reflexão, o bispo indicou alguns ensinamentos importantes daquela experiência e que podem ser lidos como um paradigma interpretativo da atualidade. Ele os organizou partindo das três grandes Constituições que o Concílio aprovou.

Começou falando da Gaudium et Spes, a constituição com que a Igreja optava, de maneira solene, de não ter mais como únicos interlocutores somente os católicos, mas todos os homens e todas as mulheres “de boa vontade”. Esta opção significou uma escolha definitiva do próprio magistério: não é por acaso que, desde então, nenhuma encíclica é publicada sem que os interlocutores sejam sempre todos os homens.
Quem crê no Cristo está salvo!, é o título de um livro que o próprio Bettazzi publicou há alguns anos, retomando um versículo do Evangelho de São João (3,15). Durante o encontro o próprio Bettazzi observou como aquele mesmo versículo pode ser lido de muitas maneiras: a primeira, (Quem crê em Cristo, será salvo) coloca o acento sobre a adesão de fé em Cristo, vê na adesão à Igreja a única estrada para a salvação. A segunda (“Quem crê, em Cristo será salvo”) que coloca o acento sobre a seriedade com que nós respondemos à nossa vocação humana, vivendo-a com a fidelidade de quem “crê”, de quem assume a responsabilidade de ter em conta, nas suas opções, as exigências e as necessidades dos que partilham da sua humanidade.

Lida à luz desta mensagem, Bettazzi recordou com força, que a condição homossexual adquire um significado radicalmente novo que expulsa as polêmicas que, nestes últimos dias, foram protagonizadas por alguns bispos italianos ao fazerem afirmações muito duras em relação aos homossexuais, taxando como “aberrante” a sua condição e pedindo o afastamento da Igreja e dos sacramentos. Somente quem esquece o ensinamento do Vaticano II na Gaudium et Spes, afirmou Bettazzi, pode pensar que a homossexualidade seja em si mesma um motivo que pode afastar as pessoas da Graça e que se possa, de fora, julgar o estado de Graça de uma pessoa que não esconde a sua própria homossexualidade, negando-lhe à priori, o acesso aos sacramentos.

Depois de ter analizado, por meio da Sacrosanctum concilium, a importância da recuperação da centralidade da liturgia na vida, não só da Igreja, mas também dos crentes, para realizar, inclusive, uma relação diferente entre a instituição eclesiástica e a experiência vivida pelos indivíduos, Bettazzi refletiu sobre a Dei Verbum, convidando a não considerar a Palavra de Deus como algo estranho nas nossas vidas, mas na direção de uma escuta atenta e responsável do texto bíblico para chegar àquele discernimento requerido pelas situações específicas. Neste sentido, a história de tantos homossexuais crente se insere, como a história de todos os homens e como a história de cada um, no percurso, do qual o próprio Concílio foi um capítulo particularmente significativo e particularmente importante: a história de um Deus que se comunica e se narra ao homem e que, usando os instrumentos de que o homem pode entender, chama a humanidade toda à salvação. Uma história em que nenhum de nós deve se sentir como o utilizador final de serviço que outros lhe confeccionaram, mas deve sentir-se como o protagonista da história do amor com o qual o próprio Deus, em Jesus Cristo, de modo admirável o chamou à existência e, de modo ainda mais admirável, o chamou à salvação."
 

 

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=29905

 


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publicado por Riacho, em 15.02.10 às 19:32link do post | favorito

 

 


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