ESPAÇO DE ENCONTRO E REFLEXÃO ENTRE CRISTÃOS HOMOSSEXUAIS em blog desde 03-06-2007
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publicado por Riacho, em 30.04.09 às 22:20link do post | favorito

PROJECTO PARTILHA'TE EDITA LIVRO SOBRE HOMOSSEXUALIDADE

200 HISTÓRIAS | 200 AUTORES

 

Será que se todas as lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros se tornassem roxos de repente, no dia seguinte teríamos direitos iguais?

Será a diferença que nos torna especiais?

Histórias reais, simples ou complexas, tristes ou alegres, grandes ou pequenas, de rejeição ou aceitação, de amor ou de ódio, individuais ou de grupo, mas histórias que partilhem fragmentos de vida. Muitas pessoas têm dificuldade em lidar com este tema porque não o conhecem, porque não falam sobre ele. Se a homossexualidade deixar de ser um tema tabu, e todas as pessoas perceberem que os homossexuais são pessoas exactamente iguais às outras, o assunto vai passar a ser banal e perde importância. O projecto PARTILHA'TE é uma iniciativa de um grupo de amigos que se juntou para desmistificar preconceitos, informar pessoas e educar para a diversidade.

Ao longo dos anos, muitos homossexuais, bissexuais e transgéneros sofreram em silêncio porque não podiam partilhar com ninguém a sua diferença, o seu problema. Muitas histórias tiveram finais trágicos. Para que estes sejam cada vez menos, é preciso contar histórias.

O armário é um sítio muito escuro para se viver!

O resultado deste projecto é publicar um livro, em português, com 200 histórias de partilha de gays, lésbicas, bissexuais, transgéneros, amigos, familiares e colegas que contribua para que estas pessoas deixem de ser vistas como pessoas diferentes.

 

Para mais informações, contactar:

Maria Costa | T. 93 804 56 80 | partilhate@partilhate.com

 


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publicado por Riacho, em 29.04.09 às 23:27link do post | favorito

29/4/2009
 
Antes do Papa, o primado da consciência
 

"O Papa não pode impor mandamentos aos fiéis católicos só porque quer ou porque considera útil".

Essas são palavras do próprio Joseph Ratzinger, o atual Papa Bento XVI, em trecho do seu novo livro "O Elogio da Consciência". No texto, publicado pelo jornal Corriere della Sera, 26-04-2009, Ratzinger reflete sobre a função e a importância do papado, a partir de um imaginário brinde proposto pelo cardeal Newman. A tradução é deMoisés Sbardelotto.

Eis o artigo.

Um primeiro olhar deve se voltar para o cardeal Newman, cuja vida e obra poderiam ser bem designadas como um único grande comentário ao problema da consciência. A quem não vem à mente, a propósito do tema "Newman e a consciência", a famosa frase da Carta ao Duque de Norfolk: "Certamente, se eu tivesse que levar a religião para um brinde depois de um almoço – coisa que não é muito indicado fazer –, então eu brindaria ao Papa. Mas antes à consciência, e depois ao Papa"?

Segundo a intenção de Newman, essa devia ser uma clara confissão do papado, mas também uma interpretação do papado, que é retamente entendido só quando é visto junto com o primado da consciência – portanto, não contraposto, mas sobretudo fundado e garantido por ela.

Nesse ponto, torna-se clara a extrema radicalidade da atual disputa sobre a ética e sobre o seu centro, a consciência. Parece-me que é possível encontrar um paralelo adequado na história do pensamento na disputa entre Sócrates-Platão e os sofistas. Nela, foi colocada à prova a decisão crucial entre duas atitudes fundamentais: por um lado, a confiança na possibilidade do homem de conhecer a verdade; de outro, uma visão do mundo em que o homem cria por si mesmo os critérios para a sua vida. O fato de que Sócrates, um pagão, tenha podido se tornar, em certo sentido, o profeta de Jesus Cristo tem, em minha opinião, a sua justificação justamente nessa questão fundamental.

Levemos em consideração ainda uma ideia de São Basílio: o amor de Deus, que se concretiza nos mandamentos, não nos é imposto de fora, mas é infundido em nós anteriormente. O sentido do bem foi impresso em nós, declara Agostinho. A partir disso, somos capazes, então, de compreender corretamente o brinde de Newman antes à consciência e só depois ao Papa. O Papa não pode impor mandamentos aos fiéis católicos só porque quer ou porque considera útil.

Uma semelhante concepção moderna e voluntarista da autoridade pode apenas deformar o autêntico significado teológico do papado.

Assim, a verdadeira natureza do ministério de Pedro tornou-se totalmente incompreensível na época moderna precisamente porque, nesse horizonte mental, pode-se pensar a autoridade só com categorias que não permitem mais nenhuma ponte entre sujeito e objeto. Portanto, tudo o que não provém do objeto só pode ser uma determinação imposta de fora.

Mas as coisas se apresentam totalmente diferentes a partir de uma antropologia da consciência. A anamnese [1] infundida no nosso ser precisa, por assim dizer, de uma ajuda de fora para se tornar consciência de si. Mas esse "de fora" não é, de fato, algo em contraposição: ele tem uma função maiêutica [2], não impõem nada de fora, mas leva à realização do que é próprio da anamnese, isto é, a sua abertura interior específica à verdade.

Notas:

1. Anamnese (do grego ana, trazer de novo, e mnesis, memória) é o histórico de uma doença feito pelo médico com base nas informações colhidas com o paciente. Em outras palavras, busca relembrar todos os fatos que se relacionam com a doença e à pessoa doente. [voltar ao texto]

2. Nome dado por Sócrates à sua dialética como o "parto intelectual" da procura da verdade no interior do homem, ou a arte de partejar os espíritos, isto é, de fazer o interlocutor descobrir as verdades que traz em si pelo processo de multiplicar as perguntas a fim de obter, por indução dos casos particulares e concretos, um conceito geral do objeto. [voltar ao texto]

 

Para ler mais:

in: http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=21824


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publicado por Riacho, em 28.04.09 às 23:56link do post | favorito

 

 


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publicado por Riacho, em 26.04.09 às 12:13link do post | favorito

 Olá

 

Aqui está um video fabuloso que desmonta os preconceitos contra a homossexualidade. Pena não ter encontrado uma versão legedada em português. Numa das passagens ele diz que um padre escreveu muito zangado num jornal de uma escola que a homossexualidade era má para a sociedade porque se toda a gente fosse homossexual não havia sociedade. Então em resposta ao artigo do padre alguém escreveu: caro padre, se toda a gente fosse padre da Igreja Católica tambem não haveria sociedade. Os falsos moralismos são aqui desmontados de forma cómica, diria mesmo gay, mas ao mesmo tempo de forma séria.

 

Abraço

 

Carlos

 

 

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publicado por Riacho, em 26.04.09 às 01:31link do post | favorito

Olá

 

Já pensaram que se não tivesse havido 25 de Abril os direitos dos homossexuais, em Portugal, ainda estariam praticamente como na Idade Média? Em homenagem aos militares de Abril e ao povo que os apoiou dedicamos esta canção do Zeca Afonso: traz outro amigo também.

 

Abraço

 

Carlos

 

 

 


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publicado por Riacho, em 21.04.09 às 23:09link do post | favorito

 Olá

 

Como se pode ver pelo testemunho a seguir a Igreja Católica é um espaço plural e às vezes consegue despir a roupa da lei para se tornar uma Igreja inclusiva. É pela forma de viver o amor dentro da Igreja, incluindo toda a diversidade, que se dá testemunho do Cristo verdadeiramente ressuscitado. O video apresenta um fragmento do forum da juventude católica gay e lésbica, que teve lugar no Dia Mundial da Juventude em Sydney, em Julho de 2008. Organizado pelo grupo de apoio católico GLBT Acceptance Sydney (www.gaycatholic.com.au), o forum debateu a questão "Há um lugar na Igreja, para os jovens católicos gays e lésbicas?". Entre os oradores estiveram um casal com dois filhos gays, um jovem trabalhador de uma organização de apoio GLBT,  um jovem católico gay  e um padre jesuita. E foi muito participado. A missão da Acceptance Sydney é a de promover um ambiente seguro, espiritual e social para gays, lésbicas e transgénero católicos, sua famílias e amigos. Aqui fica um exemplo para as comunidades católicas de todo o mundo.

 

Abraço

 

Carlos

 

 


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publicado por Riacho, em 21.04.09 às 19:52link do post | favorito

 

21/4/2009
 
Carta a Francisco de Assis
 

Por ocasião dos 800 anos do aniversário da fundação da ordem franciscanaFrancisco J. Castro Miramontes, escreve uma carta a São Francisco de Assis, relatando suas preocupações, decepções, alegrias e esperanças.

Francisco J. Castro Miramontes é sacerdote franciscano, Licenciado em Direito Civil e Canônico e Diplomado em Sagrada Escritura. Miramontes é o delegado de Justicia y Paz da ordem franciscana e responsável pelo Lar de Espiritualidade São Francisco de Assis, que acolhe peregrinos, em Santiago de Compostela. É também autor de, entre outros livros, Alter Christus. Francisco de Asís, signo del amor. Madrid: Editorial San Pablo, 2009.

Eis a Carta a Francisco de Assis, escrita por Francisco Castro Miramontes e publicada no sítio espanhol Religión Digital, 16-04-2009. A tradução é do Cepat.

Irmão Francisco: paz e bem. Já se passaram quase oito séculos e ainda continuamos a recordar teu nome, mesmo quando certamente terias preferido passar de maneira discreta pela história, porque na realidade eras, de coração, um cidadão do céu. Quase oitocentos anos ao longo dos quais a Humanidade continuou seu curso e voltamos a cair nos graves erros da tua época. De fato, continuamos a ver em ti, homem do teu tempo, curtido na lida cotidiana em um meio cultural, político, religioso e econômico determinado, alguém que tem muito a dizer-nos hoje. Nesse sentido, está claro que não perdeste nem um pouquinho de atualidade, de novidade e de originalidade.

Mas, ao mesmo tempo em que constato isto, nem por isso deixo de sentir uma espécie de saudade, e ao mesmo tempo de tristeza. Me explico. Sentimos saudades de alguém, de algo, de algum lugar, que identificamos como único, belo, essencial em nossas vidas. E o fazemos precisamente porque tememos tê-lo perdido, ou que já não volta mais, ou que nada volta a ser o mesmo. Minha saudade de ti consiste talvez em que sinto que a tua história de amor ficou empacada, estancada, perdida, como se tratasse de uma ilha, no oceano imenso da história, como se o que tu viveste já não pudesse ser vivido hoje, ao menos não da mesma maneira e com a mesma intensidade. E me refiro não à tua vida concreta que, ao fim e ao cabo, é única e irrepetível, mas à tua experiência de amor solidário e generoso, teu compromisso desde e pela paz, que hoje tanto necessitamos.

A saudade é positiva se nos faz renascer para o que há de melhor em nós mesmos, mesmo que seja a força de idealizar e sonhar com o belo. A tristeza me brota – te confesso – porque comprovo que o ser humano de hoje, na realidade, não evoluiu. É verdade que a tecnologia é deslumbrante. Certamente, te sobressaltava comprovar como se avançou no aspecto da técnica ou da medicina, mas de um modo injusto, já que convertemos o mundo num gigantesco leprosário no qual marginalizamos centenas de milhões de pessoas que necessitam sobreviver (e às vezes nem sequer isso) em meio aos açoites insultantes da miséria. Sim, sem dúvida, tu, hoje, novamente estarias aí, junto destes novos “leprosos”.

O grande avanço, o progresso do qual os políticos tanto falam, na realidade é um pouco fictício. Para algumas pessoas a vida é um pouco mais cômoda, têm (temos) muitos meios materiais, mas o coração continua sendo o mesmo, aquele que tu conheceste em teu tempo. As diferenças, aqui, são de mero matiz. No teu tempo vestias de um jeito, viajavas a cavalo, não tinhas televisão nem internet, mas o coração humano podia chegar a ser imensamente mesquinho, como hoje. A verdadeira revolução, a do coração, iniciada por teu Jesus e continuada por ti, ainda está inconclusa. É um grande fracasso, mas ao mesmo tempo também um estímulo para continuar construindo sonhos e esperanças, porque, como podes comprovar, ainda está quase tudo por fazer. É certo que houve belos acontecimentos, que o bem continua abrindo espaço no meio da história, que há pessoas maravilhosas que se parecem muito contigo, mas o mal segue sendo contumaz e resiste em abandonar o coração humano, em cuja terra brotam todas as sementes de confronto e violência. Das guerras de nosso tempo não quero nem te falar, de tantas formas de guerra muito mais cruentas que as de teu tempo, porque hoje é muito fácil matar: que horror!

Tua família religiosa – ainda que não quiseste fundar nada por não se sentir digno – foi e continua sendo, muito próspera, mesmo que tenha sido uma história de luzes e sombras, de luta para conquistar um belo ideal ao mesmo tempo que a realidade concreta se nos impõe uma realidade cheia de contradições e infidelidades. Hoje existem não sei quantos movimentos religiosos e culturais que seguem o teu caminho. A Igreja beatificou e canonizou várias centenas de seguidores teus (perdoa; seguidores do Evangelho). Também teus filhos e filhas ofereceram seu sangue em martírio, sem olhar para trás, sentindo-se herdeiros do Reino dos Céus, com essa liberdade da qual tu falavas com frequência, aquela que nos leva a fazer só aquilo que é contrário “à nossa alma”. E no meio do mar do mundo continuamos a nos referir à tua “perfeita alegria”, aquela que expressaste ao Irmão Leone a caminho de Santa Maria, quando o tempo piorava e confabulavam com o cansaço e a fome. Chegar à porta da tua casa e não ser recebido devia ser acatado com paciência, a ciência da paz, vencendo-se a si mesmo. É aí, na adversidade, onde vence a humildade da pessoa pacífica e enamorada da vida. Viver comprometidos com o amor é uma aposta na verdade caritativa que tu aprendeste na escola de Jesus de Nazaré.

A Igreja atual continua sendo, em parte, a Igreja do teu tempo, porque é formada por homens e mulheres frágeis. Ela está sendo muito criticada, ma não se quer ver mais do que aquilo que interessa ver. Graças a Deus – a quem tu tantas vezes davas graças por tudo e apesar de tudo – seguem se produzindo no seio da Igreja muitos gestos de entrega generosa pela causa do Evangelho, nem sempre compreendidos por algumas pessoas, e pelos poderes deste mundo, que não desejam ter próximos testemunhas da verdade, por medo de que descubram muitas mentiras sobre as quais se apóia este mundo.

Continua-se a falar de ti – e já sei que isso não lhe agrada muito –, vencedor de vaidades e prepotências, como um homem de coração nobre e espírito humilde, como um grande amante da criação, como testemunha e portador da paz. Anualmente, acodem a Assis, e a outros lugares que guardam a tua memória, muitíssimas pessoas provenientes do mundo inteiro. Por que será? Te lembro aqui as palavras daquele irmão teu que te perguntava por que todos iam ao teu encontro, se na realidade tu eras o contrário do paradigma de herói do teu tempo. A tua resposta foi simples e realista: porque Deus conhecia teu pecado e quis manifestar-se, como sempre, através de um homem frágil e consciente de suas limitações. “O homem é o que são os olhos de Deus, e isso basta”, costumavas dizer. Estavas muito consciente da tua indigência, mas também do grande amor de Deus para com as criaturas.

Te confesso também que em certo modo hoje voltamos a te decepcionar, posto que nos tornamos muito acomodados e pouco comprometidos. Inclusive te “sequestramos”, porque falamos muito de ti, em homenagem a ti erguemos monumentos e majestosos prédios, teu nome está em ruas e até há cidades que tem o teu nome. Plasmarei aqui, por escrito, o que tu dizias: “Os santos fazem as obras, e nós, ao narrá-las queremos receber honra e glória”. Talvez seja assim. É mais fácil falar dos outros do que fazer da própria vida um caminho de encontro com Deus e a bondade. (...).

Dizem que um dos personagens mais conhecidos da história do século XX chegou a dizer – depois de liderar uma revolução – que na realidade ele teria necessitado de uma dúzia de “Franciscos de Assis” para que se tivesse realizado o sonho. Afinal, o lobo que mora em nós sai feito bicho selvagem à procura de quem devorar. Tu foste um rebelde, um revolucionário do coração, e hoje te lembramos por isso, e eu, pessoalmente, te agradeço por isso. Sabes que em minha vida tu és muito importante. Cada vez que dirijo meus passos, caminhando pela rua que leva teu nome, para o convento de São Francisco de Santiago de Compostela, e contemplo a tua efígie de braços abertos no “monumento”, reconheço que me dá a impressão de que a pedra me sorri, de que tu estás presente, na pedra moldada, na água da chuva, nos pássaros que cantam, nos viandantes... na vida, no amor, na paz e na esperança.

Quero concluir esta improvisada carta de amigo, de irmão, com uma oração, para que a recitemos juntos. Trata-se da “oração da paz”, composta muito tempo depois de ti, mas que sem dúvida reflete perfeitamente o teu espírito e estilo de vida. Ficamos combinados para um novo encontro, quando Deus quiser. Já tenho vontade de estar contigo. Até sempre, Francisco, “boamente”:

“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se nasce para a vida eterna”.

in: http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=21580


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publicado por Riacho, em 20.04.09 às 21:08link do post | favorito

 Olá

 

Os nossos bispos, depois de umas reacções mais precipitadas, surgem agora com uma posição mais ponderada sobre a questão dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Eles precisam de aprender a conhecer a homossexualidade e que existem na sociedade outras formas de família que não podem ser abandonadas e desprezadas. Não é lícito aos cristãos promover a segregação dos homossexuais que queiram viver numa relação de

lealdade e de castidade no sentido da fideldade a um pojecto de amor e de vida. Segue a notícia do jornal público.

 

Abraço

 

Carlos

 

O texto-base da nota pastoral que será discutida e votada pelos bispos portugueses nos próximos dias não contém nenhuma referência expressa aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, segundo o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Manuel Morujão. Questionado pelo PÚBLICO sobre se a CEP avançará com um apelo directo ao voto contra partidos que apoiem aquela medida, o padre diz que a questão nunca esteve na agenda dessa forma.

A nota pastoral sobre as eleições, que tem por título O direito e o dever de votar, é um dos temas agendados para a 171.ª Assembleia Plenária da CEP, que hoje começa no Santuário de Fátima. O secretário da CEP sublinha que os textos-base podem sempre ser "acrescentados ou alterados" durante o debate, antes de ir a votação, o que deverá acontecer até quarta-feira. Mas, no essencial, o que se pretende com esta nota é fazer "uma exortação a que os cristãos não se abstenham" nas próximas eleições europeias, autárquicas e legislativas. E assumam "o dever de exprimir, através do voto, as suas convicções", orientados "pelos valores que derivam da sua fé". 

O texto-base não "entra em pormenores" e "cada um terá olhos para ver", vai dizendo ainda.

Não é a primeira vez que os bispos publicam uma nota pastoral sobre eleições, mas esta era especialmente aguardada desde que, em Fevereiro, estalou a polémica: no final de uma reunião do conselho permanente da CEP, no dia 10, Manuel Morujão foi questionado sobre a possibilidade de a Igreja vir a assumir uma posição pública de apelo aos católicos para que não votassem nos partidos que defendem o casamento gay. 

A resposta do secretário da CEP foi: "Os cristãos, seguramente, tomarão as suas conclusões, porque não é fiável quem se mete por estas aventuras, em que a sociedade fica exposta a feridas, que são profundas." 

As palavras foram lidas como uma referência ao anúncio de que o PS iria defender a legalização dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Mas, no dia seguinte, Manuel Morujão emitiu um comunicado onde referia que a Igreja não se move "contra ninguém".

Eutanásia, "nada de novo"

A assembleia reunida em Fátima vai ainda debater uma outra nota pastoral, sobre a eutanásia, intitulada Proteger a vida humana até ao fim. Os textos em discussão foram, de resto, um dos temas da entrevista do cardeal-patriarca de Lisboa à agência Lusa ontem divulgada. D. José Policarpo sublinhou que a Igreja não dá indicação de voto: "Todos sabem que a Igreja não faz opções partidárias e então em tempo de eleições não vai dizer votem neste ou votem naquele." O que faz é "formar os cristãos para eles poderem participar nas diversas opções partidárias". 

Lembrou, contudo, que os bispos têm obrigação de recordar a doutrina da Igreja. E que "quem fizer propostas políticas contrárias" a essa doutrina "sabe, à partida, que enfrenta e confronta o sentir católico deste país". 

Sobre a questão da eutanásia, D. José Policarpo disse que duvida que esta seja uma altura oportuna para publicar notas pastorais. O assunto está na "agenda progressista" de alguns países, mas não é ainda uma questão de discussão pública em Portugal. "Quando ela for um problema público então, com certeza, temos a obrigação de esclarecer os cristãos e dizer qual é a doutrina da Igreja", afirmou, referindo que o documento "não traz nada de novo".  

in: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1375337&idCanal=62


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publicado por Riacho, em 19.04.09 às 11:07link do post | favorito

 Olá

 

Seguem sugestões de cinema, seguidas de debate, numa organização de Rede ex-aequo.

 

Abraço

 

Carlos

 

 

cartaz ciclo de cinema 2009
6º ciclo de cinema LGBT

Olá!

A rede ex aequo - associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes, irá editar este ano o seu 6.º Ciclo de Cinema LGBT.

O objectivo primordial deste evento é o de sensibilizar os jovens portugueses em geral para questões relacionadas com a homossexualidade, bissexualidade e transgenerismo, especialmente no que diz respeito à fase do "assumir-se para si próprio" pois, como sabemos, o período desta consciencialização e aceitação de si próprio é especial, delicado e por vezes difícil na vida da maioria dos jovens LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros), ainda incompreendidos e vítimas de preconceito e discriminação.

Assim, através dos vários filmes exibidos, os jovens LGBT, ou com dúvidas, poderão contactar com histórias ligadas à questão da orientação sexual e/ou identidade de género e reflectir acerca de temas pertinentes e inerentes à sua realidade, num ambiente de convívio.

Serão apresentadas 6 sessões de filmes de temática LGBT nos dias 15, 16 e 17 de Maio, durante o período da tarde e noite, com vista a possibilitar uma maior flexibilidade no horário da projecção de filmes. O ciclo irá realizar-se em Lisboa, no Instituto Português da Juventude do Parque das Nações.

 

 

Programa:

A Mi Madre le Gustan las MujeresSexta-feira, 15 de Maio de 2009, 18h00

Dorian Blues (2004) - IMDB 6.9 / RT 68% / TRAILER
Género: Comédia, Romance
Interesse: Gay
País: EUA / Tennyson Bardwell / 88 mins / Idioma: inglês / Legendas em português

Sinopse: Dorian Blues é a brilhante história de um jovem de uma cidade do interior que não entende o porquê de ser “diferente” – ele é gay. A adolescência é motivo de grande sofrimento por que todos o fazem sentir-se como se fosse uma “aberração” e parte dos seus colegas de escola fazem piadas de gays para o provocar. E tudo se complica ainda mais quando ele decide sair do armário… Antes que o seu pai o expulse de casa, ele parte para a Universidade onde o nosso herói encontra um mundo novo de homens elegantes e sofisticados.

 

 

Juste Une Question D'AmourSexta-feira, 15 de Maio de 2009, 21h30

Saving Face (2004) - IMDB 7.5 / RT 86% / TRAILER
Género: Comédia, Drama, Romance
Interesse: Lésbico, Chinês-Americano
País: EUA / Alice Wu / 93 mins / Idiomas: inglês, mandarim, língua wu / Legendas em português

Sinopse: Will é uma cirurgiã de 28 anos que vive em Manhattan e não tem vida social. A sua mãe viúva, Ma, não consegue compreender porque é que a sua filha atraente passa todo o seu tempo a trabalhar.
Num evento social na vizinhança da família, em que a sua mãe insiste que a Will vá para procurar um marido, Will repara numa jovem mulher bonita chamada Vivian, que também repara nela. Vivian rapidamente se sente encantada pela Will e quer ajudá-la a relaxar e a apreciar melhor a vida. Will sente-se igualmente encantada e começa a passar todos os momentos que tem, fora do hospital, com a Vivian.
Uma noite, a Will regressa a casa e encontra a Ma à sua porta. Habituada a uma certa independência inerente ao viver de fora da comunidade chinesa-americana, Will tem agora de lidar com a inserção de Vivian no mundo da sua mãe.

 

 

Southern ComfortSábado, 16 de Maio de 2009, 18h00

Freedom To Marry (2005) - IMDB / TRAILER
Género: Documentário
Interesse: LGBT
País: EUA / Carmen Goodyear, Laurie York / 56 mins / Idioma: inglês / Legendas em português

Sinopse: Este documentário enriquecedor e intenso, destaca um evento importante na história dos EUA, quando o Presidente da Câmara de São Francisco, Gavin Newsom, iniciou uma desobediência civil nunca antes vista ao permitir que casais do mesmo sexo pudessem casar-se na Câmara Municipal de São Francisco.

 

 

Loving AnnabelleSábado, 16 de Maio de 2009, 21h30

Shelter (2007) - IMDB 8.0 / RT 53% / TRAILER
Género: Drama, Romance
Interesse: Gay, Arte, Surf
País: EUA / Jonah Markowitz / 89 mins / Idioma: inglês / Legendas em português

Sinopse: Quando os seus sonhos de faculdade são postos de lado devido a obrigações familiares, um jovem encontra conforto em surfar com o irmão do seu melhor amigo.

 

 

Dangerous Living: Coming Out in the Developing WorldDomingo, 17 de Maio de 2009, 16h00

Red Without Blue (2007) - IMDB 6.7 / RT / TRAILER
Género: Documentário
Interesse: Transgénero, Transsexual, Gay
País: EUA / Brooke Sebold, Benita Sills / 74 mins / Idioma: inglês / Legendas em português

Sinopse: O laço íntimo entre dois irmãos gémeos idênticos é desafiado quando um deles decide fazer a transição de homem para mulher. Esta é a história do evoluir da sua relação e da ressurreição da sua família de um passado obscuro.

 

 

Latter DaysDomingo, 17 de Maio de 2009, 18h00

Itty Bitty Titty Committee (2007) - IMDB 5.2 / RT 38% / TRAILER
Género: Comédia, Drama, Romance
Interesse: Lésbico, Feminismo
País: EUA / Jamie Babbit / 87 mins / Idioma: inglês / Legendas em português

Sinopse: A namorada deu-lhe com os pés, rejeitada pela única universidade a que se candidatou e a usar uma copa B num mundo de copas D, Anna lamenta a sua vida. Ao sair do trabalho ela encontra Sadie, a sexy líder de um grupo punk-feminista radical chamado C(i)A (Clits in Action/Clits em Acção). Anna entra neste mundo secreto de erradicar imagens falocêntricas e misóginas, embarcando na sua primeira missão radical, sentindo-se viva pela primeira vez sendo o alvo dos avanços amorosos da Sadie.

 

No final de cada filme haverá um debate de 30 minutos.

A entrada é livre. Aparece! =)
 


--
rede ex aequo
associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes

Website: www.rea.pt
Email: geral@rea.pt
Fórum: www.rea.pt/forum

Rua S. Lázaro, 88
1150-333 Lisboa, Portugal

Telefone: (+351) 96 878 18 41

 


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publicado por Riacho, em 17.04.09 às 19:39link do post | favorito

 Olá

 

O fim de semana está à porta. Para começar a relaxar de uma dura semana de trabalho sugiro esta bonita canção da Laura Paisini: Viveme

 

Um grande fim de semana

 

Carlos

 

 


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