ESPAÇO DE ENCONTRO E REFLEXÃO ENTRE CRISTÃOS HOMOSSEXUAIS em blog desde 03-06-2007
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publicado por Riacho, em 28.12.08 às 15:47link do post | favorito

Olá

 

Para animar este domingo cinzentão posto aqui um video da chamada cultura gay, que é verdadeiramente contagiante.

 

Abraço

 

Carlos

 

 


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publicado por Riacho, em 25.12.08 às 02:47link do post | favorito

24/12/2008
 
Igreja e homossexualidade: os direitos negados aos gays
 

A revista Rocca, 1º-12-2009, publicou, em sua última edição, um artigo do teólogo italiano Giannino Piana, em que o autor debate as recentes e fortes declarações de Dom Celestino Migliore, na ONU, contrário à descriminalização da homossexualidade. Piana analisa o que está por trás dessas afirmações e as contrasta com outros movimentos dentro da Igreja, como o do também bispo Luciano Pacomio, para quem "heteros ou gays, todos têm a mesma exigência de aprender a ser pessoas que sabem amar". A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

A clara recusa oposta pelo arcebispo Dom Celestino Migliore, observador permanente da Santa Sé na ONU, à proposta, promovida pela França e assinada por outros 26 países da União Européia, de proceder por parte das Nações Unidas à descriminalização universal da homossexualidade, suscitou (e não podia deixar de fazê-lo) reações e indignação. A tomada de posição pelo representante da Santa Sé não parece, por outro lado, refletir uma simples opinião pessoal, se considerarmos que não apenas não veio do Vaticano nenhuma retratação oficial, mas também que o próprio porta-voz do Papa, Padre Federico Lombardi, confirmou, com autoridade, a plausabilidade dessa tese.

A questão é particularmente grave: em jogo, está, de fato, o direito da pessoa (de cada pessoa) de manifestar a própria identidade sexual sem, por isso, ir de encontro a graves discriminações. O princípio da igualdade entre os homens, que está na base das Cartas dos Direitos Humanos – em primeiro lugar, a Carta da ONU, que, neste mês, celebra o 60º aniversário de promulgação – é a razão fundamental de tal direito.

As motivações do fracasso vaticano

É, então, necessário procurar esclarecer, sobretudo, as motivações que impeliram o representante do Vaticano e, mais em geral a Santa Sé, a assumir uma posição tão rígida nos debates de uma proposta, que não reflete apenas uma orientação há tempos (e justamente) presente nas Cartas internacionais e nas Constituições dos Estados democráticos, mas que é também – parece-nos – em perfeita sintonia com as grandes indicações da mensagem evangélica.

As razões adotadas pelo arcebispo Migliore – assim como aparecem nas declarações concedidas aos órgãos de imprensa – fazem referência, sobretudo, às conseqüências negativas que derivam da aprovação da proposta: se incorreria, de fato, segundo o prelado vaticano, no perigo de criar “novas discriminações”, isto é, de penalizar ou de exercitar uma forte pressão nos confrontos daqueles Estados que não reconhecem a união entre pessoas do mesmo sexo como “casamento”.

Uma preocupação análoga foi expressada também pelo porta-voz do Vaticano, Padre Lombardi, para o qual “introduzir mecanismos de controle, sob os quais cada norma que não ponha sob o mesmo plano toda orientação sexual pode ser considerada contrário ao respeito dos direitos do homem, pode se tornar instrumento de pressão ou discriminação nos debates de quem, por exemplo, considera o casamento entre homem e mulher a forma fundamental e originária da vida social e, como tal, a ser privilegiada”.

O temor é, portanto, de que a descriminalização da homossexualidade provoque, como efeito imediato, a solicitação ao pleno reconhecimento das uniões homossexuais sob a forma de um verdadeiro e próprio casamento, também naqueles países em que ainda não existe uma legislação nesse sentido, e que isso possa, sobretudo, minar o matrimônio tradicional, o qual terminaria por perder a sua prerrogativa de exclusividade. Ora, admitido (e, por outra parte, não concedido) que tudo o que se receia como risco tenha um fundamento real – não subsiste por si só uma ligação necessária entre a afirmação dos direitos dos homossexuais e a legitimação do casamento entre sujeitos pertencentes ao mesmo sexo, a tal ponto que a França, isto é, a nação da qual proveio o pedido de descriminalização enviada à ONU, não a introduziu até agora na sua própria legislação –, não se pode negligenciar a tutela de um direito simplesmente porque alguém pode usá-lo de um modo que se considere distorcido.

Por outra parte, mesmo quem considera o casamento homossexual um “mal” deve admitir que ele constitui, em todo caso, um mal menor com relação às graves discriminações existentes em muitos países nos debates sobre os homossexuais. O fato de que as relações entre pessoas do mesmo sexo sejam consideradas ilegais em mais de 80 países do mundo e que sejam aplicadas sanções e torturas aos homossexuais e em uma dezena de Estados até a pena de morte é um dado que não pode nos deixar indiferentes.

Por isso, surpreende o fato de que, enquanto se afirma com força, por um lado – como faz o porta-voz da Santa Sé, Pe. Lombardi – que a Igreja é “contra as legislações penais violentas e discriminatórias aos homossexuais”, não haja empenho de fato, por outro lado, a dar a própria contribuição à eliminação dessas legislações – é esse o objetivo da proposta depositada na ONU –, as quais fazem com que um número muito consistente de pessoas corram o risco de ser presas ou executadas por causa da própria orientação sexual.

Uma persistente contrariedade

Não é difícil entrever, por trás da rigidez da posição vaticana, a persistência de uma atitude fortemente negativa com a homossexualidade; atitude que se inscreve, porém, no interior de uma desconfiança mais generalizada com relação à sexualidade e ao seu exercício. Apesar das aberturas introduzidas pelo Concílio, que se esforçou a debater serenamente também com esse propósito com as contribuições mais significativas das ciências humanas, a Igreja sofre para abandonar essa visão tabuística e repressiva do sexo, que por muito tempo caracterizou a cultura ocidental e que esta, por sua vez, contribuiu para alimentá-la, fazendo-a sedimentar nas consciências ou talvez, ainda mais radicalmente, no inconsciente coletivo.

A centralidade indicada ao sexto mandamento pela tradição moral católica – da época patrística até a manualística moderna –, até o ponto em que o termo “imoral” foi durante muito tempo identificado com o pecado sexual, é a prova de uma relação perturbada com a sexualidade, que tem raízes muito remotas e qual ainda é difícil livrar-se, também por causa dos pesados sentimentos de culpa induzidos no âmbito das experiências pessoais.

De acordo com a natureza e contra a natureza

A isso se acrescenta, quando está em causa a questão da homossexualidade, a atribuição de um papel determinante por parte da moral católica a conceitos como “natureza” e “lei natural”, interpretadas em chave rigidamente biológica e estática, e a conseguinte rígida distinção, sobretudo com relação às tendências e aos comportamentos sexuais, entre o que está “de acordo com a natureza” e o que é “contra a natureza”. Os êxitos da pesquisa antropológica moderna, que contribuíram a esclarecer a condição homossexual, rejeitando em termos radicais interpretações largamente difundidas no passado que a reconduziam a uma forma de desvio ou de doença (às vezes até de perversão) e propondo uma interpretação muito mais sério que a coincide com a estrutura profunda da personalidade, com um verdadeiro modo de ser-no-mundo que envolve a totalidade da pessoa e as relações que ela viva, não conseguiram apagar totalmente as visões incorretas do passado.

A homossexualidade ainda é considerada – e os documentos mais recentes do magistério da Igreja o confirmam – como uma verdadeira anomalia, e os atos homossexuais como atos intrinsecamente maus, portanto, sempre eticamente reprováveis.

Um sinal de esperança

Por sorte, também dentro da Igreja, existem (e são sempre mais numerosos) os leigos e pastores que seguem com muita atenção e com grande compreensão aqueles que experimentam a condição homossexual, ajudando-os a aceitar a própria identidade e a superar o estado de marginalidade em que vivem muitas vezes – apesar das profundas transformações culturais das últimas décadas, os preconceitos continuam persistindo, como fica claro também pela linguagem, muitas vezes maliciosa e vulgar, ainda hoje em uso – mas também (e sobretudo) desenvolvendo, nas formas a eles mais congeniais, a própria capacidade de amar.

A existência, também no nosso país, de grupos de fiéis homossexuais, que refletem sobre a sua condição a partir do evangelho, a predisposição por parte de algumas dioceses de caminhos de amadurecimento pessoal abertos também aos homossexuais, a disponibilidade de muitas paróquias de acolhê-los sem nenhuma reserva nos vários grupos associativos e nos organismos pastorais da comunidade são o sinal de um processo de mudança de mentalidade iniciado há muito tempo.

Uma ampla e significativa entrevista concedida pelo bispo de Mondovì, dom Luciano Pacomio, ao jornal La Stampa, no dia 02-12-2008, no dia em que aparecia nas páginas do mesmo jornal a notícia do fracasso por parte de dom Migliore da proposta indicada pelos países europeus na ONU, expressa bem o sentido desse processo de mudança.

“Heteros ou gays – afirmava, entre outras coisas, dom Pacomio – têm a mesma exigência de aprender a ser pessoas que sabem amar. As pessoas não devem ser culpadas. Cada um deve viver a sua orientação de itinerários pessoais, experiências ou condições individuais e merece respeito e atenção. Para mim, é central dar-lhes uma mão para a vivência de sua condição. Os gays são meus fiéis assim como os outros”. E acrescentava no final da entrevista: “Devemos estar atentos às palavras que parecem uma discriminação dos gays. [...] Ao invés das reações e das declarações fortes, produzem mais efeito o caminho junto às pessoas e o empenho concreto para dar a elas motivos de fazer escolhas fortes e construtivas”.

Essas palavras cheias de sabedoria pronunciadas por um bispo, investido pela Igreja de uma importante responsabilidade doutrinal e pastoral, indicam que algo se mexe e constituem um promissor motivo de esperança.

Para ler mais:

in: http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=19116


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publicado por Riacho, em 23.12.08 às 21:45link do post | favorito

Olá

 

Neste Natal peçamos a Deus pelo papa. Peçamos para que tenha uma visão mais holística da criação.

 

Ajuda-nos a perceber, ó Pai, porque está o teu filho Bento tão fixado pelos homossexuais, para merecerem tanto destaque na mensagem de Natal e de Ano Novo. O que será que o move?

 

Envia sobre ele o teu Espírito Santo para que um dia possa conhecer e compreender a totalidade da obra da Tua criação; para que um dia possa compreender que os homossexuais também são obra da Tua criação e que conhecendo melhor os homossexuais te possa conhecer melhor a Ti e amar-Te com mais profundidade. Ámen!

 

Foi a notícia que se segue que motivou este curto momento de oração.

 

Um Santo Natal para todos e que juntos saibamos construir a verdadeira paz que quebra todas as barreiras.

 

Abraço

 

Carlos

 

"22.12.2008 - 20h31 Agências

O Papa Bento XVI indicou hoje que salvar a humanidade de comportamentos homossexuais ou transexuais é tão importante como salvar as florestas tropicais da destruição. “[A Igreja] deverá proteger o homem de se destruir a ele mesmo. É preciso uma espécie de ecologia do Homem”, disse o Sumo Pontífice num discurso perante a Cúria Romana, a administração central do Vaticano.

“As florestas tropicais merecem a nossa protecção. Mas o homem, enquanto criatura, também a merece”.

Para a Igreja Católica, a homossexualidade em si não é pecado, mas os actos homossexuais são-no. O Vaticano opõe-se aos casamentos gay e, em Outubro, um alto responsável da Igreja indicou que a homossexualidade é “um desvio, uma irregularidade, uma ferida”.

O Papa disse ainda que a humanidade precisa de “escutar a linguagem da Criação” para entender os papéis do homem e da mulher e comparou as relações diferentes das heterossexuais como “a destruição do trabalho de Deus”.

“Aqui trata-se da fé no Criador e da escuta da linguagem da Criação, cujo desprezo significaria uma autodestruição do homem e, portanto, da própria obra de Deus”, alertou o Papa.

O Papa chamou ainda a atenção para a “nossa responsabilidade para com a Terra”, frisando que a mesma “não é uma propriedade nossa que podemos explorar segundo os nosso interesses e desejos”, indica a agência Ecclesia.

Papa demarca-se do estatuto de “estrela rock”

No mesmo discurso, um dos mais importantes do ano religioso, o Papa aproveitou ainda para se demarcar da imagem de “estrela rock” que se colou à pele do seu antecessor, João Paulo II, durante as Jornadas Mundiais da Juventude.

O Papa evocou “as análises em voga” que “tendem a considerar essas jornadas como uma variante da cultura jovem moderna, como uma espécie de festival rock modificado, num sentido eclesiástico, com o Papa como estrela”.

As aparições do Papa João Paulo II, que morreu em 2005, nessas Jornadas suscitavam um entusiasmo próximo da histeria. O Papa polaco, que cultivava os contactos directos com as multidões, nunca combateu o fenómeno de adulação que causava alguma indisposição no seio da Igreja Católica.

Bento XVI admitiu, porém, que há vozes católicas que vêm nestas iniciativas um “grande espectáculo, belo, mas de pouco significado para a questão sobre a fé e a presença do Evangelho no nosso tempo”.

“Seriam momentos de um êxtase festivo, que no fim de contas, contudo, deixariam tudo como dantes, sem influênciar de forma profunda a vida”, indicou."

 

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publicado por Riacho, em 20.12.08 às 18:59link do post | favorito

 

 


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publicado por Riacho, em 19.12.08 às 21:25link do post | favorito
Dezenas de países pedem despenalização universal da homossexualidade 
18.12.2008 - 20h24 AFP
Sessenta e seis países juntaram-se hoje num apelo conjunto e inédito, nas Nações Unidas, a favor da despenalização universal da homossexualidade, uma posição muito contestada pelos Estados muçulmanos e o Vaticano.

A declaração foi lida, esta tarde, na sessão plenária da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque pelo embaixador argentino, Jorge Arguello, em nome dos 66 países signatários da iniciativa.

A declaração, apoiada por todos os 27 Estados-membros da União Europeia, recorda que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que celebra este ano o seu 60º aniversário, estipula no seu artigo 1º que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”.

Os signatários, entre os quais foi notada a ausência dos EUA, mostram-se, por isso, “profundamente preocupados com as violações dos direitos humanos e das liberdades fundamentais com base na orientação sexual”.

Considerando que estes ataques devem ser abordados como violações dos direitos humanos, os signatários da declaração condenam os abusos cometidos neste âmbito, independentemente “do local onde tenham sido cometidos”, em particular quando em causa “está o recurso à pena de morte, execuções extrajudiciárias, sumárias ou arbitrárias, a prática de tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, inumanas, degradantes, a detenção arbitrária e a privação de direitos económicos, sociais ou culturais, nomeadamente o direito à saúde”.

Após a leitura da declaração, sem qualquer valor vinculativo, o chefe da diplomacia holandesa, Maxime Verhagen, e a secretária de Estado para os direitos humanos de França, Rama Yade, co-presidiram a uma reunião de alto nível destinada a promover a iniciativa junto dos restantes 126 países representados na ONU.

“No século XXI, como podemos aceitar que pessoas sejam perseguidas, detidas, torturadas, executadas devido à sua orientação sexual?”, interrogou-se a governante francesa, insistindo na despenalização universal da homossexualidade.

Aquando da preparação da iniciativa, vários países muçulmanos manifestaram a sua hostilidade em relação, o mesmo tendo sucedido com a representação do Vaticano na ONU, que teme que a declaração seja usada para promover o casamento homossexual.

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publicado por Riacho, em 13.12.08 às 23:57link do post | favorito

Olá

 

Afinal,  o Vaticano meditou melhor sobre o texto que está em cima da mesa e vem agora dizer que é favorável à despenalização da homossexualidade. Esta pressa de ser contra os homossexuais e de querer negar que Deus também cria homossexuais criados à Sua imagem e semelhança e que revelam uma parte de Deus que os heterossexuais não podem revelar, faz-nos lembrar alguns políticos da nossa praça que falam primeiro e pensam depois. Aleluia!

 

Segue a notícia publicada na unisinos.

 

Abraço

 

Carlos

 

13/12/2008
 
O Vaticano esclarece que é favorável à despenalização da homossexualidade
 

O diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Federico Lombardi, assegurou nesta quinta-feira que a Igreja católica “é favorável à despenalização da homossexualidade” e esclareceu que isto “nunca foi posto em discussão”. A Igreja é “contrária às leis penais que consideram que a homossexualidade é um crime”. A reportagem é do sítio espanhol Religión Digital, 11-12-2008. A tradução é do Cepat.

O que o Vaticano não aceita, ao contrário, é o reconhecimento das uniões entre pessoas do mesmo sexo, já que, segundo a sua doutrina, “o verdadeiro matrimônio é entre um homem e uma mulher”, explicou.

Lombardi fez estas declarações durante a entrevista coletiva de apresentação da Mensagem de Paz de Bento XVI para 2009 e em resposta às perguntas dos jornalistas, que lhe pediram que esclarecesse a postura do Vaticano em relação ao documento que a França quer apresentar à ONU para despenalizar a homossexualidade.

De fato, Lombardi destacou que a polêmica sobre o suposto “não” do Vaticano a este documento “foi construída” sobre algo “vago”, já que o texto ainda não foi apresentado.

 

in: http://www.unisinos.br/_ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=18867

 

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publicado por Riacho, em 13.12.08 às 00:42link do post | favorito

Olá

 

Já fizeste a tua lista daquilo que podes fazer para ser mais solidário com os outros e para respeitar esta terra que nos foi apenas emprestada?

 

Abraço

 

Carlos

 

 


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publicado por Riacho, em 10.12.08 às 19:28link do post | favorito

Olá

 

Comemora-se hoje o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem. Vale a pena relembrar os direitos e fazê-los aplicar. 

 

Abraço

 

Carlos

 

 


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publicado por Riacho, em 09.12.08 às 19:35link do post | favorito

Boa noite

 

Aqui está um video muito bem conseguido sobre educação homossexual. Pena não ter legendas. Apesar de tudo vale a pena.

 

Abraço

 

Carlos

 

 

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publicado por Riacho, em 07.12.08 às 20:48link do post | favorito

4/12/2008
 
O lugar de gays e lésbicas na Igreja Católica
 

O lugar de gays e lésbicas católicos na Igreja e na sociedade mais uma vez vem à tona, durante o furor sobre o status dos casamentos e uniões civis de casais do mesmo sexo, tanto nos EUA quanto em outras partes do mundo. (Apenas hoje, por exemplo, dom Jaime Soto, bispo de Sacramento, afirmou que a Proposition 8, a medida recentemente aprovada na Califórnia que proíbe os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, estava por “restaurar a tradicional definição do casamento”).

A reportagem é do padre jesuíta James Martin, publicada na centenária revista jesuíta norte-americana America, 02-12-2008. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Nesta semana os bispos católicos da Inglaterra publicaram um panfleto intitulado “What is life like if you or someone in your family is gay or lesbian in their sexual orientation?…and what can your parish family do to make a difference?” [Como é a vida se você ou alguém de sua família é gay ou lésbica na sua orientação sexual?... E o que sua comunidade paroquial pode realizar para fazer a diferença?]. Exortando tanto o clero como os leigos a se lembrarem de que “as paróquias podem dar uma série de passos para garantir que indivíduos e família se sintam acolhidos”, o panfleto oferece diversas sugestões, incluindo:

  • Fique atento a quão marginalizadas algumas famílias que enfrentam esses desafios se sentem dentro da Igreja. Crie vínculos com outras paróquias para compartilhar informação e construir redes de apoio mútuo. Tente estabelecer ou promover grupos de apoio para pais e membros da família.
  • Não tente assumir que todo mundo é heterossexual. Reflita isso na linguagem como na conversa. Ao falar publicamente, use as palavras “homossexual”, “gay” e “lésbica” de forma honesta e correta. Evite estereotipar e condenar. Não suponha que todas as pessoas homossexuais são sexualmente ativas.
  • Lembre-se de que piadas e comentários homofóbicos podem ser cruéis e machucar. Um palavra descuidada por significar mais uma experiência de rejeição e dor.

Ao menos um “ativista dos direitos dos gays” no Reino Unido, Peter Tatchell, louvou o documento dos bispos, chamando-o de “simpático” e “compreensível”.

Ao mesmo tempo, o Vaticano declarou sua forte oposição ao documento promovido pela ONU que poderia “descriminalizar” a homossexualidade, algo que os defensores argumentam que é uma mensagem que precisa ser enviada a certos países, particularmente aqueles sob a lei islâmica, onde a homossexualidade é punida com a morte. O arcebispo Celestino Migliore, núncio do Vaticano para as Nações Unidas, disse que o Vaticano se opôs à resolução porque poderia “adicionar novas categorias àquelas protegidas da discriminação” e poderia levar a discriminação reversa contra o casamento heterossexual tradicional.

“Se adotada, iria criar novas e implacáveis discriminações”, disse o arcebispo Migliore. “Por exemplo, os estados que não reconhecem as uniões entre pessoas do mesmo sexo como ‘casamento’ vão ser expostos ao ridículo e se tornarão objeto de pressão”.

Esse movimento desencadeou uma tempestade de protestos de gays e lésbicas, como a Reuters divulgou. (O jornal italiano La Stampa chamou os comentários de “grotescos”).

Em resposta hoje, o padre jesuíta Federico Lombardi, o porta-voz do Vaticano, disse: “Ninguém quer a pena de morte ou a prisão ou multas aos homossexuais”. Ele defendeu os comentários de dom Migliore, acrescentando que o Vaticano estava em maioria sobre o assunto. “Não é por nada que menos do que 50 Estados membros das Nações Unidas aderiram à proposta em questão, enquanto mais de 150 não aderiram. A Santa Sé não está sozinha”, disse Pe. Lombardi.

Para ler mais:

- Uniões homoafetivas. A luta pela cidadania civil e religiosa

- O Vaticano se opõe à despenalização da homossexualidade

- ‘Devemos ajudar os gays, não culpá-los’. Entrevista com dom Luciano Pacomio

- ‘Que erro! Assim a Igreja se coloca contra os jovens’. Entrevista com Jack Lang

- A obsessão do pecado

 

in: http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=18676


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