LEITURA II 1 Jo 4, 7-10
«Deus é amor»
A revelação última de Deus ao homem é a de que Ele é amor. E o testemunho de que é assim é o facto de Ele nos ter enviado o seu Filho, para que, por Ele, nos tornássemos filhos de Deus. Nesta fraternidade divina só o amor pode ser o móbil de toda a actividade entre os irmãos.
Leitura da Primeira Epístola de São João
Caríssimos: Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Assim se manifestou o amor de Deus para connosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que vivamos por Ele. Nisto consiste o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados.
Palavra do Senhor.
Aqui está uma declaração corajosa, apesar das possíveis consequências!
O apoio público de Barack Obama ao casamento entre homossexuais é um marco simbólico importante, mas é um risco político que pode repercutir no resultado da eleição presidencial de novembro. 
A reportagem é de Michael Knigge e publicada pelo sítio Deustche Welle, 10-05-2012.
Barack Obama optou por correr um risco em pleno ano eleitoral. Um dia depois de um plebiscito no estado da Carolina do Norte ter definido por clara maioria o casamento entre pessoas do mesmo sexo como inconstitucional, o presidente norte-americano partiu para a ofensiva.
Em entrevista à rede ABC News, Obamadisse que apoia o direito de casamento de pares do mesmo sexo. A afirmação provocou uma onda de indignação de setores conservadores e aplausos de progressistas e de organizações de defesa dos direitos de gays e lésbicas.
Os evangélicos e conservadores − eleitores importantes, por serem especialmente ativos − condenaram o apoio deObama ao casamento gay como uma fraude eleitoral, lembrando que ele se pronunciara contra quando era candidato em 2008. Duas figuras proeminentes do setor conservador, Tony Perkins e Ralph Reed, classificaram prontamente a declaração de Obama como um presente eleitoral para Mitt Romney.
As organizações norte-americanas de defesa dos direitos de homossexuais, assim como os democratas progressistas, receberam a declaração como a tão esperada mudança de atitude de Obama. Ativistas dos direitos de gays e lésbicas falaram em um dia histórico, no qual Obama se tornava o primeiro presidente do país a aprovar publicamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Um processo longo
O sim público do presidente norte-americano ao casamento gay marca o fim preliminar de um longo e complicado processo de desenvolvimento de Barack Obama. Na campanha eleitoral de 2008, ele havia falado ser contra o casamento gay, mas a favor das uniões civis.
Desde então, houve, aparentemente, uma mudança lenta, mas constante, na posição de Obama. Nos últimos anos, perguntas sobre sua opinião em relação ao casamento gay geralmente vinham sendo respondidas com a frase: "a posição de Obama se encontra em fase de desenvolvimento". Agora, o presidente declarou que, depois de cuidadosa consideração e muitas conversas com sua família e amigos, chegou à conclusão que a casais do mesmo sexo pode ser permitido o casamento.
Aparentemente, Obama pretendia somente anunciar sua mudança de opinião na Convenção Nacional do Partido Democrata, agendada para setembro na Carolina do Norte. Mas depois de o vice-presidente, Joe Biden, ter expressado seu total apoio ao casamento gay em uma entrevista publicada no fim de semana, desencadeando uma grande repercussão na imprensa, a pressão sobre a Casa Branca se tornou grande demais. A proibição do casamento gay na Carolina do Norte teria aumentado essa pressão ainda mais, fazendo com que Obama decidisse não esperar até setembro.
Aposta política
Apesar de seu alto valor simbólico, a declaração de Obama não tem qualquer implicação política ou legal concreta. Porque a nível federal a chamada Defense Marriage Act de 1996 proíbe o reconhecimento do casamento homossexual. Os estados têm liberdade para fazer suas próprias leis sobre o casamento gay. Atualmente, 29 estados dos EUA proíbem o casamento homossexual, enquanto ele é permitido em seis estados e na capital.
Taticamente, o posicionamento de Obama é arriscado em relação à eleição de novembro, contra Mitt Romney. A posição de Obama garante ao presidente o apoio das organizações gays e da ala esquerda de seu partido. Sua declaração é um argumento importante de apoio para ambos os grupos, que vinham acompanhando a política de Obama de forma crítica, mas cujos votos e doações são trunfos eleitorais indispensáveis para o líder democrata.
Por outro lado, entretanto, a atitude pode diminuir suas chances eleitorais junto aos eleitores moderados indecisos, especialmente nos mais disputados, como Carolina do Norte, Virgínia, Flórida e Ohio. Afinal, o casamento gay não foi só proibido por plebiscito na Carolina do Norte, mas também na Flórida e em Ohio.
População dividida
Pesquisas de opinião realizadas regularmente refletem o quanto o casamento gay é polêmico nos Estados Unidos. De acordo com o Instituto Gallup, antes da votação na Carolina do Norte, 50% dos norte-americanos apoiavam a legalização do casamento gay, enquanto 48% eram contra.
O "sim" de Obama ao matrimônio homossexual pode, por isso, detonar uma bomba eleitoral. Mas a declaração do presidente pode ser decisiva somente no caso de uma eleição muito apertada. Porque, apesar de ser um tema politicamente explosivo, os assuntos mais decisivos para o eleitorado continuam sendo a situação econômica e o desemprego.
João Paulo I, um papa à frente do seu tempo. Terá morrido de morte natural?
Os fiéis islamitas “têm direito de construir para si uma mesquita”, e se “quereis que os vossos filhos não se tornem muçulmanos, deveis usar melhor o catecismo”. Palavras de Albino Luciani, que assim explicava, no final do Concílio, o decreto sobre a liberdade religiosa. O futuro Papa, poucos meses antes da nomeação a patriarca de Veneza, abrirá à possibilidade de um reconhecimento a casais de fato, com a finalidade, nas suas intenções, de evitar a introdução do divórcio na Itália.
Estes são alguns dos episódios contidos no volume “João Paulo I”, a biografia do Papa Luciani, escrita por Marco Roncalli (São Paulo, 734 páginas). Graças a testemunhos e documentos inéditos, o autor contribui para desmentir o consolidado clichê de Luciani “conservador”.
A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada em “La Stampa”, 20-04-2012. A tradução é de Benno Dischinger.
Atuais, quase cinquenta anos após, são as palavras que Luciani pronunciava em novembro de 1964, explicando a declaração conciliar Dignitatis humanae: “Os não católicos têm o direito de professor a sua religião e eu tenho o dever de respeitar o seu direito: eu, cidadão privado, eu padre, eu bispo, eu Estado”. “Algum bispo – afirmava Luciani – se espantou ... Há quatro mil muçulmanos em Roma: eles têm direito de construir para si uma mesquita. Não há nada a dizer: é preciso deixá-los fazer. Se quiserdes que os vossos filos não se façam budistas ou não se tornem muçulmanos, deveis usar melhor o catecismo, fazer de modo que sejam verdadeiramente convencidos de sua religião católica”.
Nos “pensamentos à família”, recolhidos nos primeiros meses de 1969, o então bispo de Vitório Vêneto, abre, com cautela, às “uniões de fato” como um “mal menor” para evitar a introdução do divórcio. Luciani precisa que estas uniões não deveriam ser equiparadas ao matrimônio, mas acrescenta: “Existem, inegáveis, as situações patológicas da família, os casos dolorosos. Como remédio, alguns propõem o divórcio que, vice-versa, agravaria os males. Mas, algum remédio, fora do divórcio, não se pode então encontrar? Tutelai uma vez a família legítima e dado a esta um lugar de honra, não será possível reconhecer com todas as cautelas do caso algum “efeito civil” às “uniões de fato”?
É a mesma sensibilidade que nos meses precedentes a publicação da encíclica Humanae vitae de Paulo VI, a cujo ensinamento prontamente aderirá, fará ser Luciani “moderadamente liberal” sobre a pílula anticoncepcional, desde que fosse usada com “intenção reta”, com o propósito de “pôr no mundo o número dos filhos que se podem convenientemente manter e educar”. À objeção que essa posição fosse contrária à lei natural, responda: “A natureza quer que nós sejamos mais pesados do que o ar: não obstante, fazemos bem em viajar” de avião. O exemplo, explica dom Taffarel, já secretário de Luciani em Vitório Vêneto, tem este significado: “O avião que para voar vence a lei da gravidade, viola as leis da natureza, mas ninguém diz que os pilotos cometam pecado. Assim, se perguntava: por que não se pode vencer a natureza sem pecar?”
No livro afirma-se que já no dia seguinte após a eleição papal, ocorrida aos 26 de agosto de 1978, João Paulo I teria querido voltar sobre os seus passos: “Não sei como tenha podido aceitar. No dia seguinte eu já estava arrependido, mas agora era demasiado tarde”, lê-se numa carta escrita pelo Papa, cujo conteúdo foi revelado ex-presidente da Ação Católica Mario Agnes.
Enfim, é preciso citar o testemunho do padre xaveriano Gabriele Ferrari, que aos 2 de maio de 1978, encontrando o patriarca Luciani, ouviu este dizer: “Há algum tempo não estou bem...”. “Enquanto o dizia, tocou o peito com a mão e acrescentou: “Há tempo tenho um grande mal-estar aqui”.
Aqui está um documentário científico que desmente quem diz que a homossexualidade não é natural!
É possível colocar legendas em português em CC.

'Qüir' chega esta semana e terá periodicidade bimestral. A distribuição será realizada em Lisboa, Porto e Coimbra, contando também com uma forte aposta no mundo digital.
Chega esta semana às bancas, em Lisboa, Porto e Coimbra, a Qüir, a nova publicação gay bimestral que pretende informar e alertar consciências. "Faz sentido este projeto existir, para 'dar voz' à comunidade LGBT (Lésbica, Gay, Bissexual e Transgéneros) e contribuir para que a discriminação e o preconceito acabem. Acreditamos num jornalismo que pode ter também um papel social", frisou Marisa Teixeira, diretora da publicação.
Com equipa reduzida e em tempos de crise na indústria, a Qüir (termo alusivo à palavra inglesa Queer, denominação popular para homossexual) preenche o vazio deixado pela Com'Out, extinguida em 2009. "Ao lançarmos a revista já estamos a marcar a diferença. É uma grande responsabilidade. Já existiram outras publicações que, infelizmente, terminaram. [Com a crise], os desafios são acrescidos. Temos noção disso. Queremos informar, formar e entreter", acrescenta a responsável pela publicação.
A revista bimestral, com crónicas, entrevistas e reportagens, pretende manter uma relação estreita com as redes sociais e com o mundo online, através da versão digital e do site quir.pt
Fonte: http://www.dn.pt/inicio/tv/interior.aspx?c
por ANSELMO BORGES
Foi publicada há dias uma síntese do estudo sobre "Identidades religiosas em Portugal: identidades, valores e práticas - 2011", realizado pela Universidade Católica.
A primeira nota a realçar é o nível científico do estudo, destacado por todos os peritos na matéria. Deve--se também sublinhar o patrocínio da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e a transparência da publicação, apesar de os resultados não serem favoráveis à Igreja.
No estudo, mostra-se que o número dos católicos em Portugal caiu, entre 1999 e 2011, de 86,9% (1999) para 79,5% (2011). O número dos católicos diminuiu, mas aumentou a percentagem de pessoas com outra religião: de 2,7% em 1999 para 5,7% em 2011, sendo a posição dos protestantes e dos evangélicos a que mais cresceu: de 0,3% para 2,8%. Aumentou também o número dos sem religião: de 8,2% para 14,2% (neste universo dos que não têm religião, todas as categorias apresentam um acréscimo percentual: indiferentes, de 1,7% para 3,2; agnósticos, de 1,7% para 2,2%; ateus, de 2,7% para 4,1%).
Como conclui o relatório assinado por Alfredo Teixeira, do Centro de Estudos de Religiões e Culturas, da UC, referindo-se à reconfiguração da pertença religiosa em Portugal, "pode observar-se um decréscimo relativo da população que se declara católica e um incremento da percentagem relativa às outras posições de pertença religiosa, com um particular destaque para o universo protestante (incluindo os evangélicos)". "Globalmente, o crescimento relativo dos sem religião em relação ao número de católicos é mais pronunciado do que o crescimento do número dos pertencentes a outras denominações religiosas. Isto é particularmente relevante no caso da categoria 'crentes sem religião'" (4,6%). O conjunto constituído pelos não crentes concentra-se na região de Lisboa e Vale do Tejo.
Como escreveu Vasco Pulido Valente, a diminuição percentual dos católicos "não se pode tratar como uma catástrofe" (já a sua afirmação de que "o católico típico português, como se esperaria, é hoje uma mulher da província e de meia-idade, longe de qualquer cidade importante e sem educação escolar (ou sem quase educação escolar)" é uma caricatura apressada). De qualquer modo, dizer, como fez o porta-voz da CEP, que "o que é essencial é a qualidade e não a quantidade" pode ser uma resposta preguiçosa.
As explicações para a situação são múltiplas, e a Igreja não é a única responsável. Assim, não se pode esquecer a secularização da consciência nem o materialismo e o hedonismo da nossa cultura bem como a abertura maior do mercado religioso, também por causa da imigração. O sentido de mais autonomia, maior prosperidade e a escolarização poderão contribuir para a indiferença religiosa, o ateísmo e a crença sem pertença. Mas, por parte da Igreja, não poderá ignorar-se a influência negativa dos escândalos da pedofilia, a ostentação do Vaticano, a hierarquização, que não favorece a real participação dos fiéis e nomeadamente das mulheres, a quebra no dinamismo pastoral do clero, a inadaptação aos novos tempos, concretamente no domínio sexual, que conduz a fracturas face à doutrina oficial.
As comunidades católicas vivas assentam em três pilares. O primeiro tem que ver com uma fé viva e esclarecida, capaz de dar razões. Neste domínio, penso que a Universidade Católica poderia cumprir melhor as suas responsabilidades. O outro diz respeito à prática do amor. Não há dúvida de que os católicos tanto a nível institucional como a nível individual e familiar têm sido exemplares no atendimento às carências dos mais desfavorecidos. Mas não basta: não deixa de impressionar que, se, quanto ao sentido da vida e à moral humanitária ou aos valores altruístas, a influência da religião se manifesta forte, é débil quanto ao sentido cívico-político, o que leva à pergunta: são só os 20% não católicos os responsáveis pela actual crise dramática do País? O terceiro pilar tem que ver com as celebrações: aqui, impõe-se um enorme investimento a fazer tanto nas homilias como na música, na sua dignidade e beleza.